Essa parte do mais fértil, deixaremos para mais tarde e com moderação. Bendita seja a pílula anti-concepcional! (Ah! Não passou a onda vintage de ontem, e euzinha não concordo com o novo acordo ortográfico. Em desacordo com o acordo, fica aí, hífen!)
Então, mas olha só essa pesquisa:
"As mulheres do futuro serão levemente* mais baixas e rechonchudas, terão corações saudáveis e um tempo reprodutivo mais extenso. Estas mudanças são previstas a partir de extensas provas para documentar que o processo evolutivo ainda atua sobre os humanos. "
*Putz! Omitiram o levemente na manchete. Como se não fizesse uma substancial diferença.
Ufa! Já estava me preparando psicológicamente para aceitar que minhas futuras possíveis descendentes seriam a encarnação das obras de Botero.
Afe! confesso que não fiquei muito confortável, (mesmo ciente de que não vou estar lá para ver) com o status de matriarca de uma família "Boteriana." "Botticelliana" ainda tá na média brasileira, vá lá... Mas, "Boteriana" não. É muita abundância desnecessária em tempos de geração saúde, crise mundial, sustentabilidade e o escambau.
Não, não é preconceito contra os gordinhos não, nem efeito da obsessão estética vigente. É que a obesidade já rondou minha família e só quem passa por uma experiência como a que tivemos aqui em casa é que sabe o quanto é preocupante...
Pra quem não sabe, a vida toda vi meu pai se mutilar através da compulsão alimentar. Inclusive, tive até pouco tempo atrás, muitos problemas relacionados à alimentação por conta disso... E, confesso, não foi fácil encarar a perda de meu pai, que foi tão repentina, tão brusca. Ainda não é fácil lidar com ela. Perder alguém tão amado pra obesidade, por uma patologia corriqueira, não fossem as complicações da tal vilã... É, mas isso já é otutro assunto...
"Os avanços médicos significam que muitas pessoas cujas mortes ocorreriam durante a juventude agora vivem até a terceira idade. Isso leva a uma crença de que a seleção natural não afeta seres humanos e que estes, portanto, pararam de evoluir.
"Isso é simplesmente falso"**, disse Stephen Stearns, biólogo evolucionista da Universidade de Yale. Ele afirma que, embora as diferenças na sobrevivência já não possam mais selecionar aqueles com maior aptidão e seus genes, as diferenças na reprodução ainda podem. A questão é se mulheres que têm mais crianças possuem esses traços distintivos, que elas repassariam aos seus descendentes.
**Ufa! Será que junto com a prova de que o ser humano continua em evolução (biológica), há esperanças de uma evolução ética, filosófica e/ou comportamental básica?! Pra melhor, claro, for God's sake!
Para desvendar a questão, Stearns e seus colegas trabalharam com dados do Framingham Heart Study, que trazia o histórico médico de mais de 14 mil residentes da cidade de Framingham, Massachusetts, desde 1948 --que englobam três gerações em algumas famílias.
Passando adiante
A equipe estudou 2.238 mulheres que haviam passado da menopausa, e então cruzaram os dados com as respectivas vidas reprodutivas. Para este grupo, a equipe de Stearns testou a altura, peso, pressão arterial, colesterol e outras características correlacionadas com o número de crianças a que elas deram à luz. Eles controlaram alterações devido a fatores sociais e culturais, para calcular o quão forte é a seleção natural para moldar estas características fisiológicas.
E é muito, segundo se confirmou. Mulheres mais baixas e gordas tendem a ter mais filhos, em média, do que outras, mais altas e magras. Mulheres cujos colesterol e pressão eram baixos também tinham mais filhos, e --não surpreendentemente-- tiveram seu primeiro na juventude e entraram na menopausa mais tarde. A surpresa foi que estas características foram passadas para suas filhas que, por sua vez, também tiveram mais crianças.
Caso a tendência persista por dez gerações, calcula Stearns, a mulher média em 2409 será 2 cm mais baixa e 1 kg mais pesada do que ela é atualmente.*** Ela dará à luz o seu primeiro filho cinco meses mais cedo e entrará na menopausa dez meses mais tarde, em relação à média atual.
***Tudo bem, essa redução não vai fazer tanta diferença "lá em casa" não. "As meninas" (que nem conhecerei, visto que 2409 tá logo ali...) ainda ficarão mais altas que mamãe e um tantinho mais esbeltas que ela também... E olha que a danadinha vai pra 6.2 bem jeitosinha! :D
Decodificação de cultura
É difícil dizer o que direciona para estas características, e discernir se elas estão sendo disseminadas por genes de mulheres, mas, pelo fato de Stearns controlar muitos dos fatores sociais e culturais, é provável que isso tenha resultado em um documento genético, em vez de um trabalho acerca de evolução cultural.
Não é o primeiro estudo concluindo que a seleção natural está "operando" nos humanos atualmente; a diferença é que muitos dos trabalhos anteriores foram concluídos de diferenças geográficas nas frequências de genes, e não de avaliações diretas do sucesso reprodutivo. Isso deixa o estudo de Stearn como, talvez, a mais detalhada medição da evolução humana atual.
"É interessante que o quadro biológico subjacente ainda é detectado sob a cultura", diz ele. Análises a longo prazo de outros conjunto de dados médicos pode jogar mais luzes sobre a interação entre genética e cultura."
| Fonte : |
| New Scientist |
| Data : |
| 2009-10-20 |
Então, depois de todo esse meu delírio, a conclusão a que cheguei é que, vou me comprometer mais com minha saúde e ficar cada vez mais cibernética e dietética. Sucralósica, meu bem. Sim, pq aspartame já está old fashioned! :P
Ria, mas o papo é sério. Depois de remexer o assunto, as más recordações serviram como estímulo pra me cuidar... Por minzinha e pelos que virão. Não quero passar pra frente gene porcaria! Que eles carreguem consigo pelo menos um ânimo por disciplina. É, e tem mais, um bom exemplo é muito mais eficiente do que os sermões e os gastos com sessões de terapia, acompanhamento nutricional e correlatos, povos e povas!
Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!!!!!!!!!!!!!! Mas a pessoa tá muito resoluta!