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sexta-feira, 6 de abril de 2012

CARTA AO AAMIGO.


Meu querido amigo,
Perdoe-me pela ausência, certamente ela deve ser maior para mim do que para ti. Mesmo assim, perdoe-me...
Tua aparição em minha vida foi muito bem vinda, uma grata surpresa que muito tem me dado, muito tem provocado, muito tem (me) despertado. É tanto carinho assim, gratuito, é tanto sorriso no rosto (que me roubas com meu consentimento), que a conversa flui leve, brisa perfumada de primavera. Fico à vontade contigo, tanto, que revelo-me como poucas vezes, para poucas pessoas fui capaz. É de causar estranheza a qualquer um esse desabrochar. Sobretudo porque uma onça costuma só espreitar, sem mostrar-se. Uma onça não tem pétalas, tem garras, mas não para ti. Para ti ela se deixa florir, colorir e perfumar. Veste roupa de festa e sai docemente, margarida, rosa, violeta, orquídea, flor do campo, felinamente feliz.
Ah! Que presente lindo poder ser assim, simplesmente ser, estar, contemplar. É assim, que tua amiga contemplativa e catártica fica, livre, suave, até na mais forte torrente interior. Sabe as espumas das águas? “Estar a teu lado” é assim. É como ser espuma das águas, é como fazer parte de algo que é pequeno e é grande e é único, e se transforma o tempo todo, tudo de uma só vez.
E se é tão bom, porque foges?! (Imagino que possas te perguntar, ao saber, nesse momento.)
É que ainda não aprendi a lidar com essa sensação, não aprendi a lidar com tantas novidades do momento vertiginosamente novo em que vivo. E contigo vem ainda mais montanha russa, mais roda gigante, mais algodão doce e ciranda.
É que, deixar-me ver, não por ti, mas, por mim, às vezes é amedrontador. Pouco medo tenho nessa vida, senão de mim mesma, já te disse uma vez. E, falando contigo, sou tão eu, que minha alma se liberta tão completamente e fala com a voracidade da fome de cinquenta retirantes. E nem todas as coisas que ela fala, entendo ou conheço, de algumas não gosto, outras ainda não sei como cavalgar sem beijar a arena. Ah! Mas tem algumas, cujo brilho me encanta e faz ter vontade de levar pro baile.
Ah! Meu amigo querido, essa carta era pra falar de ti, mas ninguém conhece a ti tão bem quanto tu. Senão por uma habilidade, dessa tenho toda garantia, que conheço melhor que ninguém, a tua enorme habilidade de fazer alguém enxergar-se a si, assim mesmo, pleonasticamente, através, atravessado e atravessando (com), teus olhos.
Obrigada, querido, por me ajudar a olhar. Vendo a mim, vi também a ti, e vi, que o Universo não é só um verso, pode ser a versão melhor, maior de uma canção que toca em várias vozes a mesma melodia em diferentes compassos. E a minha, tem o compasso do coração que sorri e aplaude a tua melodia.
Pode ser clichê, mas, digo, mesmo assim, obrigada, por existires.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Tô sentindo falta de gente...



É o confinamento aqui nessa casa, até por conta da chuva, que não colabora... É o contato apenas virtual, que dá a falsa sensação de companhia, de diálogo... O que sei, é que estou cansada de falar com máquinas. Ou através delas, que seja. Até o atendimento ao cliente de muitas prestadoras de serviço... A gente consegue resolver um bocado de coisas escutando uma voz eletrônica e teclando números pelo telefone. Ou online, pelo site da prestadora...
Ando sentindo falta de gente, de contato humano, de olho no olho. E não tem nada a ver com carência afetiva não. É só cansaço dessas trocas frias...
Acho que meu tempo de silêncio, isolamento, casulo, acabou. E essa idéia me agrada! :)

Afe! Quanto gerúndio nesse post. Cruzes!
Ah! Mas não, não tô com saudade nenhuma de escutar conversa de operador de telemarketing. :D

sexta-feira, 21 de agosto de 2009



"Vida, pisa devagar meu coração cuidado é frágil;
Meu coração é como vidro, como um beijo de novela"


Belchior




Senhora Vida, já entendi que é para prestar atenção, ao que sinto, ao que faço, ao que digo... Já entendi que é para fazer com atenção seja lá o que eu estiver fazendo, sair do pilto automático, tirar a armadura e estar presente. Mas, senhora vida, por favor, dê atenção ao ritmo, ao meu ritmo também. Sei que pedi, que quero, que preciso e que não há mais como postergar... But "please, be gentle". Pilote essa roda gigante com mais delicadeza, pq se continuar assim eu "vô gorfá"! 300 fichas caindo ao mesmo tempo me deixam tonta... Hellooooooooooooooooo!!!!!!!!!!!!!!

quarta-feira, 12 de agosto de 2009


*Imagem: The prince of truth - Ray Caesar

E não é que um mês depois resolvi dar o ar da graça (ou, como queiram!)?! :P
Quem não achou graça que não ria, ou pense numa piada nova!
Sim, eu estou "impossível", como diria minha avó.
Cheia de idéias e histórias pra contar. Cheia de questionamentos, sim, pq eu não vim ara responder nada! Vim pra tentar entender esse povo que vive "nessa bola estranha" chamada Terra. E por vezes, me sirvo de cenas da vida real, de coisas que coleto por aí, de relatos de quem me cruza o caminho, de momentos vouyeristas. E tudo isso me faz me perder e me encontrar num silêncio nada quieto, paridor de idéias, de dúvidas, de estranhamentos, de entranhamentos, de questionamentos e de descobertas efêmeras como é a vida.
Essa minha "preguiça de gente", esse meu "autismo voluntário" é só desculpa, uma pausa pra uma mente grávida e ávida de tudo que tem no mundo. E como é vasto esse mundo, igualmente vasta se torna a necessidade de divagar nele e dele, e de distanciar, de calar seu barulho de fora pra fazer crescer essa melodia cá dentro. Tempos, cadências, incandescências...
E assim vou, e assim venho. E segurem-se nas poltronas, pq logo vem mais.
Hoje?! Hoje não. Hoje não sei, que já me fervilha a caixa craniana, esse caldeirão que não silencia.
Hoje? Talvez.
Mas eu volto, pra comentar o que ficou não comentado, pra dividir o não dividido, pra partilhar do banquete mais recentemente digerido.
Se avexe não que eu volto.
Mas hoje, hoje só amanhã. :P

quarta-feira, 8 de julho de 2009




"Prudência é uma atitude que mantém a vida segura, mas com freqüência não a faz feliz."

Samuel Johnson


Isso não me serve, quero é novidade!
EU QUERO O MUNDO INTEIRO! Um lugar não me basta, um estilo não me basta, um gole só não me abarca... Tenho fome de viver e o prato cheio em minha frente.
Venha vida! Venha em suas vestes coloridas e surpreenda-me!

sábado, 4 de julho de 2009



Please, do me a flavour...
Aliás, pode ser dois, ou três, ou mais.
Afinal, hoje é sábado...

sexta-feira, 3 de julho de 2009




As coisas que não sei explicar são as que me fazem mais sentido...
Eu ando muito estranha, eu ando muito passional, eu ando muito eu. E isso tudo parece uma montanha russa. Remexi lá nos meus escombros emocionais e uma percepção diferente, uma lucidez estranha com a qual ainda não me acostumei me causa vertigens...

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Mama Africa, a minha mãe...

Afe!
Fiquei emocionada, arrepiada, sorri e chorei tudo ao mesmo tempo. (Quase um orgasmo...)
Povo mais lindo, mais forte, mais resitente no sentido mais belo da palavra, mais quente, mais acolhedor, mais cheio de motivos pra só ter orgulho de si.
Minha porção afro se agitou toda aqui dentro.
Grata, bisa José, por minha morenice, por minha alegria, por minha força ancestral, por tudo que partiu de ti e se espalhou pela Terra na forma daqueles que carregam e carregarão nosso sangue.
Salve a mãe África, salve a Bahia, salve o Brasil!
Que todos juntos sejamos um, e um pela força do que há de melhor em nós.
Amém, Saravá e Axé!
Quer entender do que estou falando?!
Então prove por si. ;)



No Youtube tem em branco e preto todo o documentário. A qualidade não está muito boa, mas vale à pena ver mesmo assim...

http://www.youtube.com/results?search_query=%22Atl%C3%A2ntico+negro%22&search_type=&aq=f

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Repeat 1000 times...




Marlene Dietrich's Favourite Poem


My mother loved it so she said
Sad eyed pearl and drop lips
Glancing pierce through writer man
Spoke hushed and frailing hips
Her old eyes skim in creasing lids
A tear falls as she describes
Approaching death with a yearning heart
With pride and no despise

Hot tears flow as she recounts
Her favourite worded token
Forgive me please for hurting so
Don't go away heartbroken no
Don't go away heartbroken no

Just wise owl tones no velvet lies
Crush her velvet call
Oh Marlene suffer all the fools
Who write you on the wall
And hold your tongue about your life
Or dead hands will change the plot
Will make your loving sound like snakes
Like you were never hot

Hot tears flow as she recounts
Her favourite worded token
Forgive me please for hurting so

My mother loved it so she said
Sad eyed pearl and drop lips yeah
Glancing pierce through writer man
Spoke hushed and frailing lips yeah
Old eyes skim in creasing lids
A tear falls as she describes
Approaching death with a yearning heart
With pride and no despise

Hot tears flow as she recounts
Her favourite worded token
Forgive me please for hurting so

quinta-feira, 30 de abril de 2009

AMIZADE, AQUELE AMOR, AQUILO QUE É, SIMPLES ASSIM...




Engraçado, certas pessoas aparecem na vida da gente, a gente nem nota, mas, quando se dá conta já ganharam um espaço na vida da gente, já tem um canto só seu no nosso coração...
Pode passar tempos sem conversar, pode não se ver como gostaria, pode até não ter notícia, mas o carinho continua, firme e forte. A lembrança que vem acompanhada de um sorriso, de um acolhimento no peito.
E basta aquele minutinho pra um oi, um E-mail, um olhar, um sorriso, um "lembrei de você" e passa a ansiedade, as idéias bestas vão embora, acontece uma luz, uma paz desconhecida.
Afe! Como é boa essa tal amizade.

Sim, eu fiquei toda boba com o carinho de uma amiga.
Não, não tem conotação sexual nenhuma, seus malediscentes!
Fiquei toda feliz em saber que alguém a quem quero muito bem se lembrou de mim.
Eu que sou toda desligada, que esqueço de dar oi, de telefonar, que acredito que todo mundo tem o poder da telepatia e que basta pensar na pessoa pra ela saber, de repente me toquei de quanto é bom tudo isso... Do quanto me esqueço de dizer às pessoas o quanto elas são especiais para mim...
Pode parecer pieguice, mas quis partilhar isso com vocês.
E aproveito pra dizer que, aos poucos, do meu jeito, no meu tempo, vou dizer a cada um. Mas, por enquanto, sinta-se já lembrado e devidamente beijocado.
Eu amo muita gente, e tenho a sorte de mesmo maluca do jeito que sou, saber que tenho dessas pessoas muito carinho, e que posso chamá-las verdadeiramente, sem medo nenhum, de amigo(a).
Obrigada!

PS: Engraçado como isso também acontece, esse mesmo carinho, com gente que a gente nem nunca viu o rosto, nem fala muito ou nada com muita profundidade... Tem gente que cativa a gente, não sei explicar. Só sei que é assim...

segunda-feira, 30 de março de 2009

Um amor animal...




"Há quarenta anos atrás, em 1969, essse dois homens, John Rendall e Ace Berg compraram um filhote de leão numa pequena jaula na loja de departamentos Harolds. (Hoje, felizmente isso é proibido, naquele tempo não era...)
Cuidaram dele em seu apartamente e tinham a autorização de um vigário para que eles exercitassem Christopher no pátio da igreja.
Mas, com o passar do tempo ele foi ficando grande demais para o apartamento e a solução seria levá-lo de volta à Africa e reintegrá-lo à vida selvagem, como planejavam. Foi o que fizeram... (O Leão já tinha um ano.)
Depois de um ano que o tinham reintegrado à vida selvagem num parque apropriado, os dois resolveram voltar à Africa para visitá-lo, mesmo sob o aviso de que Christopher já estava praticamente selvagem, que era chefe de seu bando e que poderia ser muito perigoso, uma vez que era possível que ele não os reconhecesse...
Mesmo assim eles não desistiram e após horas de espera o que aconteceu foram as lindas cenas que você viu... Ele os reconheceu, o encontro foi muito caloroso, carinhoso e ele ainda os apresentou sua esposa...
O amor não tem limites e a verdadeira amizade dura toda uma vida. Reate contato com alguém. Você ficará muito feliz por tê-lo feito!"
É o que diz o video.

Depois de um ano eles voltaram lá novamente, tiveram dias de despedida e enfim deixaram que Christopher seguisse sua vida como um leão livre. ele abandonou o parque e foi viver numa resrva vizinha, onde teria melhores condições de criar seu próprio bando, uma vez que passou a ter problemas com outros machos do parque.
Um leão vive em média 14 ou 15 anos na selva.

Para quem quiser mais informações, visite o site http://www.bornfree.org.uk/
Tudo em inglês, evidentemente. Mas, se pesquisarem por "Christopher, o leão", creio que encontrem mais informações...



De fato, essa história faz pensar... No quanto subestimamos os animais, sua capacidade de amr, de entender o mundo à sua volta...
Também no quanto dar/receber amor é essencial a todo ser e faz toda a diferença em sua natureza...
E no meu caso, amiga avoada que sou, no quanto é importante cuidar de todos aqueles que se quer bem e, fazer contato, dar carinho, dizer o que sente ao invés de achar que só pensar neles resolve. Não, eles não são telepatas, ainda bem, ou euzinha me acomodaria mais ainda em meus sumiços...
Meus queridos, desculpem-me e saibam que quero muito bem a todos vocês. E sei, já disse isso antes, mas, vou tentar fazer-me mais presente... ;)

sábado, 28 de março de 2009

Apesar dos espinhos, a rosa também se fere...




Dias atrás estive vendo num programa da Oprah falarem sobre relacionamentos abusivos, agressão à mulher e toda essa temática triste e tão recorrente. O que deu causa a toda essa discussão, foi o comentadíssimo na mídia, sobretudo nos EUA, foi acontecido entre os astros Rihanna e Chris Brown.
Falou-se muito dessa história e, finalmente os deslumbrados de plantão puderam perceber que apesar de todo glamour, essas pessoas são gente como todo mundo. Que tiveram passados difíceis que geram sequelas na sua vida atual, como muita gente, se não por um motivo, por outro.... Que nem todos os holofotes do mundo, fama, admiração ou dinheiro fazem com que alguém, num passe de mágicas, se livre de todos os traumas, recalques ou visões distorcidas de si e da própria vida desapareçam...
Sim, eles são gente. Tão humanos e comuns quanto eu e você. E, às vezes chego até a pensar que têm uma complicante em suas vidas, sim, a fama. Os milhares de olhos em cima, que não deixam passar nada. Uma gafe, uma pisada na bola, um dia ruim, coisa que nós, simples mortais vivenciamos e fica por isso mesmo, pq é normal e não há platéia que nos aponte depois, não haverá manchetes no dia seguinte, no máximo um ou outro coração partido, de gente próxima, que a gente remenda como der depois e fica por isso mesmo...
Claro que não estou fazendo apologia à agressão, claro que isso não é só apenas um dia ruim, uma coisinha à toa. Não. É uma conduta que precisa sim acabar, a base de tratamento, pq pode sim vir da repetição de padrões aprendidos na infância, mesmo que inconscientemente, mesmo que não aceito pelo próprio agente.
Sim, é um padrão de comportamento estranho, lesivo, tanto por parte do agressor quanto da vítima. Pq parece e há, uma atração natural entre agressor e vítima, um padrão que facilita o relacionamento desses dois pólos, algo que os aproxima e os mantém unidos. Algo a ser estudado, diagnosticado e tratado, em ambos, para que não mais se repita, se não dentro do mesmo relacionamento, ao menos para que não ocorra nos futuros. É um ciclo que precisa ser cortado e quem está envolvido nele precisa buscar ajuda, precisa cortá-lo. É lamentável quanta fatalidade acontece por conta disso...
"O amor não machuca", nem física nem psicologicamente. A gente até dá umas pisadas sem querer nas pessoas que ama, mas isso pq somos humanos e é natural. Natural mas precisa ser reconhecido, há que se pedir desculpas também. Quando acontece o tempo todo é pq não é sem querer e aí só se afastando... Às vezes a cura só é possível assim, pq as feridas já são muitas para tentar salvar alguma coisa do relacionamento, o que importa é salvar a si...
Tem uma frase meio clichê, mas que funciona muito pra mim: "Quem não me ama não me merece."
Você aí que está lendo pode pensar que é fácil pra quem está de fora falar... Mas um dia já estive dentro e sei como dói. Não me coloco numa posição de vitima, até pq, quando a gente assume a própria parcela de responsabilidade no que passou, tem como perceber que da mesma maneira que se colocou lá, pode se tirar, arrumar forças para sair da armadilha. Essa consciência coloca o poder no lugar certo, na gente. Se pude fazer, sou só eu quem tem poder de desfazer.
Sim, já me deixei abusar psicologicamente muito tempo num relacionamento ruim e me prometi não fazer mais isso comigo. Não vou pintar aqui nenhum monstro, era apenas uma pessoa que se encontrava desequilibrada, que compensava um complexo de inferioridade, uma profunda sensação de inadequação oprimindo alguém que, de certa maneira, também estava desequilibrada e acabava aceitando... No fim das contas, embora não tenha sido agradável, claro, não havia um culpado, havia fatores que colaboravam para a manutenção de uma situação desequilibrada. Quando um dos fatores mudou, minha visão, minha coragem, a situação mudou.
Consegui sair disso e hoje sou muito feliz num relacionamento normal, com uma pessoa normal, que tem uma disposição especial pra me entender e me amar... Sim, um relacionamento lindo, mas normal, ao contrário do que muita gente imagina, idealiza, glamouriza... Um relacionamento normal, pelo menos dentro da minha idéia de normal, com muito amor, com muito respeito, com muito diálogo. Também com uma ou outra crise, claro, nós temos nossas diferenças de personalidade, nossos "traumas", recalques, medos, inseguranças, pensamentos e atitudes que isso gera em nós, como gera em todo mundo... O que mais me deixa feliz nisso tudo é que cada crise que veio, veio como uma oportunidade, uma carga de crescimento muito grande e no fim, a gente resolve e fica mais forte como pessoa e como casal. Pra mim, um relacionamento normal é isso, tem esses desafios.
Ele é uma das pessoas mais extraordinárias que conheço, mesmo sendo uma pessoa normal, pq é, assim como somos todos nós, exatamente único e comum ao mesmo tempo, como é de todo ser humano ser. Com todas as componentes que o tornam humano. E é bem assim que o prefiro, real. Uma das coisas que mais provoca dor, desilusão nas pessoas é idealizar. Eu quero amá-lo assim, como ele é, não o que gostaria que ele fosse... Pq só é amor se for assim... E olha, é difícil para mim, hoje nem tanto, mas foi difícil chegar a essa idéia com tranquilidade, mimada que fui, acostumada com tudo do meu jeito, temperamental e chata, cheia de exigências impossíveis, que não eram só em relação aos outros, a como os relacionamentos de toda natureza deviam ser, mas, sobretudo em relação a mim mesma... Mas ele me ensinou isso também. Posso dizer que hoje sou uma pessoa melhor, mais equilibrada e feliz com todo esse aprendizado. Sei que ainda há mais por fazer, por viver, por crescer, mas já sou contente comigo hoje, assim, como estou.
O mundo precisa de amor, as pessoas que nele estão precisam, amor com respeito, acima de tudo auto-amor. Sinto que todo mundo merece passar por uma experiência assim como a que vivo hoje, mas precisa permitir-se, abrir-se para o amor. Antes de tudo, abrir-se para o auto-amor.
Sabe, o que aconteceu comigo só existiu pq eu não me achava digna de ser amada, achava que não era boa o suficiente, pq tinha um monte de idéias erradas a meu respeito. Isso nem era consciente, não era tão claro assim na minha cabeça como é hoje. Ninguém conscientemente faz as piores escolhas, se oferece o pior, se pune por algo que julga ser. Mas isso acontece sim, pq há registros lá dentro, que desconhecemos, mas que nos levam a fazer exatamente o oposto do que desejamos e merecemos... Sim, pq todos merecem o melhor, mas poucos sabem ou verdadeiramente querem.
De vez em quando alguma dessas idéias antigas ainda tenta me assombrar, pq é um trabalho pra vida toda se amar, se cuidar, se tratar como quer ser tratada. Tem dias onde tropeço, mas levanto, olho pra trás e vejo o quanto já caminhei e isso me dá a certeza de que sou capaz.
É assim, a gente vai se tornando consciente de si e do que quer cada um no seu tempo, o importante é que vá. O importante é que encare esse processo, não desvie o olhar e finja que nada acontece, pq assim o sofrimento dura menos tempo...
Eu demorei a tomar uma atitude, hoje olho para trás e vejo que parece até que em certos momentos eu não estava em meu corpo. Ou, eu, cheia de temperamento que era, não teria deixado acontecer, parece até que me escondia em algum lugar dentro de mim só pra não sentir, não ver que era comigo aquilo... Me lembro da terapeuta, depois de tudo passado, perguntar como eu, com o jeito que tinha passei por tudo aquilo por tanto tempo. Minha resposta: Não sei, parece até que foi macumba, ou que um alien me abduziu e no meu corpo restou um zumbi...
Realmente não entendo até hoje, nem me interessa mais. Só sei que saí disso e estou compromissada comigo mesma em não recorrer mais a aqueles padrões doentes. Um dia de cada vez, um passo a cada dia, é assim que vou. E com muita paciência comigo quando tropeço, quando surto de insegurança, medo ou ciúme. Sim, pq eu sinto essas coisas às vezes. É comum a qualquer ser humano, sobretudo aos que já se feriram muito.
Eu sei que a opressão dói, não quero oprimir ninguém, muito menos a quem mais amo... Então continuo me lapidando, me curando, é um processo que vale à pena, pelo que quero para minha Vida, sobretudo para e por mim.
Por quê escrevi tudo isso?!
Porque vejo moças lindas, inteligentes e cheias de vida se perderem nesse tipo de labirinto, como um dia já me perdi. Porque quero que elas notem que é possível sair dele, como eu saí. Porque quero ver as pessoas se amando mais, que assim esse mundo melhora para todos.
Porque é preciso lembrar de onde se veio para saber o valor e ter a gratidão devida por onde se está. Eu preciso disso às vezes para permanecer centrada...
Porque quero aproveitar para agradecer a Denis, meu grande amor e companheiro de jornada por todo carinho, amor, dedicação, paciência, respeito, lealdade e companheirismo que tem me oferecido ao longo de toda essa nossa caminhada. Eu o amo muito e o verdadeiro significado da palavra amor, aprendi com você.
Obrigada por você existir.

Bem, meu amores, por enquanto é só tudo isso, acho que até deve ter mais, mas, fica pra depois que a prolixia hoje já deu o ar da graça...
Isso é que dá reclamar que ando sumida! :P

domingo, 22 de março de 2009

Minha primeira vez...

Não, este não será um relato íntimo daqueles com detalhes sórdidos... A primeira vez de que falo é outra, muito mais íntima, muito mais pessoal e muito mais memorável. ;)
Pra mim foi assim, uma daquelas coisas que por vontade própia, assim, de imaginar e ter vontade, talvez não aconteceria... Talvez não por medo, mas, à primeira vista, nem me parecia algo atraente, era mais pra tática militar ou coisa assim, que me passava pela cabeça...
O que? A tal tirolesa.
Sim, faz uma semana exata, no domingo passado parti pra uma aventura dessas... O convite partiu de meu amor, o que por si já entusiasma. Adoro a companhia dele, torna tudo muito mais fácil e divertido... Some-se a isso um casal de amigos queridíssimo e mais uma amiga igualmente querida. Só gente GENTE, da melhor qualidade e que eu AMO MUITO! Ah! Isso já é um tremendo passaporte pra felicidade garantida. Sabe, quem tem amigos tem tudo. E eu sei que sou uma sortuda, riquíssima nesse sentido, que nem dá conta ou faz por onde em ter tanta gente linda assim, oferecendo essa preciosidade que é a amizade, de graça... Tá bom, não vou elevar a taxa de glicose de ninguém, já parei. Mas é que é verdade mesmo! :P
Então, companheiros de viagem devidamente preparados, lá fomos nós pra aventura... Começou light, com um rafting, divertidíssimo, me acabei de rir... Duas tirolesinhas básicas e mais o fim do percurso. Tudo show!
Depois veio o "Vôo do Falcão", ao todo são 7 tirolesas por cachoeiras lindíssimas. Deu sim friozinho na barriga, mas uma sensação que experimentei pooucas vezes e acho que dessa vez de uma maneira muito mais intensa. Um encontro muito especial comigo mesma, uma serenidade que não me recordava ter. Não era coragem, não era força, era só a sensação de estar segura, de estar em mim, encaixada e vivendo o agora. Não deu medo nenhum, ao contrário, foi lindo estar num lugar onde humanamente não estaria, foi mágico ver aquela imensidão toda de cima e me sentir parte dela, totalmente integrada. Não tive medo algum (talvez pq não tenha sido eu a voltar no cabo... :P) Em nenhum momento pensei que poderia cair, que era alto demais... Aliás, sequer pensei, só contemplei e me alegrei a alma com tanta beleza, com a sensação de liberdade... Foi mágico!
Nunca pensei que algo que não me imaginava fazendo, que na véspera até me causou um certo receio, de se ia gostar, se ia fazer tudo direito, se não ia dar vexame, se de fato encararia... Nunca imaginei que seria tão bom e tão tranquilo.
Gosto de deafios, gosto de adrenalina, mas nunca pensei... Agora idéias antigas voltam ao pensamento, outras aventuras que queria e agora quero mais viver... Voar de asa delta, saltar de pára-quedas e por aí vai... Quando fizer conto.
Obrigada meu amor, pelo delicioso convite, pelo presente lindo, pela companhia única e especial! Obrigada meus amigos pela presença sempre querida!
Obrigada vida por mais essa história pra contar.
Parabéns pra Alaya Turismo pela competência.

Eu olho pro espelho e ainda me pergunto: "Foi bom pra você?!"
Hahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahah!
Foi ótimo! Ainda sinto os efeitos.
A pele está boa e o humor excelente. :P
Agora, com licença, que vou ali para a cozinha para uma aventura menos emocionante, mas com certeza deliciosa, cozinhar um feijãozinho... :)
É, rapaz, tá pensando que eu virei a Lara Croft, foi?! 8)





Sabe de uma coisa?! Quando algo me parecer difícil de aqui por diante, vou lembrar desse momento e recuperar a sensação de serenidade daquele momento. Pq se como um pontinho no meio dessa vastidão estive tranquila, nada mais pode me tirar a calma, nem me tirar de mim. ;)
E pensar que meu sobrinho quando ouviu sobre a aventura que iríamos fazer disse:
_ "E minha tia vai, tio?!" :o



As aventuras sob os olhos de Denis

As aventuras sob os olhos de Karin

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Outras delícias...




Na tarde chuvosa e cinza de hoje, vi um colorido já conhecido e todo especial, efeito pós abertura de percepção pelo ocorrido logo cedo... Redescobri algumas coisas simples e gostosas, algumas outras delícias de viver.

Revivi o delicioso prazer quase orgástico de comprar um, não, foram dois, livros que estava querendo... E no mesmo espaço de tempo, o comichão da tentação e da paixão por tantos outros que vi nas prateleiras. Afe! Ler é bom demais! Livraria é um dos melhores ambientes desse mundo! Abençoado seja para todo sempre Gutenberg!

Notei que continuo sorrindo enquanto leio e com isso desperto olhares curiosos em transportes coletivos, e também o meneio de cabeça em sinal de reprovação de uns... Ah! Que se dane! Ler me deixa mais feliz e eu sorrio mesmo quando algum trecho me toca! Ah! Eu sorrio quase sempre e gosto!

Constatei que meu macarrão com bacon, cebola, alho poró, azeite e parmesão aquece o coração num dia sem luz solar como o de hoje. Dispenso constatações acerca de valor calórico! :P

Percebi que "Somewhere in time", aquele filme: "Em algum lugar do passado", ainda me traz a mesma sensação da primeira vez que vi, ainda me agrada e faz lembrar que o amor tem as formas mais inusitadas e improváveis de acontecer... Pois é, aconteceu comigo e acontece por aí todos os dias com alguém...
Que achem que é pieguice o filme, acreditar que o amor é possivel e seja mais o que, eu gosto e pronto!

Filme de Jerry Lewis na TV à tarde num dia chuvoso continua com o mesmo sabor de infância das vezes em que mamãe fazia pipoca, chocolate quente e a gente passava o dia todinho num colchão na sala se acabando de rir com ele...
Hoje casualmente me deparei com um, não resisti e parei pra ver. Delícia total, me acabei de rir e achei tão divertido como quando era criança. (Diferente dos Trapalhões...)
Sem dúvida vou fazer várias sessões com a filmografia dele! Afe! Amo!

Hoje sem dúvida dei muito mais valor à minha casa quentinha e meu edredon fofinho (entre tantas outras bênçãos)!

Também notei que destreinei o olhar de ignorar pessoas...

Tive de reafirmar que chocolate é amor eterno... Hahahahahahahahahaha!
Fazer o quê?! É verdade!

Percebi que passar aqui mais vezes pra postar, ainda que não seja importante para os outros é prazeroso para mim... Vou ficar mais atenta a isso e tentar ser mais presente.
Aliás, tenho vários comentários muito queridos pra responder e vou, mas, hoje só amanhã! :P

Bão, que venham mais delícias amanhã, que agora tô achando muito mais gostoso parar de relembrar e ir lá pra cama. :D
Ô, delícia!

Bendita seja a inesperada delícia de cada dia!



A vida é mesmo uma aventura maravilhosa e tem imprevisíveis saborosíssimos!
Pode até parecer bobagem pra muita gente, mas, estou tocada e vendo o mundo por outro ângulo por conta de um fato ocorrido hoje, um fato simples, que de fato, fez-me perceber que tinha razão quem disse que "recebe mais quem doa do que quem supostamente recebe"... E aquela história de que "o mendigo,na verdade não é quem recebe o donativo, mas, o próprio doador"...
Hoje pela manhã, fui entregar à uma moradora de rua dois pares de chinelos e umas bobagenzinhas femininas... Sim, pq ela é mulher, e mesmo sendo moradora de rua, isso não a impede de ter desejo em enfeitar-se, caso tenha, já tem como...
É aquela do "causo" da "sapata e a sapatinha", que contei aqui tempos atrás. Eu e Lili, minha amiga querida e colega de sala num curso, notamos que estava a senhora com um par de chinelos velho, furado e prestes a arrebentar as tiras. Confesso que quem me fez notar foi Lili, sim, pq eu, como a maior parte dos transeuntes, faz questão de ignorar essas pessoas como parte da paisagem local. Não vou ser hipócrita em dizer o contrário só pra fazer média não.
Acho sim uma tristeza que muitas pessoas vivam nessa condição, mas, não faço nada a respeito, como a maioria da população. Não os maltrato, mas também não me aproximo e confesso, se puder me afasto, pq o cheiro não me favorece a aproximação. É questão de nariz melindroso, apurado demais para bem e para mal. Já disse aqui que consigo lidar bem com praticamente tudo, mas não suporto gente que fede. Em último caso, na falta de opção, aguento firme, mas o eu interior fica em cólicas e desepero de sair do ambiente. Nada pessoal, mas é algo que realmente me incomoda e que não consegui superar... (Nem conto a felicidade aromática que é tomar tem antes das sete da manhã todos os dias... Melhor nem comentar!)
Bem, o assunto não é esse.
A questão é que por conta da observação de minha amiga, me compadeci. Ela um dia desses foi lá, perguntar à senhora que número calçava. Logo tratou de se informar com as colegas de sala se alguém calçava o mesmo número e podia doar algo para calçar sua protegida. E não é que era justo o meu número?! Fiquei então de providenciar. Coisa de três dias atrás, se não me engano.
Ontem saímos da aula e lá estava a senhora, dessa vez descalça. (Não perguntei o nome dela, mas vou ter de perguntar, pq quando notei, isso passou a me incomodar...) Pronto! Aí me recordei do compromisso que tinha assumido com minha amiga, cheguei em casa e já sabia até o que pegar. Encontrei dois pares de chinelos rasteirinhos que se usei duas vezes cada foi muito, estavam bonitinhos e em bom estado. Já separei pra não esquecer...
Mas, o foco da conversa era sobre hoje. Olha eu me desviando de novo! :P
Então, hoje cedinho, antes da aula, fui até lá entregar os donativos, queria ter ido com a Lili, mas ela teve de faltar à aula. Eis que a encontro descalça ainda, e estava friozinho, choveu bastante ontem e hoje... Me aproximo, paro, olho para ela, sorrio, digo bom dia. Ela se abre em um sorriso e espanto ao mesmo tempo, talvez pelo fato de ter interpelada e cumprimentada por alguém que não de seu grupo. Deva mesmo ser acontecimento raro... Um ar de felicidade surgiu em seu rosto, um espanto contente. Sorri novamente e lhe estendi a mão com uma sacola. Ela me olhou perplexa.
Foi então que disse a ela: São para você, espero que goste. A vimos descalça ontem, agora não precisa mais ficar... Aí é que veio a surpresa de me fazer cair a cara no chão.
Ah! Esqueci de comentar, ela estava sóbria, eu só a tinha visto alterada até então.
Momento surpresa: Ela me olha, sorri e diz: -- "Ah! Muito obrigada, linda! Eu estou descalça pq emprestei ao menino (não sei quem) meus chinelos para ele ir trabalhar ontem, e ele não voltou."
PQP! Minha cara caiu e eu não consegui apanhar até agora! Uma pessoa que tem nada consegue tirar os chinelos puídos dos pés, ficar descalça para ajudar outra pessoa, que deve ser até pouco conhecido dela. Se dispôs a abrir mão de algo seu, algo valioso que não tinha para repor, e confiar em alguém...
Estou pasma até agora, e certa de que fiquei com cara de idiota ao ouvir isso... Mas, bobagem. Quero mais é ter outras surpresas feito essa e ficar com cara de idiota por falta de outra cara pra fazer num momento desses... Pq não tem máscara capaz de aparecer numa hora dessas!
Depois disso ela foi super doce, fez muitos agradecimentos, muitas bênçãos e eu saí de lá em estado de graça, feliz da vida e assim permaneci o dia todo...
Quem ganhou muito fui eu, nessa lição, mais as outras fichas que ainda estão caindo e as que vão cair... E a sensação boa que ainda está quentinha aqui no peito. Como pouco faz alguém feliz e multiplica a felicidade de quem fez!
Obrigada pelas lições, Flor do Asfalto! Jamais me ocorreria que uma estação de metrô fosse também lar e escola. Jamais me ocorreria tamanha surpresa, tanta doçura em meio a tanto abandono... Obrigada por me ajudar a olhar. Obrigada!

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Óia eu aqui travêz!




É tanto que quero estudar, aprender, que quero ler e fazer que o dia precisa de 48 horas pra dar conta...
Eu sei que esse papo já está recorrente demais, mas é verdade, oras!
Só pra deixar um carinho, dizer que está tudo bem comiguinha e que logo volto! ;)
É só essa minha danada curiosidade aprontando de novo.
Beijoconas, meus amores.

sábado, 24 de janeiro de 2009

Símbolos...




Engraçado, estive pensando numa coisa, certas vezes a gente faz coisas que nem se dá conta da razão...
Ontem, na missa em homenagem a papai caiu uma ficha a respeito disso, e foi bem no meio da missa, eu já nem me constranjo mais com meus pensamentos... É, notei que estava ali na igreja depois de exato um ano, só pq as orações, a homengem, a celebração, era pra ele... Só por esse motivo fez sentido ir até lá...
A boca ia no automático repetia aquela ladainha, aquela monte de textos em série, os ritos desse ritual antigo que é a missa... E a boca ia tão automática que eu que jurava não me lembrar de nada daquilo, daquilo que nem tem nenhuma importância pra mim, não faltava uma palavra, saía tudo na hora certa...
O mais engraçado é que havia a sensação de haver duas dentro de mim, a que reproduzia automaticamente as frases e outra eu, consciente, pensando outras coisas, celebrando a existência de meu pai, tudo o que ele foi, na representação do que ele foi pra mim... Sim, pq o que ele foi, só ele mesmo soube, ou não, a totalidade dele eu desconheço, mas conheço bem o que ele mostrou, o que pesquei, o que vivemos... Ele, sob o meu ponto de vista, meus filtros, meus ideais e o que minha lucidez me deixou perceber...
Esse eu consciente via a morbidez, a necrofilia da cerimônia, que além de celebrar falecidos, celebra o falecido homenageado mor, o sacrificado mor, o Cristo. É a festa funesta, triste, da ladainha respeitosa, do barulho cadenciado em tom solene e fúnebre, o culto ao sacrifício e a dor... E a eu consciente estava cheia de alegria, agradecendo pela companhia de viagem, companhia deliciosa que foi meu pai. Pra muitos vai parecer loucura, mas que se dane, foi a minha experiência, estar ali feliz, com as minhas recordações, com a oportunidade de ter conhecido alguém ao mesmo tempo cruamente humano e muito especial... Quase que tive de forçar para conter o sorriso descabido para a situação exterior... Mas meu interior sorria e só fazia desejar que a nova parte da jornada esteja tão divertida quanto foi a nossa juntos... Que hajam mãos amigas a segurar as dele nesse novo caminho, que a água seja fresca e reconfortante, que as gargalhadas sejam fartas como pão à alma...
Estive lá e celebrei, e dei de presente ao meu eterno amor a alegria, traço meu que ele mais admirava...
Sinto-me feliz, sinto tê-lo honrado.
Sinto que de todos os simbolismos, o da cerimônia tradicional já não me serve, está gasto, deixo-o para a parte robô, a eu que vive come de outro pão, bebe de outra fonte e só conhece um símbolo para celebração, a alegria...
Engraçado, que até as palavras da bíblia que por lá foram ditas se encaixavam plenamente nessa concepção. Talvez até passe a gostar mais dela, quem sabe faça umas visitas, sinto que hoje as vi realmente, como sinto que hoje me abri a um sagrado mais íntimo e mais significativo. Sinto que ainda há mais a sentir, de outras maneiras, que símbolos não podem ser mordaças nem camisas de força, tanto menos segunda pele, uniforme ou bandeira... Nada é exato, nada é definitivo...
Há muito o que se ver, quero mais é ajuda para olhar.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Instantes...




Pai, só queria que você soubesse que teu sorriso ainda está na minha memória com a mesma nitidez de quando estavas aqui ao lado, tua gargalhada gostosa ainda ecoa aqui dentro nos momentos de alegria, quando nubla meu sorriso sinto seu colo e seu cheiro e num instante ele reluz novamente, as palavras de carinho ainda as tenho todas bem ao pé do ouvido, das vitórias que comemoramos juntos sinto pleno o sabor ainda agora... São tantas lembranças, é tanto que ainda o tenho, porque você está em mim, te levo no meu sangue e nas lições que fizeram meu caráter.
Eu tenho muito orgulho de ti, Pai! Eu te amo muito!
Obrigada por existires em minha vida, por tanto teres te doado, me ensinado, me amado... Obrigada por ser e ter me deixado ser também.
Simplesmente obrigada.
Simplesmente te amo.
Fica na paz. Feliz eternidade, meu pai.
É só saudade, mas é saudade feliz, sem apego e sem dor. Saudade sorriso das histórias boas que temos...
São dois anos já, mas continuas aqui, só que a gora de um outro jeito...
Obrigada, meu pai, obrigada!

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Thanks, mérci, arigatô!




Coisa boa nessa vida é aprender, coisa boa nessa vida é conviver, coisa melhor ainda nessa vida é viver, pq aí é que todas essas e outras coisas boas nessa vida acontecem...
Eu sempre gostei de escola, eu sempre gostei de estudar, tanto que já estive na posição de professora, mas na vida, a posição de aluna é a que mais me agrada... Iniciei outro curso, tenho encontrado professores(as) lindos(as) e queridos(as), colegas que também ensinam, um lindo ambiente de partilha... Já aprendi várias coisas nesse mês e pouco, mas hoje quero ressaltar alguns aprendizados importantes que tive nos últimos dois dias...
É o amar amando, viver vivendo e por aí vai...
me ficou a reflexão do quanto a gente pratica aqueles valores que torna em teorias lindas deixadas no fundo de uma gaveta lá na mente... O quanto a gente está presente, o quanto a gente está consciente no que faz, o quanto a gente valoriza a vida. O quanto o fica para depois vige em nossos dias... Agora é reflexão, ação e transfiormação, no agora, no já! ;)
Outro aprendizado é a prática do obrigado. O exercício da gratidão. Que por si já é lindo. E, segundo ela, modifica a vida... Já sou grata por muita coisa, e como não custa nada e ainda dá um tremendo prazer, vou praticar ainda mais. ;)
Falando nisso, obrigada por vocês existirem e virem aqui seja em silêncio, seja com algo a dizer...
Obrigada também, Emidia, por você existir e pela virtude de compartilhar...

Ah! Tem outra prática que resolvi por minha conta também praticar, a do elogio sincero...
Bóra perceber o outro e demonstrar. ;)
Beijoconas a esse povo bom melhor do mundo que é ele, ela, você. :)

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Mais um...




Mais um ano se inicia, mais uma nova história pra se fazer, mais no mínimo 365 novas oportunidades...
Que seja mais do mesmo só no que foi bom ano passado, e ainda assim, mais do mesmo renovado, vivificado e iluminado...
No que pode ser diferente, que seja surpreendentemente bom, lindo, feliz e com toda radiância possível, pq "gente é pra brilhar"!
FELIZ ANO NOVO PARA TODOS NÓS, PQ MERECEMOS MUITO!
Meu enorme carinho e meus melhores votos a todos vocês, que são sem dúvida o povo bom melhor nesse mundo!




SEJA MUITO BEM VINDO, 2009!