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sábado, 21 de abril de 2012
Sonambulia
Frases que eu nunca quis, que eu nunca sonhei dizer, agora brotam assim, feito “maria sem vergonha”, em meus pensamentos, bem no meio da madrugada... Frases como: agora, separados, estamos ainda mais juntos...
Como assim, você, perdida no meio da madrugada? Ela sempre foi seu cobertor e sua canção de ninar!
Agora é assim, acordo quase todas as noites, no meio do sono, alta madrugada, olhar já perdido, em busca de um ponto para se fixar. Não encontro nada, só silêncio e saudade. A estrela da madrugada agora brilha em outro espaço...
Ao fundo, o céu nesse momento bate seus tambores secos, ecoam eles estrondosos, acompanhados por flashes velozes, o céu chora. Nostalgicamente, também chovem meus olhos. A terra treme, ou será meu coração agitado?
A vida é boa em ironia. Embora tenha sido eu uma boa aluna, dificilmente serei capaz de superá-la. Eis-me aqui, de braços dados à tua amante, só. Sonambulando pela casa...
Pergunto às paredes se elas têm notícia tua. Aguço os ouvidos na tentativa de ouvir algum dos nossos risos caminhando pela sala. Talvez ainda reste algum passo teu pela cozinha. Quem sabe se com bastante atenção não o ouça retinir rumo à geladeira a procurar por refresco?! Quem dera resgatar um “eu te amo” espremido entre as dobras das almofadas do sofá. Também não encontrei nenhum “até mais tarde, amor” no caminho do portão. Não, nada, nenhum som, só o eco das minhas recordações.
Talvez meu nariz de perfumista capte algo. Talvez ele me salve. Farejei e não houve sequer uma lufada do cheiro bom de mato que vinha do teu banho. Nenhuma nota do teu perfume favorito. O guarda roupas, apesar de ainda habitado, engoliu todo o aroma ambarado das tuas camisas. Novamente, nada. Ah! Só a insônia insípida, inodora e mais incolor que a água... Não restou para contar história, na bancada da varanda, nem o odor acre da fumaça do teu cigarro. Aquele com o qual tanto impliquei e do qual tenho hoje saudade...
Dos travesseiros, fugiram todos os sonolentos beijos matinais. Nos lençóis, não se refugiou nenhum abraço, não sobrou nenhum afago nos cabelos escondido na fronha. Todos os nossos vestígios, toda nossa história, tudo, agora é só memória. Memória e saudade que me acorda para desejar bom dia, antes de o dia nascer.
A vida é mesmo mestra em ironia! Agora a madrugada tem a mim, mas, não tenho mais a nós... Seria perfeito, o clima friozinho, o barulhinho de chuva lá de fora, o cobertor e a pele um do outro pra nos aquecer. Mas não, a vida e sua ironia. Esvazia nossa cama, pra me fazer dormir com quem nos apresentou. É, agora, quem fica no lugar do teu travesseiro é meu computador. Seria cômico, se não fosse solitário e irônico...
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sábado, 25 de fevereiro de 2012

Minha alma é cinestésica e sinestésica... Não sei se é algo que ocorre a todos, se é, ninguém nunca mencionou-me.
Às vezes me sinto anormal. Não, não é às vezes. É sempre, desde a eternidade me sinto assim.
Sabe, tudo o que capta o mais profundo de mim, eu sinto no corpo, pelo corpo, quem sou, o que sinto, o que devo fazer, o que me fere...
Eu recebo sopros no ouvido, quase tão audíveis quanto uma frase...
E não sou esquisofrênica... Os sopros são meus... As frases são minhas, meu eu procurando ser ouvido... Minha alma falando comigo...
E agora ela nem vai mais precisar gritar... Ela vai poder falar num tom mais baixo, suave e aveludado... Aquele em que eu gosto de ouvir minha voz...
Ela vai poder falar assim pq eu vou amá-la, respeitá-la e viver só por ela...
Eu me casei com ela hoje... ;)
Eu vou pra vida diferente agora...
Não vou só, vou com ela, minha noiva e minha amante...
Ninguém mais me corrompe, ninguém mais me violenta...
Hoje nós duas vamos dançar apaixonadamente, estamos em lua de mel.
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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Saudade monstra do tempo em que eu podia só amar...
RECADO A AQUELES QUE AMAM:
Não percam seu tempo com besteiras, sentimentos menores, medos, ciúme, orgulho, birrinha, insegurança... Esqueçam o passado, vivam o momento.
Amem, amem muito, amem tudo o que couber no coração e mais... É só viver.
Para as pendências psicológicas, procure ajuda especializada. Não torture quem te ama...
Palavras de quem tinha tudo e perdeu por não saber cuidar... :(
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domingo, 15 de novembro de 2009
Estava procurando material a respeito das pesquisas e teses da professora de direito Katherine Franke. Não há muito disponível em português, mas, achei esse video muito interessante. E com embasamento.
Vocês acham que as brasileiras são tão permissivas como ela coloca?
E sobre o "puritanismo" americano, o que pensam? Pq sexo é um tema que sempre causa tanto alarde e escândalos lá? Aqui é tão diferente assim?
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sexta-feira, 13 de novembro de 2009
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Bom dia!

De onde a gente menos espera é que vem a surpresa...
Tenho muito respeito pelos idosos e adoro bater papo com os daqui do bairro. Conheço vários, todos vovôs e vovós fofíssimos.
Eis que volto da farmácia e encontro três, sentadinhos na calçada conversando, no maior sossego. Nunca conversei com esses além do bom dia. Hoje, quando o disse, um olha pro outro e dizem todos ao mesmo tempo: "Ah! É muito linda!"
Sorri surpresa e passei. Lembrei do Vô Emídio, (falecido há poucos meses)que sempre ao me ver sair de casa, dizia: "Cada vez mais linda, hein?!" Euzinha achava que era só fofurice dele. Mas pelo jeito, virei musa do povo da terceira idade do bairro...
Ah! Que delícia! Quer saber? Gostei.
E hoje parece que o imã tá mais ativado ainda, abri o portão e fiquei mais de meia hora de conversa com minha vizinha, uma senhorinha de oitenta anos, coisa mais fofa nessa vida.
Afe! Agora bateu saudade da Vó Anísia. Hora dessas vou à casa dela dar um beijinho, que anda toda tristinha por causa do maridinho que partiu. O vô Emídio. Adoro toda essa gente querida, carinhosa aqui do bairro. Me tratam sempre com o maior respeito e ficam que é felicidade só com uns minutinhos de atenção.
E pensa o que?! O ganho é mais meu do que deles, que saio sempre dessas conversas com um brilho a mais no sorriso e um quentinho no coração.
Afe! Depois dessa, hoje tô sorridente, saudosista e satisfeita!
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quarta-feira, 21 de outubro de 2009

E não é que minha gastro tem uma notícia assim, cômica, não fosse o incômodo... Ela me examina e diz:
Então, Dona Simone, sabe aquela gastrite, nossa conhecida?! Pois é, pelo que vi, ela voltou. E revoltadíssima!
E se ela não fala, bobagem... Quase que eu nem tinha notado nesses últimos 30 dias... Afe! Vai ver que ela tá na revolta pra combinar comiguinha. Mas deixa estar.
Não quero mais saber de engulir sapo não. Daqui pra frente vou é cuspir marimbondo!
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Piada interna
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Frida...
O filme que já assisti não sei quantas vezes e que, quando o revejo me desperta a mesma emoção.
Dos poucos que me arrancou lágrimas.
Tinha de ser a história dela, aquela mulher intensa, expansiva e expressiva como não há outra igual. Sua vida e sua arte correram pelas mesmas veias e resultaram na obra mais linda e verdadeira que conheço.
AMO!
O filme todo é deslumbrante, mas, essa cena é a mais sexy do cinema, na minha opinião.
E antes que perguntem, não, não sou lésbica. Só sei apreciar a sensualidade quando ela acontece, independente das minhas preferências...
Valeu à pena toda a batalha de Salma Hayek para fazer o filme. A história mereceia ser contada. Tanto mais, tão lindamente e com tanto talento como foi.
Sou fã!
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quinta-feira, 14 de maio de 2009
Guardadas as devidas proporções II
Bastou uma conversa que durou exatamente um minuto e cinquenta e seis segundos pra sacar o quanto fiquei banal...
Eu quero um mundo maoir do que o que abarca essas paredes!
E sei, a única responsável por conquistá-lo sou eu, interna e externamente...
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quarta-feira, 15 de abril de 2009
Radiografia
Hoje uma situação me fez notar como a gente reluta em admitir quando erra.
Sim, todo mundo quer ser aceito. E, como nossa fantasia não economiza e a gente não se toca que não vive em nenhum Olimpo, admitir que errou parece fraqueza. E fraqueza é algo "queima filme", logo, quem vai gostar de mim?!
É, essa lógica parece infantil e, talvez todo ser humano seja mesmo um pouco... Engraçado, mas, mesmo as pessoas mais evoluídas têm algum grau desse traço. Por mais que a gente cresça e tenha responsabilidades, por mais que a gente seja comprometido em desenvolver-se, parece que alguns aspectos da lógica e também da psiquê humana não só tomam forma na infância como pouco avançam além de lá.
Bem, não estou falando da humanidade, neste momento, resolvi aos poucos baixar a guarda e assumir que cometi um errinho besta e fiquei toda sem graça... Nada grave, só que numa leitura ao invés de que, meu subconsciente, ou apenas minha atenção, ou melhor, falta dela, acrescentou um m e virou quem. Bobagem? Sim e não.
Sim. Babagem eu ter ficado sem graça, afinal, ninguém apontou o dedo no meu nariz pra dizer que estava errada... E nem que tivesse apontado, é só eu não me impressionar. E outra, não estava fazendo prova nem nada. Na vida é assim, a gente erra, acerta e aprende muito é na base da tentativa e erro mesmo.
Bobagem? Não. Pois uma letrinha, por mais que pareça insignificante, mudou todo o sentido da frase e por consequência o rumo do meu raciocínio e do assunto.
O quanto isso foi importante? Não muito, por se tratar só de um papo informal em uma comunidade de amigos do orkut, não era nenhum teste, não se tratava de ambiente acadêmico. Mas, ainda assim, é chato levar a conversa pra um assunto nada a ver. Às vezes a pessoa que propôs a idéia tinha muito a apresentar e até retomar perdeu o pique. Sinto muito, não era minha intenção... Mas, também não vou me atirar da ponte por causa disso, acalmem-se. :)
A primeira vista, parece uma motivação besta pra render outro post longo feito esse, até pensei em não escrevê-lo logo que abri a página. Aliás, cheguei a fechá-la, por julgar o motivo insignificante e sim, pq assumir claramente um erro, ainda que pequeno, me soou desnecessário. Uma alfinetada no meu orgulho. (Tomara a alfinetada o tenha acertado, assim o dito cujo murcha e quem sabe um dia morre...)
Mas sabe, foi essa coçadinha na orelha que me fez repensar e vir aqui escrever?! Sim, pq pra mim, a escrita é um ato terapeutico, catártico que me faz compreender melhor o processo. Um texto meu nunca sai como a cabeça inicialmente formulou. É onde solto as rédeas, me deixo levar, me perco pra me encontrar...
Lógico que não preciso passar atestado público toda vez que errar, vir aqui tomar o tempo de vocês. Não daria conta e os enjoaria, pq a quota de erros diários é considerável. Humano isso, né?
Mas a situação me mostrou coisas interessantes que, ao menos para mim, vão além do óbvio. Que é bastante saudável e produtivo reconhecer os próprios erros, assim a gente identifica padrões e quebra com eles. E ainda evita que se instalem outros... Só assim posso consertar e pedir desculpas quando possível. Estar atenta para não cometê-los novamente em situação semelhante.
Que a sabidona aqui, que se julga boa interpretadora de textos, precisa prestar mais atenção aos detalhes quando lê. Inclusive reler o texto, o que poderia ter evitado o mal entendido. E se fosse uma prova?
Que prestar atenção aos detalhes não é bom e necessário só quando se trata de leitura, mas também das pessoas e da vida.
Que apesar de saber disso, possivel e provavelmente ainda errarei muito e não preciso me sentir mal por isso. Aliás, é até libertador notar que mesmo errando a gente continua gostado e gostável, e que não há nada de errado nisso. Até pq, a gente releva tanto os erros de quem gosta, pq é tão cruel consigo mesmo?! ...
A não neurar quando acontecer de novo, mas fazer sempre o melhor que posso, nada de acomodação... E a não me apaixonar por uma idéia a ponto de defendê-la inclusive fora do momento dela.
Ah! E a mais importante, que, não importa qual seja minha opinião, ela só importa e se aplica a mim. E, ainda que goste dela, nem sempre será possível que eu aja em consonância com ela. E que isso não faz de mim menos, só me faz humana e livre para escolher. Ufa! :)
Então, por hoje é só, pessoal. :p
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sábado, 28 de março de 2009
Apesar dos espinhos, a rosa também se fere...
Dias atrás estive vendo num programa da Oprah falarem sobre relacionamentos abusivos, agressão à mulher e toda essa temática triste e tão recorrente. O que deu causa a toda essa discussão, foi o comentadíssimo na mídia, sobretudo nos EUA, foi acontecido entre os astros Rihanna e Chris Brown.
Falou-se muito dessa história e, finalmente os deslumbrados de plantão puderam perceber que apesar de todo glamour, essas pessoas são gente como todo mundo. Que tiveram passados difíceis que geram sequelas na sua vida atual, como muita gente, se não por um motivo, por outro.... Que nem todos os holofotes do mundo, fama, admiração ou dinheiro fazem com que alguém, num passe de mágicas, se livre de todos os traumas, recalques ou visões distorcidas de si e da própria vida desapareçam...
Sim, eles são gente. Tão humanos e comuns quanto eu e você. E, às vezes chego até a pensar que têm uma complicante em suas vidas, sim, a fama. Os milhares de olhos em cima, que não deixam passar nada. Uma gafe, uma pisada na bola, um dia ruim, coisa que nós, simples mortais vivenciamos e fica por isso mesmo, pq é normal e não há platéia que nos aponte depois, não haverá manchetes no dia seguinte, no máximo um ou outro coração partido, de gente próxima, que a gente remenda como der depois e fica por isso mesmo...
Claro que não estou fazendo apologia à agressão, claro que isso não é só apenas um dia ruim, uma coisinha à toa. Não. É uma conduta que precisa sim acabar, a base de tratamento, pq pode sim vir da repetição de padrões aprendidos na infância, mesmo que inconscientemente, mesmo que não aceito pelo próprio agente.
Sim, é um padrão de comportamento estranho, lesivo, tanto por parte do agressor quanto da vítima. Pq parece e há, uma atração natural entre agressor e vítima, um padrão que facilita o relacionamento desses dois pólos, algo que os aproxima e os mantém unidos. Algo a ser estudado, diagnosticado e tratado, em ambos, para que não mais se repita, se não dentro do mesmo relacionamento, ao menos para que não ocorra nos futuros. É um ciclo que precisa ser cortado e quem está envolvido nele precisa buscar ajuda, precisa cortá-lo. É lamentável quanta fatalidade acontece por conta disso...
"O amor não machuca", nem física nem psicologicamente. A gente até dá umas pisadas sem querer nas pessoas que ama, mas isso pq somos humanos e é natural. Natural mas precisa ser reconhecido, há que se pedir desculpas também. Quando acontece o tempo todo é pq não é sem querer e aí só se afastando... Às vezes a cura só é possível assim, pq as feridas já são muitas para tentar salvar alguma coisa do relacionamento, o que importa é salvar a si...
Tem uma frase meio clichê, mas que funciona muito pra mim: "Quem não me ama não me merece."
Você aí que está lendo pode pensar que é fácil pra quem está de fora falar... Mas um dia já estive dentro e sei como dói. Não me coloco numa posição de vitima, até pq, quando a gente assume a própria parcela de responsabilidade no que passou, tem como perceber que da mesma maneira que se colocou lá, pode se tirar, arrumar forças para sair da armadilha. Essa consciência coloca o poder no lugar certo, na gente. Se pude fazer, sou só eu quem tem poder de desfazer.
Sim, já me deixei abusar psicologicamente muito tempo num relacionamento ruim e me prometi não fazer mais isso comigo. Não vou pintar aqui nenhum monstro, era apenas uma pessoa que se encontrava desequilibrada, que compensava um complexo de inferioridade, uma profunda sensação de inadequação oprimindo alguém que, de certa maneira, também estava desequilibrada e acabava aceitando... No fim das contas, embora não tenha sido agradável, claro, não havia um culpado, havia fatores que colaboravam para a manutenção de uma situação desequilibrada. Quando um dos fatores mudou, minha visão, minha coragem, a situação mudou.
Consegui sair disso e hoje sou muito feliz num relacionamento normal, com uma pessoa normal, que tem uma disposição especial pra me entender e me amar... Sim, um relacionamento lindo, mas normal, ao contrário do que muita gente imagina, idealiza, glamouriza... Um relacionamento normal, pelo menos dentro da minha idéia de normal, com muito amor, com muito respeito, com muito diálogo. Também com uma ou outra crise, claro, nós temos nossas diferenças de personalidade, nossos "traumas", recalques, medos, inseguranças, pensamentos e atitudes que isso gera em nós, como gera em todo mundo... O que mais me deixa feliz nisso tudo é que cada crise que veio, veio como uma oportunidade, uma carga de crescimento muito grande e no fim, a gente resolve e fica mais forte como pessoa e como casal. Pra mim, um relacionamento normal é isso, tem esses desafios.
Ele é uma das pessoas mais extraordinárias que conheço, mesmo sendo uma pessoa normal, pq é, assim como somos todos nós, exatamente único e comum ao mesmo tempo, como é de todo ser humano ser. Com todas as componentes que o tornam humano. E é bem assim que o prefiro, real. Uma das coisas que mais provoca dor, desilusão nas pessoas é idealizar. Eu quero amá-lo assim, como ele é, não o que gostaria que ele fosse... Pq só é amor se for assim... E olha, é difícil para mim, hoje nem tanto, mas foi difícil chegar a essa idéia com tranquilidade, mimada que fui, acostumada com tudo do meu jeito, temperamental e chata, cheia de exigências impossíveis, que não eram só em relação aos outros, a como os relacionamentos de toda natureza deviam ser, mas, sobretudo em relação a mim mesma... Mas ele me ensinou isso também. Posso dizer que hoje sou uma pessoa melhor, mais equilibrada e feliz com todo esse aprendizado. Sei que ainda há mais por fazer, por viver, por crescer, mas já sou contente comigo hoje, assim, como estou.
O mundo precisa de amor, as pessoas que nele estão precisam, amor com respeito, acima de tudo auto-amor. Sinto que todo mundo merece passar por uma experiência assim como a que vivo hoje, mas precisa permitir-se, abrir-se para o amor. Antes de tudo, abrir-se para o auto-amor.
Sabe, o que aconteceu comigo só existiu pq eu não me achava digna de ser amada, achava que não era boa o suficiente, pq tinha um monte de idéias erradas a meu respeito. Isso nem era consciente, não era tão claro assim na minha cabeça como é hoje. Ninguém conscientemente faz as piores escolhas, se oferece o pior, se pune por algo que julga ser. Mas isso acontece sim, pq há registros lá dentro, que desconhecemos, mas que nos levam a fazer exatamente o oposto do que desejamos e merecemos... Sim, pq todos merecem o melhor, mas poucos sabem ou verdadeiramente querem.
De vez em quando alguma dessas idéias antigas ainda tenta me assombrar, pq é um trabalho pra vida toda se amar, se cuidar, se tratar como quer ser tratada. Tem dias onde tropeço, mas levanto, olho pra trás e vejo o quanto já caminhei e isso me dá a certeza de que sou capaz.
É assim, a gente vai se tornando consciente de si e do que quer cada um no seu tempo, o importante é que vá. O importante é que encare esse processo, não desvie o olhar e finja que nada acontece, pq assim o sofrimento dura menos tempo...
Eu demorei a tomar uma atitude, hoje olho para trás e vejo que parece até que em certos momentos eu não estava em meu corpo. Ou, eu, cheia de temperamento que era, não teria deixado acontecer, parece até que me escondia em algum lugar dentro de mim só pra não sentir, não ver que era comigo aquilo... Me lembro da terapeuta, depois de tudo passado, perguntar como eu, com o jeito que tinha passei por tudo aquilo por tanto tempo. Minha resposta: Não sei, parece até que foi macumba, ou que um alien me abduziu e no meu corpo restou um zumbi...
Realmente não entendo até hoje, nem me interessa mais. Só sei que saí disso e estou compromissada comigo mesma em não recorrer mais a aqueles padrões doentes. Um dia de cada vez, um passo a cada dia, é assim que vou. E com muita paciência comigo quando tropeço, quando surto de insegurança, medo ou ciúme. Sim, pq eu sinto essas coisas às vezes. É comum a qualquer ser humano, sobretudo aos que já se feriram muito.
Eu sei que a opressão dói, não quero oprimir ninguém, muito menos a quem mais amo... Então continuo me lapidando, me curando, é um processo que vale à pena, pelo que quero para minha Vida, sobretudo para e por mim.
Por quê escrevi tudo isso?!
Porque vejo moças lindas, inteligentes e cheias de vida se perderem nesse tipo de labirinto, como um dia já me perdi. Porque quero que elas notem que é possível sair dele, como eu saí. Porque quero ver as pessoas se amando mais, que assim esse mundo melhora para todos.
Porque é preciso lembrar de onde se veio para saber o valor e ter a gratidão devida por onde se está. Eu preciso disso às vezes para permanecer centrada...
Porque quero aproveitar para agradecer a Denis, meu grande amor e companheiro de jornada por todo carinho, amor, dedicação, paciência, respeito, lealdade e companheirismo que tem me oferecido ao longo de toda essa nossa caminhada. Eu o amo muito e o verdadeiro significado da palavra amor, aprendi com você.
Obrigada por você existir.
Bem, meu amores, por enquanto é só tudo isso, acho que até deve ter mais, mas, fica pra depois que a prolixia hoje já deu o ar da graça...
Isso é que dá reclamar que ando sumida! :P
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quarta-feira, 11 de março de 2009
Inversão de valores...
Pois é, á efetivei e reefetivei minha participação na campanha "Quero ser excomungado!" algo assim em torno de cem vezes e, cada vez que penso no assunto tenho mais certeza de que é o melhor a ser feito...
É, ser excomungado, na atual conjuntura, dá até uma sensação de dever cumprido, confere a mais plena certeza de estar fazendo o certo, tomando as decisões mais coerentes e corretas diante de uma situação... Quero mais é ser excomungada, se é assim...
Não estou à mercê do julgamento dos falsos moralistas interesseiros e inquisores pseudo-donos da verdade. Não, meu Deus não é assim, não é esse que pune quem sofre, quem tenta impedir ou amenizar sofrimento maior, e nada faz a quem só faz sofrer... Não, não é assim que acredito e nem nunca me farão acreditar dessa forma! Prefiro acreditar que esses homens estão tods imenrsos numa ilusão que cega e que por essa cegueira deturparam e contaminaram sua visão acerca do divino... Não, definitivamente não me associo a radicalismos e nem a radicais, prefiro ser excomungada, uma vez que nunca me senti, e agora menos ainda, comungando das mesmas idéias, dos mesmos preceitos, conceitos e preconceitos que eles.
Me excomunguem à vontade, que eu mesma já me retirei faz tempo dessa celebração nefasta!

Bão, tô numa preguiça daquelas de explicar tudo, e até acho que muita gente já ouviu falar na notícia que deu a maior movimentada nesse assunto... Então, se não entendeu ou é o único que não ouviu falar, tá aí um bom link pra se informar sobre a notícia e a campanha "Quero ser excomungado!".
Só tem uma coisa que posso dizer a respeito disso: "É cada uma que mais parece duas!" AFEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
É, ser excomungado, na atual conjuntura, dá até uma sensação de dever cumprido, confere a mais plena certeza de estar fazendo o certo, tomando as decisões mais coerentes e corretas diante de uma situação... Quero mais é ser excomungada, se é assim...
Não estou à mercê do julgamento dos falsos moralistas interesseiros e inquisores pseudo-donos da verdade. Não, meu Deus não é assim, não é esse que pune quem sofre, quem tenta impedir ou amenizar sofrimento maior, e nada faz a quem só faz sofrer... Não, não é assim que acredito e nem nunca me farão acreditar dessa forma! Prefiro acreditar que esses homens estão tods imenrsos numa ilusão que cega e que por essa cegueira deturparam e contaminaram sua visão acerca do divino... Não, definitivamente não me associo a radicalismos e nem a radicais, prefiro ser excomungada, uma vez que nunca me senti, e agora menos ainda, comungando das mesmas idéias, dos mesmos preceitos, conceitos e preconceitos que eles.
Me excomunguem à vontade, que eu mesma já me retirei faz tempo dessa celebração nefasta!
Bão, tô numa preguiça daquelas de explicar tudo, e até acho que muita gente já ouviu falar na notícia que deu a maior movimentada nesse assunto... Então, se não entendeu ou é o único que não ouviu falar, tá aí um bom link pra se informar sobre a notícia e a campanha "Quero ser excomungado!".
Só tem uma coisa que posso dizer a respeito disso: "É cada uma que mais parece duas!" AFEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
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Solidariedade
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
A diferença entre falar e fazer...
Toda vez que digo que vou aparecer mais, o que acontece é justamente o contrário... :(
Acho melhor ficar quietinha e deixar por conta do elemento surpresa daqui por diante.
Post auto-explicativo...
Ah! Eu ainda volto pra responder aos comentários, volto sim, que gostei muito e quero comentar, mas, pra variar, hoje só amanhã... :P
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quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Inspire, transpire, transforma-me, transforme-se...
Faz algum tempo que estou para escrever sobre essa mulher que tanto admiro... Estive maturando a idéia, coisa bem minha, esperando um momento apropriado. Já sabia que era mesmo a intuição falando que vinha mais surpresa pela frente, mais motivo para admiração... Já não bastava o fato dela ser tão preocupada com a educação e cultura, a ponto de retribuir o ganho que teve com seu sucesso, construindo e mantendo a escola para meninas na África do Sul, ou pela ajuda na reconstrução de casas para as vítimas do Katrina e tantas outras benesses que fez...
Sim, houve mais, nessa semana o GNT passa o início da temporada 2009 de "The Oprah Winfrey Show", preparado para o dia cinco de Janeiro, com a tônica de suas metas pessoais e também do programa; cujo tema é Best life(Viver melhor). E não é simplesmente pela iniciativa que cresce meu respeito por essa profissional e, acima de tudo, por esse ser humano. Essa mulher me fez ficar mais uma vez de queixo caído não pela sua notória inteligência, pela sua capacidade de doação e delicadeza ao tratar com todo respeito sobre temas polêmicos, através das vidas de seus convidados... O que vi no primeiro programa da série foi um tremendo sinal de humildade, uma grandeza de alma dessas que poucas pessoas têm com tanta generosidade. Mais ainda quando parte de uma mulher que é referência, famosa, poderosa, das mais ricas do mundo, admitir que está infeliz, que há setores de sua vida onde não tem sucesso...
Sim, no primeiro dia ela abre com a proposta e o compromisso de transformação, sobretudo a própria, e, para isso, com uma confissão. Foi a entrevista mais honesta que já vi na vida, tocante, linda. Oprah mostrou o mais demasiadamente humano que pode ser, falou sobre sua luta contra o excesso de peso, a certeza de ter aprendido tudo a respeito, a "quebrada de cara" quando teve de encarar a realidade, a frustração e decepção consigo própria, o conformismo, o auto-abandono e a virada com o comprometimento com a auto-transformação, o auto-amor.
Nós que a vemos dessa caixinha mágica chamada TV, e a imaginamo-a cercada de glamour, sabemo-a próspera, frequentadora das altas rodas, ouvida e admirada por uma multidão, tendemos a achar que esta não passa pelas mazelas de nós mortais... Quando alguém deste quilate consegue nos mostrar justamente o contrário, isso só pode servir de inspiração e incentivo. Bendita sincronicidade!
É bom demais ter a quem admirar, ter referências, metas. A minha é sim, dentro das proporções que me couber, fazer sucesso, levar uma comunicação comprometida com o crescimento, a evolução, com meu melhor, assim como Oprah o faz.
Eu quero cada vez mais ser uma pessoa comprometida com a educação, com o desenvolvimento humano; quero sim ter, e sei que para isso eu preciso SER. (Que valor pessoal é uma conquista diária e a mais importante.) Aliás, não só para isso, mas para a minha realização como ser humano.
Quero poder ter para compartilhar, para fazer a diferença, feito essa grande mulher.
Mas, esse post não é para falar de mim, mas sim para dizer que quando alguém tem essa generosidade, seu comportamento gera uma reação em cadeia. E bendita seja essa reação, já me propus fazer parte dela.
Não é só se planejar para emagrecer, mas, cuidar da própria saúde física, mental, espiritual, emocional, material e financeira. É integrar o ser, é estar presente, amar-se, cuidar-se, incluir-se na lista de prioridades e tarefas E EM PRIMEIRO LUGAR. Só quem está bem pode fazer o bem aos outros.
Estou comprometida com tudo isso, estou inspirada.
Grandes boas, ótimas mudanças para 2009, que seguirão pela vida! Pq essas escolhas não são para um ano, são para toda vida.
Que venham para mim, que venham para todos nós...
E você, o que pensa disso tudo?!
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quarta-feira, 19 de novembro de 2008
É tão chato ser fina...
que quando a gente tem vontade de falar bobagem pela net as pessoas nem acreditam na autoria do crime.
Eu quero meu direito à transgressão de volta, caraio!
P.S.: Clique na tirinha para ler inteira, pq o blogspot resolveu não colaborar ! :(
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sábado, 1 de novembro de 2008
Revolta!
Sábado passado teve campanha de prevenção ao câncer de boca por toda a Grande São Paulo. Será que incluíram às medidas preventivas a escovação e uso de fio dental?!
PQP!
Detesto ficar perto de gente fedida. E transporte público é uma maravilha pra isso.
Como é que uma pessoa de manhã já consegue exalar um bafo dos infernos sentada do teu lado de boca fechada?!
PQP! Que ódio!
Não creio que tem gente que sai de casa sem tomar banho, vai ao médico sem olhar pro chuveiro aberto, para a escova de dentes e coisas do tipo.
Tenham piedade do meu nariz!
Pobreza não é desculpa para relaxo. E tem muita gente paupérrima que é muito da limpinha e cheirosa, que eu bem conheço.
Sim, gente fedida eu ignoro.
Sim, hoje eu tô atacada!
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terça-feira, 26 de agosto de 2008
24 HORAS...
"Eu não tenho idade. Eu tenho 24 horas!"
Foi a mulher diferente, bem humorada e sábia daí de baixo que disse isso... Sim, Elza Soares.
E concordo com ela, todos os anos que vivi foram muito bons e passaram. É gostoso lembrar de muitos momentos deles, mas, não é gostoso estar neles, pq mcomo diz o poeta sambista Paulinho da Viola "meu tempo é agora"... Tudo que eu tenho são 24 horas, até chegarem as próximas 24. A que altura estou das minhas 24 horas? Não sei! Quem é que sabe? E quem sabe se terá outras 24?!
A vida é isso, e por isso é boa, e por isso é surpresa e espanto e renovação.
Eu acabei de renascer e espero poder renascer tantas outras vezes.
E que vão pro inferno aqueles que desejam me apontar o dedo e dizer que devo ser assim ou assado, que pq tenho 34 anos não posso me comportar dessa maneira, que tenho de ser uma mulher respeitável e me comportar daquela forma.
Eu não tenho idade, nada além das minhas vinte e quatro horas que sabe Deus quantas vezes vou poder encontrar...
Não, não me peçam coerência, não me peçam nada! Eu não sei o que posso dar. cada um dá o que tem e do queu eu tenho eu nem sei qual é o todo, então dou o que quero a hora que tenho.
Eu não quero ser pra agradar, eu quero me agradar pra ser, pra ter e exercer o direito de ser quem sou. Eu o reivindico agora e não abro mão dele.
Não, aniversário é uma data especial, pra se comemorar as milhares de vinte e quatro horas, mas, pobre daquele que vier me enquadar por conta dessa coleção.
Não, eu sou passional, exagerada, estabanada, arrebatada e arrebatadora, eu sou o que sou, eu sou Mony e quem quiser, que queira-me assim ou quem não quer sou eu!
Não, eu não estou revoltada. Não isso não é um recado. Eu só me peguei num questionamento de uma amiga, fui arrebatada por ele... Me identifiquei e me reconheci no que sinto em relação a isso.
Adeus pelourinho, adeus cangalha!
Eu sou Mony, abre alas que estou passando e ninguém me segura. (Pra um abraço eu deixo, que não sou boba e nem nada...)
Essa é sim uma ode a mim mesma e por que não?!
Eu me amo e sou ótima, principalmente pra mim. Portanto, eu mereço! :P
*E quem acha que isso é falta de modéstia, se tiver como modéstia aquela hipocrisia de se desvalorizar só pro povo aplaudir, sim, eu não sou modesta. E aí, o que eu posso dizer é: meu cocô para você! :D
Foi a mulher diferente, bem humorada e sábia daí de baixo que disse isso... Sim, Elza Soares.
E concordo com ela, todos os anos que vivi foram muito bons e passaram. É gostoso lembrar de muitos momentos deles, mas, não é gostoso estar neles, pq mcomo diz o poeta sambista Paulinho da Viola "meu tempo é agora"... Tudo que eu tenho são 24 horas, até chegarem as próximas 24. A que altura estou das minhas 24 horas? Não sei! Quem é que sabe? E quem sabe se terá outras 24?!
A vida é isso, e por isso é boa, e por isso é surpresa e espanto e renovação.
Eu acabei de renascer e espero poder renascer tantas outras vezes.
E que vão pro inferno aqueles que desejam me apontar o dedo e dizer que devo ser assim ou assado, que pq tenho 34 anos não posso me comportar dessa maneira, que tenho de ser uma mulher respeitável e me comportar daquela forma.
Eu não tenho idade, nada além das minhas vinte e quatro horas que sabe Deus quantas vezes vou poder encontrar...
Não, não me peçam coerência, não me peçam nada! Eu não sei o que posso dar. cada um dá o que tem e do queu eu tenho eu nem sei qual é o todo, então dou o que quero a hora que tenho.
Eu não quero ser pra agradar, eu quero me agradar pra ser, pra ter e exercer o direito de ser quem sou. Eu o reivindico agora e não abro mão dele.
Não, aniversário é uma data especial, pra se comemorar as milhares de vinte e quatro horas, mas, pobre daquele que vier me enquadar por conta dessa coleção.
Não, eu sou passional, exagerada, estabanada, arrebatada e arrebatadora, eu sou o que sou, eu sou Mony e quem quiser, que queira-me assim ou quem não quer sou eu!
Não, eu não estou revoltada. Não isso não é um recado. Eu só me peguei num questionamento de uma amiga, fui arrebatada por ele... Me identifiquei e me reconheci no que sinto em relação a isso.
Adeus pelourinho, adeus cangalha!
Eu sou Mony, abre alas que estou passando e ninguém me segura. (Pra um abraço eu deixo, que não sou boba e nem nada...)
Essa é sim uma ode a mim mesma e por que não?!
Eu me amo e sou ótima, principalmente pra mim. Portanto, eu mereço! :P
*E quem acha que isso é falta de modéstia, se tiver como modéstia aquela hipocrisia de se desvalorizar só pro povo aplaudir, sim, eu não sou modesta. E aí, o que eu posso dizer é: meu cocô para você! :D
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quinta-feira, 21 de agosto de 2008
PQP!

Se inventaram uma coisa mais ordinária e irritante do que fofoca, nem me comuniquem, que eu já ando com vontade de mandar uns e outros levarem onde levam as galinhas!
Não, eu não vou falar nada, não vou fomentar nada, só me dou ao direito de desabafar pq haja saco! E eu nem tenho!
Afe! Alguém sabe como se tira esse raio de sublinhado?!
É hoje!
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quarta-feira, 20 de agosto de 2008
Sapos encantadores...
Faz um tempinho que estou pra escrever a minha visão sobre o mundo masculino, homeopaticamente, é claro, que o assunto é vasto... :P
É, andava pensando numas questões há tempos, mas, com meus momentos de silêncio monástico (ou seriam monysticos?), sem que eu sequer comentasse a respeito, Denis tomou a dianteira... Pronto! Vai ficar todo cheinho agora.
Vou começar até pelo assunto do post dele, mas, abordado sob a ótica feminina. Bem, sob a minha ótica feminina, que pode parecer até bastante sui generis, e deve ser mesmo...
Tá aí o link:
Tá faltando homem no mercado
Será que tal frase é uma pergunta ou uma afirmação?!
Aí depende do referencial teórico... (Evasiva totalmente excelente e nulamente esclarecedora!) :P
Percebo que há muitos homens "no mercado", mas também, que há muitas exigências por parte das mulheres. Não, não é pra sair por aí pegando qualquer porcaria. Porque, convenhamos, tem uns sujeitos que precisam de um pouco de informação e educação, no mínimo, mas, isso é assunto pra outro post.
O que quero dizer é que, pra mulherada que ainda está sonhando com príncipe encantado, está faltando e faltará homem no mercado ad eternum! Sim! Já está faltando faz tempo (todo tempo do mundo) e elas andam chorosas reclamando da vida por conta da constatação.
Sinto em informá-la, baby! Mas, aconselho que compre ações da Kleenex ou outra fabricante de lenços de papel, vá guardando algum dinheiro pras aplicações de botox e desde já, use generosas camadas de creme anti-rugas e envelhecimento. Sim, chorar nada faz além de causar rugas, marcas de expressão, olheiras e uma cara que só fica charmosa nos bassets.
Alguns de vocês podem estar espantados, mas, há um sem número de mulheres (balzaquianas ou avante) com síndrome de Cinderela...
Elas miram, atiram e depois de algum tempo praguejam, pq se decepcionaram, ele não era seu príncipe.
Ah! Pare de querer transformar sapo em príncipe!
Príncipe encantado não existe! Afe! E seria chato demais!
Sou muito feliz por não ter conhecido nenhum. Ou seria pesadelo ou seria psicose! Eca!
Dá medo imaginar um ser perfeito, o único que a gente está acostumado a julgar que o seja é Deus, pra quem acredita. E a imagem não é nenhuma maravilha, haja vista todas as idéias de pecado e punição que a educação judaico-cristã nos coloca na cabeça. Todo aquele medo que causa a onipresença, a onipotência e a perfeição em si. Toda aquela necessidade absoluta de acerto para obter a aceitação. Isso é massacrante!
Príncipe encantado, para mim, é uma idéia brochante e assutadora. Sou consciente das minhas fragilidades, dos meus pontos nem tanto. Lá iria ter coragem de abrir minha boca perto do sujeito?! Logo eu que sou estabanada, barulhenta e espontânea?!
Afe! Viver em pânico, com medo de dar nota fora... Não, obrigada. Passo a vez!
Me lembro nos tempos de faculdade, um colega de sala de quem eu costumava comentar com as amigas de que ele devia ter algum "defeito". Não era normal tudo tão certinho. Era hilário, a gente ficava imaginando que ele deveria ter chulé, hálito matinal terrível, alguma coisa... Não era possível juntar tanta qualidade num ser humano só.
No fim do curso a gente descobriu, ele tinha um defeito terrível sim, mas, pior pra ele. Não sabia escolher mulher.
Em geral, são as mulheres que escolhem, mas, aquele que estava em condição de escolher, quis logo uma daquelas que monopoliza, proíbe de falar com as amigas, coloca no cercadinho e o tonto aceita. Afe! Sem comentários.
Bom, mas voltando ao ideal do príncipe encantado. Fico imaginando, a frustração masculina deve andar a mil. Eles até que estão se esforçando na adaptação dos padrões antigos, do esteriótipo do que era a mulher para a real mulher atual. Estão mais interessados no universo feminino, ouvem mais, são mais afetuosos. Mas, é difícil disputar com o ideal, afinal, o imaginário é sempre melhor que o real. É intangível, mas, em termos de estética e estrutura é mais atraente, justamente pq a imaginação aceita tudo...
O príncipe encantado é a própria personificação (ainda que imaginária) da atração fatal, ou, frustação total, como queiram, uma vez que não existe. É a meta inalcançável de homens em ser e de mulheres em ter. Essa busca só é boa pras finanças dos psicoterapeutas...
Se príncipe fosse uma boa opção, a Princesa Diana não teria aquela cara de cão que caiu da mudança, enquanto foi casada com o Príncipe Charles. Quem quereria uma vida de princesa como a dela?!
Eu prefiro os "sapos". Bóra pro brejo!
Os homens, humanos, com suas qualidades e suas humanidades são muito mais interessantes. Crescem conosco e nos fazem crescer, essa é a única finalidade do relacionamento. Não, não esqueci do carinho físico e do sexo não. É que se não tiver isso, aí essa relação se chama amizade.
Diante da humanidade do outro a gente se sente mais seguro e capaz de mostrar sem defesas a própria humanidade. Não precisa ficar de frescuras se fazendo de boneca de porcelana com medo de prejudicar a imagem, de o outro deixar de gostar ou desvalorizá-la.
Fica fácil encarar o outro quando se sabe que tem dias onde ele também tem mau humor, preguiça de se arrumar, problemas no trabalho, uma conversa difícil com um familiar, todas aquelas coisas que todos nós que vivemos nesse mundo temos. E que, inclusive, há dias onde eles, assim como nós, não reagem bem a qualquer dessas coisas que às vezes são bobas e não os abalariam na maior parte do tempo.
É libertador saber que ele não tem o corpo da foto daquela revista, pq eu também não sou nenhuma modelo, que ele se sente confortável dormindo com uma cueca surradinha. É uma delícia descobrir que ele tem algumas manias, assim não vai rir ou criticar as minhas. Ou, se for, eu já tenho com que fazer graça e fazer essa conversa acabar num monte de risadas.
É uma delícia cada descoberta que a gente pode fazer a respeito do parceiro, quando a gente se permite. Quando a gente esquece o modelo e se deixa levar pela pessoa que está bem na nossa frente.
Surpreenda-se.
Na lagoa aí do lado pode ter um desses sapos encantadores, só esperando pra ser descoberto. E lembre-se sempre, sapos não viram príncipes, mas, príncipes inevitalvemente viram sapos!
Que tal baixar as expectativas, esquecer as exigências e aproveitar o momento?!
Ah! E fica aqui uma reflexão, será que a mesma candidata a princesa com a lista de pré-requisitos na mão tem igual quantidade de virtudes pra oferecer?!
Defeitos, eu prefiro chamar de humanidades, todos têm. Basta ter sensibilidade pra ponderar se os dele se encaixam no preço que você quer pagar. É seu número? Se for, boa viagem! Se não, a fila sempre anda. Boa sorte!
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