segunda-feira, 21 de julho de 2008

Express you self!


"Todo o homem tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferências, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e idéias por quaisquer meios, independentemente de fronteiras."

Muito lindo tudo isso, mas, na minha orelha, se expressar alguma barbaridade, pode ter certeza de que há sempre o excercício da recíprocidade. Nada mais justo que o direito ao contraditório e à ampla defesa. Eu diria que são direitos mais do que indisponíveis, imprescindíveis.
O exercício da reciprocidade pode não ser um direito constitucionalmente assegurado, não na prática, mas eu faço uso dele sempre. E você? Acha o direito à livre espressão válido? Quais os parâmetros e limites? Existem, não existem, deveriam existir? E na sua vida, como isso funciona?

sábado, 12 de julho de 2008

Depressão profunda...


Muito triste essa vida aqui em Vitória - ES.

Meu silêncio vem disso...

Talvez depois de alguns dias numa clínica me recupere e volte a escrever aqui... :P

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Sincronicidade...

Tava lendo o blog de Denis e o assunto tem muito a ver com meu caminho atual. Ia responder por lá, mas, como ia ficar enorme e resolvi me aprofundar mais no assunto, vai por aqui.

Antes das minhas milhares de divagações, convém conferir o post dele, pra entender esse papo de doido que comecei aqui. Ta aí o link:

http://uaderrel.blogspot.com/2008/06/carencias-estupidas.html

Interessante...

Essa conversa toda tem sido parte da minha reflexão nos últimos meses, só que comigo no pólo inverso... Como só posso falar de mim e do que sinto, me desculpe se tiver muitos eus e meus, apesar do motivo inicial não ser um texto meu, é só uma maneira de trocar experiências. ;)

Bom, não sou a pessoa mais indicada pra falar em presença, exceto na tua Vida (de Denis), uma das poucas, inclusive... Mas posso falar bem sobre ausência, que, na realidade, acho que é justamente o contraponto que te falta.

Primeiro deixo claro que estou falando de mim, não quer dizer que com você seja assim. Mas o fato é que reconheci dois aspectos que me faziam muito dependente das pessoas, A- muito mais presente na vida delas e B- desejosa de que fossem mais presentes na minha.

A- acontecia pela insegurança inerente à todo ser humano e o enorme desejo de aprovação que necessitava (e que, necessitamos todos nós, infelizmente). Não que isso tenha se extirpado completamente, quem dera, mas, já melhorou muito... Além da ciência de que não vou agradar a todos, nem preciso e nem devo, mas, que agradar a mim, ser leal a mim e aos meus sentimentos é fundamental.

B- acontecia pela minha incapacidade de estar no meu silêncio, de me encarar completamente, de ser minha companhia e minha melhor amiga. Ainda estou nesse trabalho e sei que vou passar nele toda a jornada. A vida se encarrega de nos levar ao que precisamos aprender, ainda que à força. Foi o que aconteceu comigo. O fato de não estar trabalhando me fez ficar a maior parte do tempo sozinha em casa. No começo, eu vinha para a net, passava o dia no Orkut, MSN e telefone. Tudo para evitar o confronto comigo mesma... Foi um longo tempo assim. Quando a coisa estava esmorecendo, eu quase me entregando, meu pai voltou para casa. Ele que sempre fora grande amigo, já não era mais como antes, mas, mesmo reclamando de mim e da vida, era companhia. Quando ele faleceu senti falta até das reclamações...

Depois disso, não teve jeito, era eu e eu. E foi aí que a coisa ficou boa. Quando a gente perde alguém que ama muito tem duas opções, ou cai no drama e deixa a vida acabar mesmo estando vivo, ou vê que a gente só tem a gente mesmo e precisa estar bem com essa única companhia que se tem de verdade...

Eu fui pra segunda opção. No começo com muita estranheza, pq foi natural demais. Cheguei até a sentir culpa ao perceber... Eu não pensei pra tocar a Vida, nem para me sentir como me senti, nem pra continuar no sorriso e alegria que são meus. Era estranho, sentia que ao mesmo tempo meu pai sempre esteve (e ainda estaria) e nunca esteve comigo... Já vai para um ano e meio que ele se foi, e eu ainda não consigo explicar como é isso, mas, esse sentimento continua... Quando me lembro dele ainda é com alegria na maior parte das vezes, sou capaz de falar nele brincando e rindo. Só choro quando bate a carência daquele colo. Geralmente quando falho comigo e ainda preciso de alguém. É que ele foi por muitos anos a pessoa que mais me conheceu e que mais me apoiou na Vida. Hoje há outra, felizmente. Outras até, na medida do que permito, mas, “o primeiro Amor a gente nunca esquece”. E o meu foi ele... Tive de transferir a minha referência de proteção dele pra mim, mas, tem dias que ele ainda vem primeiro... É raro, mas, acontece, sim, sinto falta daquela sensação de aconchego. Como não tem mais, me aconchego em mim. Sei que posso ter o carinho dos outros, mas, não vejo sentido nisso se não tiver o meu... Eu quero estar por que quero, não por dependência. É mais digno assim...

Então, parece que me desviei do assunto, mas não. É que isso é muito profundo e dá muitas voltas pra se concluir.

Mas foi assim, eu precisei perder pra ganhar. Perdi o apoio do meu pai pra ganhar o meu, pra ganhar coragem, pra entender que as pessoas não estão aí pra sempre, que as pessoas têm o caminho delas, seja a morte, seja uma mudança pra longe, seja o rompimento de uma amizade, seja só a ausência, temporária ou permanente... As pessoas têm sua própria Vida pra tocar, uma jornada pra seguir, elas não estão o tempo todo à nossa disposição.

Tá, mas e tudo isso não te fez querer estar mais perto das pessoas, querer mais tempo com elas? Você pode estar se perguntando isso agora.

Minha resposta é: NÃO! Aprendi a aproveitar o momento, quando estou com alguém, quero estar com essa pessoa, me divertir com ela, me doar a ela, senti-la. Isso acontece numa troca de olhares, um abraço, palavras rápidas ou uma longa conversa. Depende do que se dispõem em tempo, inclusive.

E essa vivência me fez tão bem, estou gostando tanto de estar em minha companhia, que estou tirando o atraso. Descobri em mim um mundo interior tão rico que tenho até de prestar atenção pra não ficar tempo demais nesse “autismo” voluntário...

Acho muito lindo quem saiba se dedicar a uma amizade, ser solidário, se fazer presente com constância. É muito lindo, mas, não sei se é possível. Pra mim sei que não é. Descobri que não gosto de hora marcada, que tem idéias que acho ótimas, mas na hora quero outra coisa, que amar não requer grude e mais um tanto de outras coisas. Há quem diga que já fui mais meiga, que estou fria... Não sei se sou ou estou, só sei que agora é como me sinto e simplesmente não consigo forjar sentimentos.

Estou feliz pq hoje me sinto mais capaz, mais livre, acabou o apego. O criar expectativas diminuiu muito, pq quando tive noção de quem sou e como me sinto, fui capaz de ver que as outras pessoas são diferentes de mim, que sentem e agem diferentemente de mim. Que não dá pra exigir que elas queiram vivenciar o mundo, a amizade, o Amor, a Vida e a morte da mesma maneira que eu. A noção de eu, de ego dá noção de individualidade e isso é libertador.

Não dá pra desconsiderar o fato de que ao mesmo tempo que somos individuais, as escolhas também influem no coletivo, na Vida dos mais próximos. É para isso que temos consciência, é por isso que precisamos estar atentos aos nossos atos. É por isso que não vale à pena prometer o que não se pode cumprir. As pessoas acreditam e contam conosco em dimensões que não nos são possíveis, cabíveis, ainda que desejássemos... Não dá pra se responsabilizar pelo outro, pelo que ele vai sentir. Só dá pra deixar tudo o mais claro quanto se sabe de si. O que não se sabe, aí paciência, revela-se conforme a descoberta...

Eu fico pasma com as pessoas que teimam em achar que NÃO PODEM magoar ninguém, que isso é motivo para martirizar-se. É possível não magoar alguém?! Mas, isso já é outro assunto que fica pra outro post...

Bem, pra começar é isso, não vou fechar o assunto pq cansei de falar sozinha, vamos ver se alguém mais quer falar. Tem mais assunto, mas, deixa pra depois, ou melhor, deixa pra vocês.

Ah! Descobri uma ótima aplicação pros meus textos: tratamento de insônia. : P

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Pra aquecer...



Meus neurônios estão congelados... Brrrrrrrrrrrrrr!!!!!!!!!!!!!!!!
O que você faz pra esquecer o frio? Ou, pelo menos pra aproveitar o dia, apesar dele?...
(Para ver a imagem em tamanho maior basta clicar sobre ela.)



domingo, 22 de junho de 2008

Funciona?!







Basta meia hora assistindo a qualquer noticiário da TV para concordar... :(
Há solução, ou pelo menos sinal de melhora? Como?
(PS.: Clique sobre a imagem que ela aumenta.)

sábado, 21 de junho de 2008

Leis...





Algumas são só pra constar, já outras, são infalíveis!

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Disciplina...




Alguém aí tem?
Conhece algum método para se chegar lá? Tem paciência para tentar me ensinar?!
Afe! Tô tentando, mas eu adoro vagabundear e fazer as coisas no meu tempo... Tem objetivos que quero alcançar, são importantes para mim. A questão é que, toda burocracia necessária pra alcançá-los me parece tão chata...
Eu quero ver muitas paisagens. Tô com uma curiosidade incrível, uma vontade enorme de fazer mil coisas, que tomam o tempo que tenho de utilizar nesas burocracias que me levarão onde quero. Como conciliar? Hora marcada resolve pra você?
Sugestões?! Tô aceitando com a maior boa vontade! ;)

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Mutabilidade, flexibilidade, resiliência...


Características cada vez mais necessárias para o convívio. Estou cada vez mais em busca delas. E noto que já ganhei um bocado nessa busca, já aprendi muito, criei mais espaço para crescer com essa conquista.
Conquista diária, da qual só poso me orgulhar de já ter ganho em alguns per cento e em algumas áreas da vida. Mas, já é algo a se celebrar...
Pra quem acredita em astrologia, é um fato engraçado, tanto Sol, como Lua e ascendente que me regem estão relacionados com signos de água. Escorpião, Cancer e Peixes, exatamente nessa ordem. É todo um oceano... Não bastasse, no horóscopo chinês, sou boi de água. Nas religiões africanas, filha dos orixás Yemanjá e Ogum Marinho.
E justo a água, de todos os elementos é o que mais me fascina. Desde criança era capaz de passar horas admirando o mar, minha paixão. De passar o dia com os pés mergulhados num riacho a olhar o movimento das águas e pensar na vida...
E não existe nada mais mutável, adaptável que a água. Ela cria e destrói. Quando a temperatura está amena ela é fluida, quando esfria demais; solidifica-se em forma de gelo, quando o calor é demasiado, evapora. Admiro essa capacidade. Essa e tantas outras. Porque ela pode ser colocada em qualquer recipiente e lá se adapta, se molda como que quase fosse parte do objeto, como um vaso, por exemplo. E no instante seguinte, se despejada, toma outra forma. Tem a forma que for necessária, sem jamais deixar de ser água. Ela nutre, é essencial à vida. Há indícios de que toda vida na Terra começou nela. Nós humanos e outros seres vivos temos nossa composição, em mais da metade, dela. Com sua ajuda, preparamos uma série de alimentos que não existiriam sem ela. Nos limpamos, a nós e aos nossos pertences. E que prazer é um banho. Para mim é como que retornar à fonte da vida, revitalizar-me. Tomo banho pra me refrescar, pra me aquecer, pra me acalmar, pra me animar, pra purificar, pra me perfumar e acariciar. Pra me sentir, pra viver. Água é vida, na sua forma mais cristalina e abençoada!
Somos parte dela e ela de nós. Creio então que trazemos em nós as capacidades e a inteligência que ela tem. Por que não experimentar?!
Eu estou tentando. E você?

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Do you?





Sem nenhum deboche, ficar "presa" à um bom livro é uma delícia!
Não como Flit, claro. ;)
Tenho me reencantado com o mundo da leitura, que havia ficado de lado por conta da net. Adoro ler notícias, revistas virtuais ou não, blogs. E com todas essas facilidades juntas num só ambiente, havia deixado em segundo plano o prazer de ter um livro nas mãos. Decidi que não cometo essa bobagem mais!
E você, gosta de ler? Que estilo lhe agrada mais? Conta aí um livro que te pegou de jeito e porque. ;)
Conta o que quiser.
Bóra papear que monólogo não tem graça nenhuma...

terça-feira, 17 de junho de 2008

Ah! Um viva à liberdade...

Liberdade é passar a mão na bunda do guarda...





Mais apresentável que esse, claro, ou, seria caridade! :P

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Faxina...




Esses dias no silêncio, curtindo a minha presença e a minha companhia, descobri coisas muito interessantes e muito importantes sobre mim.
Descobri que adoro fazer faxina. Não aquela faxina de tirar pó dos móveis, de limpar a casa. Essa também faço, pq é importante para a higiene, para a saúde, para o bem estar e para agradar aos olhos. Já aprendi a fazê-la de maneira mais divertida também, o que facilita. Mas não, não é dessa faxina que estou falando.
É da faxina na mente, nas coisas que a mente manda a gente guardar, desde velhos traumas, palavras mal ditas ou ouvidas, "vexames" até arquivos no computador, lembretes de frustrações, decepções, coisas que fazem mal, pq nos remetem a momentos e sentimentos que não foram bons na sua estréia... Em suma, tralhas, coisas que sequer deveriam ter recebido atenção quando aconteceram, tanto menos tempos, e algumas, muito tempo depois...
Percebi que não perdi minha alma não, nem pedaço e nem parte. Ao contrário. Ela sempre esteve aqui, viva, gritando. Eu não a ouvia, pq ela estava soterrada, metida nos escombros de tanto entulho dos anos... Era muito o que tirar da frente. Ela estava coberta pelo passado, pelo medo do futuro, pela ansiedade, pelas ilusões que criei, que claro, viraram desilusões. (Esse é o único destino das ilusões)
Também estava coberta pelo medo do futuro, pela ansiedade, pela abofabação, pela indecisão. E pior de tudo, pela vida dos outros. O problema dos outros, a vontade dos outros, as expectativas dos outros a meu respeito. Um monte de gente de quem eu gosto e outro tanto que não. Gente que ainda é presente, gente que não vejo há milênios, gente até que já morreu... Mas, todas vivas aqui dentro.
Quando olhei pra essa multidão, vi que não havia espaço para mim. Minha alma estava sufocada, pq aquilo que não é seu ocupa mais espaço, pq não tem o seu tamanho. Claro, não te pertence! A sua medida é só sua.
Quando comecei essa faxina, vi que não estou deprimida coisa nenhuma, não estou sem rumo. Estava só sem ar, mas já passou. Eu ia e de repente voltava, finalmente parecia que ia decolar e caia... Claro, ainda havia aqui muito que não era meu. Soltei!
Estou leve.
Amo as pessoas, mas, aceito que são como são. Aceito que a opinião delas não pode fazer nada por mim, nem a minha por elas. Então, me liberto delas e as liberto de mim.
Eu só vivo comigo aqui dentro. E assim que é o certo.
Amo as pessoas, mas, os problemas delas são os problemas delas. Eu não tenho nado com isso. A hora que dormem, a hora que acordam, o que comem, se se cuidam ou não, não é da minha conta!
Eu solto, desprendo de mim todas as pessoas, todas as coisas, todas as situações. E o que não me faz bem, não pego de volta não. O que não me faz bem, que vá com D'us!
Não me conte seus problemas, eles não são da minha conta! Eu não sou uma pessoa baixo astral. Eu não vou resolver seus problemas. Me empenho em resolver os que surgem na minha vida, e está bom demais.
Posso até te dar uma palavra, mas, sem me envolver. Isso se eu tiver alguma que seja boa. E se eu quiser. A minha verdade não é a mesma que a sua. Estamos em experiências totalmente distintas, o que me serve não necessáriamente serve a você.
Está triste? Eu sou aquela que pode rir com você, ajudar a esquecer. Brincar. Eu sou da farra, da alegria, do riso solto, da palhaçada. É assim que eu posso ajudar. Pensar demais no que é ruim não resolve, só atrapalha.
Eu optei pela leveza. Eu optei por ser feliz!
De agora em diante é assim.
O que não é bom, nem vi e já passou! melhor mesmo é deixar passar.
E sinto muito, se a pessoa não me faz bem, se me faz sentir mal, vai pra geladeira mesmo. Até a situação passar, a energia melhorar... Eu não sou obrigada a conviver fora da minha faixa de sintonia não. Eu quero é luz. Paz interior!
Isso não é utilitarismo, é auto-respeito.
Engraçado, depois de fazer a faxina (que sei, de tempos em tempos terei de refazer, pq não guardar é treino, antes de mais nada), refleti nisso tudo e me apareceu essa frase, cujo autor desconheço:
"Quando me amei de verdade, comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável, pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início, minha razão chamou essa atitude de egoísmo. Hoje sei que se chama amor-próprio."
Pra mim foi uma piscadela de vida, dizendo que estou no caminho certo.
Amém. Pq é por esse que eu vou! ;)


OBS: Hoje é sexta-feira 13.
Adoro 13. Meu número de sorte. Nasci num 13.
É sempre um dia especial, principalmente quando sexta-feira. Hoje não poderia ser diferente.
Essa reflexão e os resultados dela farão a diferença em toda minha vida! :)

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Um carinho especial pro meu namorado...

A música é uma delícia e o clip bem maluquinho.
O carinho é em especial pra Denis, mas, vocês também podem curtir o clip, claro. E comentarem o que quiserem.
Aliás, carinhozinho pra vocês também, meus queridos. E feliz dia dos namorados, todos os dias, pq amar e namorar, quanto mais, melhor!





Mad about you - Hooverphonic



I'm mad about you, Denis! ;)
TE AMOOOOOOOOOOOO!!!!!!!!
Beijo nessa tua boca.

Homenagem a todos os namorados







Tudo tem seu tempo.
Cada um tem o amor que merece...

quarta-feira, 11 de junho de 2008





A física não me socorreu
Conheço de cor todas as causas e efeitos,
ações e reações,
mas não encontro o meio de quebrar essa cadeia,
de renová-la.

A música não me socorreu
Conheço as notas musicais e seus acordes,
sustenidos e bemóis,
mas não encontro nova frase pra sair do minimalismo,
transformá-la.

A pintura não me socorreu
Conheço as cores, as matizes, os pincéis, os pastéis,
os conceitos e algumas técnicas,
mas não encontro o tema para
completá-la.

Eu conheço tanto de tudo e de nada,
de mim todas as histórias,
carrego todas as memórias,
mas não encontro minha alma
para vivê-la.

Alguém a viu?
Rogo que volte,
que grite, que xingue, que me beije ou bata,
se nada disso, que ao menos mande sinal de fumaça,
para que eu possa resgatá-la.


Trilha sonora: Socorro - Arnaldo Antunes

terça-feira, 10 de junho de 2008

Caminhar...




Cansar o corpo e relaxar a mente.
Tinha me esquecido como gosto tanto disso...

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Hãn?!


Se reputação fosse algo pra se manter impecável, não teria puta metida no meio.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Dia Mundial do Meio Ambiente

Não sei se pra vocês vai confundir ou ajudar, mas aí está...
Concordo com o autor.

Populismo jurídico não salvará a Amazônia

JOÃO GRANDINO RODAS


Pareceres e interpretações de eficácia duvidosa serão perda de tempo e cortina de fumaça, com prejuízos para a economia nacional

DIANTE DAS mudanças climáticas que desafiam o futuro da humanidade e das crises alimentar e energética, que já se fazem sentir, o ponto mais importante da agenda, tanto dos Estados quanto das mais poderosas organizações internacionais, governamentais ou não, passou a ser o equacionamento entre a preservação ambiental, o aumento da produção de alimentos e a descoberta de novas matrizes energéticas.
É indubitável ser essa uma difícil tarefa, mormente por despertar sentimentos muitas vezes antinômicos entre si, como segurança nacional, defesa da soberania nacional, medo da ocupação do território nacional, xenofobia, indigenismo e fervor verde, que podem facilmente alimentar o populismo político de todas as cores e tendências.
Insere-se nessa complexa problemática a manchete da Folha de 29/5 ("Brasil vai limitar terra para estrangeiro"), sobre a pretensão do governo de impedir uma "invasão estrangeira" do Brasil, sobretudo da Amazônia. A solução jurídica aventada para impedir a compra de terras por empresas brasileiras controladas por capital estrangeiro foi a emissão de parecer pela AGU (Advocacia Geral da União) fixando limites para tais aquisições.
Para entender o problema, é necessário analisar, ainda que sucintamente, o estado atual da legislação e da doutrina brasileiras sobre a matéria. A base de nossa legislação agrária é a lei nº 4.504/64 (Estatuto da Terra). Seguiu-se a lei nº 5.709/71, que fixa limitações à compra de imóveis rurais por pessoa jurídica brasileira com maioria de capital social estrangeiro.
Ambas são leis ordinárias, editadas no período ditatorial, sob a influência da doutrina da segurança nacional. Posteriormente, a Constituição Federal de 1988 diferenciou a empresa brasileira de capital nacional e a empresa brasileira de capital estrangeiro. Essa distinção foi retirada do texto constitucional pela emenda constitucional nº 6/95. Tal emenda não foi fruto de mero diletantismo. Enraizou-se na imprescindibilidade de estimular a entrada de capitais estrangeiros quando da abertura do mercado brasileiro ao mundo.
Parte majoritária da doutrina passou, então, a entender que as limitações da lei de 1971 tinham perdido a vigência. Nessas águas, em 1998, a AGU editou o parecer GQ-181, determinando que pessoa jurídica brasileira, mesmo de capital estrangeiro, não precisa de autorização para adquirir imóveis rurais no território nacional. Passados dez anos, as autoridades querem voltar atrás, percorrendo às avessas o mesmo caminho. Vejamos: a AGU pretende emitir um novo parecer, revogando o seu próprio parecer de 1998 e tentando ressuscitar diferenças que foram enterradas por emenda constitucional.
É impossível resolver, por meio de um parecer da AGU, que possui validade somente no seio da própria administração, esse verdadeiro "imbroglio", com complexos ingredientes de hierarquia de leis e repristinação, ou não, de textos legais. Por outro lado, dificilmente mera interpretação da legislação vigente garantirá a necessária certeza jurídica.
Urge que todos os órgãos governamentais envolvidos na problemática (AGU, Incra, bem como os ministérios do Desenvolvimento, da Agricultura, da Justiça, da Fazenda etc.) participem do debate, para que todas as facetas sejam examinadas e a questão possa ser adequadamente equacionada por meio de projeto de lei.
Nessa tarefa, é importante ter em mente que: 1) todos os princípios fundamentais e todos os objetivos fundamentais da República, estabelecidos na Constituição, devem ser respeitados; 2) uma lei brasileira, mesmo da mais alta hierarquia, não possui o condão de revogar "leis naturais" impostas pela dinâmica do mundo; 3) até mesmo a estabilidade da moeda brasileira depende, visceralmente, do fluxo de capital estrangeiro.
Nas circunstâncias atuais, pareceres e interpretações de eficácia altamente duvidosa, além de não solverem o problema, constituir-se-ão em perda de tempo precioso e cortina de fumaça lançada aos olhos dos cidadãos brasileiros, com graves prejuízos para a economia nacional.
Lembre-se, ademais, que o fato de discriminarmos estrangeiros será usado contra o Brasil por nossos próprios e aguerridos vizinhos, em virtude do princípio da reciprocidade, ínsito ao direito e às relações internacionais.


JOÃO GRANDINO RODAS , 62, desembargador federal aposentado, é diretor da Faculdade de Direito da USP e presidente do Tribunal Permanente de Revisão do Mercosul. Foi presidente do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).


Diante disso tudo, e eu com isso?!

Euzinha? Vou continuar a separar o lixo reciclável pra coleta seletiva, guardar o óleo de frituras pra fazer sabão, reaproveitar a água da máquina de lavar pra lavar o quintal, continuar com todas as ações que já praticava. Em suma, fazer a minha parte e sobretudo, cuidar de mim, que sou o mais essencial ambiente em que vivo.
Cada qual que faça sua parte, que se quem pode não hora não está podendo, hora não assume a responsabilidade que tem, não sou eu quem vai assumir a dos outros.



Limitações não existem,



a menos que se acredite nelas...
Cada vez mais me convenço que a gente está onde se coloca.
Fiquei vários dias digerindo uma notícia que li essa semana, que me deixou muito feliz e me fez refletir em muita coisa...
Segue abaixo a notícia, para quem não viu, depois de lê-la vai entender melhor o motivo das minhas reflexões.


Jovem com paralisia cerebral é aprovada no exame da OAB

Flávia Cristiane, 26, passou na prova do ano passado, que teve só 15,9% aprovados

Após passar na terceira tentativa, ela se tornou a primeira advogada do Estado com paralisia cerebral, segundo a OAB

FÁBIO AMATO
DA AGÊNCIA FOLHA, EM SÃO JOSÉ DOS CAMPOS

Flávia Cristiane Fuga e Silva, 26, tem paralisia cerebral. Com dificuldades motoras e de fala, depende de cadeira de rodas e de ajuda para realizar tarefas como comer e tomar banho.
As dificuldades, porém, não impediram que Flávia se tornasse advogada, após ser aprovada no ano passado no exame da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil).
Considerada uma das mais difíceis do país, a prova de São Paulo teve naquela edição a aprovação de apenas 15,9% dos inscritos. Antes de passar, Flávia prestou o exame duas vezes.
A jovem recebeu ontem a carteira da Ordem, em uma cerimônia em São José dos Campos (91 km de SP), onde mora. Tornou-se a primeira advogada do Estado com paralisia cerebral, segundo a OAB-SP.
A paralisia cerebral é uma lesão de parte do cérebro. No caso de Flávia, foi causada por uma complicação no parto, que provocou falta de oxigenação no cérebro por 15 minutos.
Portadores da doença têm inteligência normal -a não ser que tenham sido afetadas áreas do cérebro responsáveis pelo pensamento e pela memória, o que não é o caso de Flávia.
Nascida em Campinas, Flávia se mudou com a família para São José dos Campos quando tinha um ano e meio. Freqüentou escola especial até os 14 anos. A partir daí, passou a estudar em colégios públicos convencionais.
Em 2001, prestou vestibular para Direito -uma funcionária da faculdade assinalava as opções indicadas por ela- e conseguiu bolsa na Univap (Universidade do Vale do Paraíba). Formou-se em 2005.
"Flávia freqüentava as aulas e prestava atenção às explicações dos professores. Para que pudesse estudar em casa, tirávamos cópia das anotações dos colegas. Já os professores ajudavam na hora das avaliações, preparando provas de múltipla escolha, já que ela não consegue escrever", conta o pai de Flávia, Eliezer Gomes da Silva.
No exame da OAB, Flávia contou com três horas a mais (total de oito) para concluir a prova da segunda fase. O tempo foi aumentado com a permissão da Comissão de Estágio e Exame de Ordem da OAB-SP.
"Foi uma forma de estabelecer um equilíbrio para que ela pudesse fazer o exame em iguais condições aos demais concorrentes", diz o presidente da comissão, Braz Martins Neto. São-paulina, Flávia gosta de sair, de ir ao cinema e a pizzarias. Desde o início do ano, ajuda o pai em seu escritório de advocacia, especializado em direito de família. Com a ajuda de um programa de computador, escreve peças judiciais, clicando em uma letra de cada vez.
Questionada ontem se estava feliz, Flávia sorriu e concordou com a cabeça. "Ela está conseguindo fazer com que os portadores de necessidades especiais obtenham respeito da sociedade", disse o pai dela.


Colaborou TALITA BEDINELLI

Pois é, quem quer consegue!
Muitas palmas a essa moça corajosa e determinada, que tenha muito sucesso e sirva de inspiração pra muita gente.
Dá muito o que pensar uma notícia dessas... Eu fiquei pensando uma semana antes de me atrever a proferir palavra que fosse. E sei que haverão ainda outros desdobramentos, conclusões mais profundas pela frente. Por hora foi o que estava preparada para entender... Então, bóra lá compartilhar.
O Exame da OAB não é bicho de sete cabeças não. É considerado o mais difícil do país, mas, sem desmerecer a Ordem, não é nada que quem tenha feito o curso não saberia. A menos que hajam faculdades que não cumprem o conteúdo. O que não creio ser comum.
Posso falar, porque fiz a prova e fui aprovada. Os assuntos são pertinentes, as questões claras. As exigências são o BÁSICO que um advogado precisa saber para exercer a profissão. Se não sabe, tem mais é que estudar até passar. Aliás, não foi pra isso que o cidadão foi à faculdade?!
Eu nunca me matei de estudar, terminei a faculdade e lá fui prestar o exame, passei.
O que fiz?! Nada além de ir às aulas, prestar atenção ao que os professores ensinavam. Nem anotar eu anotava. Nunca consegui ter um caderno com matéria que fosse além do segundo mês de aula, quando muito. Prefiro ver e ouvir atentamente.
Não, não sou um gênio. Apenas ouvia atentamente, pq quando estava na aula ESTAVA lá. Fora isso, perguntava quando tinha dúvidas, lia os livros que os professores recomendavam e nada mais.
Sei que a educação decai a cada dia, até pq, fui professora por uma década e acompanhei de perto esse declínio, as ordens para retirar conteúdo das aulas, o nível dos alunos... É o cúmulo. Mas é isso aí. Mais uma coisa que temos pra modificar... Mas, não é disso que trata o assunto e nem é só daí que vem o altíssimo índice de reprovações dos últimos Exames da OAB. Esse índice é um indicador da mediocridade dos estudantes de Direito. Assim como outros exames como o ENEM, o SARESP, indicam a mediocridade em outros estágios do ensino...
Na época que eu fazia faculdade, na minha turma e nas outras, via a quantidade de alunos que faltavam às aulas, muitas vezes estavam dentro da faculdade e deixavam as aulas para irem ao bar no quarteirão de cima... Sim, toda faculdade tem pelo menos um bar por perto.
Haviam os que a gente praticamente só via em dia de prova. O que aprendeu uma pessoa assim?! Se, na faculdade onde estudei, que era conceituada, rigorosa, um dia eles passavam, fico imaginando nas que são mais instituições econômicas do que educacionais... O sujeito pega o diploma, mas não vai advogar enquanto não sanar essa brecha. O que é muito bom, um meio de selecionar profissionais. E mesmo assim a gente encontra uns que não são dos melhores...
Não adianta a instituição ser aclamada como excelente, quem faz o curso é o aluno. Eles nos dão a base, quem quer vai buscar mais, quem não, fica com o que tem; isso se frequenta... Mas a base é suficiente para o exame.
Pois é, tanta gente "normal" anualmente é reprovada. Algumas pessoas, mais de cinco vezes. Conheci várias nessa situação. E Flávia, uma moça com necessidades especiais conseguiu. Não, ela não tem danos intelectuais, mas só a sua condição física já seria motivo para não ter nem concluído o estudo básico. Muita gente por muito menos desiste. E ela foi até o nível superior. Se formou, superou as dificuldades e chegou lá. O que ela tem que, muitos de nós, me incluindo nessa, não temos?
Garra, determinação, foco, objetivos, auto-aceitação sem auto-piedade, força pra superar as próprias limitações. Talvez isso e muito mais. Só ela sabe.
Tá. E nisso tudo, a bonitona aqui pode falar e apontar que o Exame da OAB não é o fim do mundo e se sentir a bam bam bam porque passou?
Não. Olho pra história dessa moça e fico pensando qual é o próximo passo. E olho pra minha e vejo quantos passos ainda tenho pra dar. Quantos já poderia ter dado... Sim, porque passar no Exame da Ordem foi uma passo que dei lá no passado, não demora completa dez anos. E depois, que foi que fiz?O que está fazendo a grande crítica?
Desvestindo a camisa de mediocridade. Assumindo a minha realidade. Esse é meu primeiro passo pra sair de uma vida que não quero mais, que me cansa, me dá tédio.
Sim, estou cansada de estar desempregada. Da improdutividade, da dependência financeira. Dos dias todos iguais. Estou olhando pra todos os empecilhos que coloquei na frente da minha vida profissional. Todo o lixo emocional que carreguei ao longo de anos, muitas das visões distorcidas que tive, das críticas e auto-críticas que nem eram verdadeiras, dos conceitos errados que acumulei desde a minha infância, das situações que vivi, vi, li ou ouvi. Das imagens mentais das pessoas que julgava importantes. Hoje estou ocupada da tarefa de retirar daqui de dentro toda essa tralha e fazer de mim quem sou, viver minha vida como quero. Muita coisa ainda não sei. Pra onde vou? Não resolvi. Não sei. Dou notícias ao longo do caminho.
O que posso dizer é que estou mais feliz, apesar de ainda estar no mesmo lugar, mas estou feliz porque sei que agora ao menos estou tentando.

Achou que essa declaração foi um tremendo queima filme? Que acabou com a imagem que fazia de mim? Problema seu! Não vivo com a imagem que os outros me dão. Eu vivo é comigo, com o que eu sinto, com o que eu sou, principalmente com o que sou pra mim.
Se não te agradou, tchau. Se se identificou ou apenas quer apreciar a paisagem comigo, partilhar momentos, idéias, seja bem vindo(a). Só faço um pedido, não faça expectativas a meu respeito, eu não sou nada do que você pensa. Sou só eu.
Não faça expectativas, porque se você se decepcionar, o problema é seu e não meu. Eu não vou mudar só pra te agradar.

Ui! Que delícia!
Expressar tudo isso foi libertador!

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Cof, cof, cof!

De repente isso aqui ficou às moscas...
Não fosse o namorado postar, poderia dizer que este singelo blog está jogada para as traças.
Ah! Bem lembrado, darei jeito nisso!




Eu disse que ia sumir, mas EU, não vocês!
E só um pouquinho.
E cumpri, foi só um pouquinho mesmo!
Cadê vocês?!
Ês?! Ês?! Ês?! Ês?! Ês?! Ês?!


Eco.
Eco, eco, eco, eco, eco, eco, eco. (repete 100 vezes)

terça-feira, 3 de junho de 2008

Olho por olho,

funciona contigo?



segunda-feira, 2 de junho de 2008

Parece piada, mas não é... #3


Incrível! Incompetência e desrespeito ao consumidor agora fazem parte das novas estratégias comerciais?! Ou aqui em casa estamos premiados?!
Na noite desse sábado que passou foi dia de escutar besteira novamente...
Uma simples pizza foi motivo pra aborrecimento. Sim, não exatamente a pizza, mas, o acompanhamento mais banal dela...
Sim, não é a primeira vez que peço na mesma pizzaria e tenho problemas. Besta eu de insistir, mas, das outras vezes foi solucionado rapidamente. Na primeira vez veio tudo certo, na segunda, esqueceram de mandar a Coca-cola, o motoboy foi na padaria aqui perto e me trouxe. Na segunda, nada a reclamar. Na terceira, me mandaram normal, eu só tomo zero, o motoboy foi a outra pizzaria aqui perto e trocou. Valia a pena, pizza boa, preço bom.
Minha insitência foi burrice, pq havia indicado à minha sogra e eles pisaram na bola havia duas semanas, logo na primeira vez, uma hora e quarenta de espera quando haviam prometido meia hora... Queimei a cara e não bastou. Pensei que talvez fosse confusão do momento, não era imcompetência mesmo.
Tentei pela quarta e última vez, esqueceram minha Coca Zero. Falei ao motoboy que, das outras vezes haviam resolvido aqui por perto. O desinfeliz disse que "não podia fazer sem autorização pq escutaria bosta". Começa aí a educação. Como os outros fizeram e ele não podia? Diz que vai buscar lá e já volta.
Quinze minutos de espera, pizza esfriando, ligo lá, a menina diz que ele já estava vindo, que foi abordado pela polícia e estava entregando os documentos. Fome, a gente começa a comer. Mais quinze minutos, ligo de novo, diz que já foi.
Enfim, depois de quarenta minutos, a pizza já terminada fria, chega outro motoboy. Entregou a garrafa e nem se dignou a pedir desculpas. Eu já de saco cheio disse: Muito obrigada, agora, depois que já comi pizza fria. O sujeito olha e faz um muxoxo, nem diz nada... Vai se virando. Eu disse, vocês acabaram de perder um cliente. Fora os que não vão ter nunca, no que depender de mim... O desinfeliz se vira numa cara de panaca e diz "_ Fazer o que?"
Fazer o que, não é?! Serviço ruim é assim mesmo! Disse-lhe para completar.
Fico indignada com esse tipo de absurdo, o pior é que anda cada vez mais comum. Bom que quem não tem competência não se estabelece...
O cardápio deles já deve ter ido pro lixo picadinho, pq saiu daqui ontem, nas mãos do meu sobrinho que adora rabiscar... Aqui em casa, nunca mais!


Ah! Querem saber qual é a bela porcaria?!
Claro que conto, pra ninguém comprar lá, a menos que queira um desrespeito de brinde...
Pizzaria Souza, Av Brasil, 101, Parque das Nações, Santo André - SP.
E tem outra na Mooca, em São Paulo também. Só não posso dizer se lá o serviço é tão ruim quanto aqui, mas, por via das dúvidas melhor evitar...


Dizem que a propaganda é a alma do negócio.
No caso aqui, a propaganda negativa pode levar a alma e todo negócio à morte. Não tenho dó, mereceu, vá com Deus, ou não.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Parece piada, mas não é... #2



Eu que já achava que telemarketing ativo é invenção do capeta pra torrar a nossa paciência e nos atrapalhar quando o prato está quentinho, apetitoso e à mão (sim, pq eu posso tentar comer no horário mais sui generis, que nem assim...), agora tenho certeza que essa porcaria não há de ser pra algo bom mesmo...
E há algumas empresas com funcionários mais incompetentes e grosseiros que as outras. Mas essa foi a situação mais ridícula e hilária dessa natureza de que já tive notícia, aliás, que ouvi de fato, pelo viva voz.
O sujeito já devia estar em fim de expediente (tomara fosse add eternum) e deve ter ouvido várias, o que não justifica. Ligou uma vez horas antes, queria falar com minha mãe. Disse que não estava, o horário que a encontraria e tal. Cinco minutos depois do horário apontado liga o cidadão. Atendi, passei pra minha mãe que antes de mais nada ligou o viva voz (pq já sabe que sempre vem pérola pela frente e sempre partilha comigo).
Começa então a conversa, ou a quase. A criatura começa com o tradicional boa noite, confirma o nome e vai logo embolando toda aquela papagaiada que basicamente só muda o produto. Aquela que ele vai disparando feito metralhadora giratória de uma vez que é pra nem dar tempo da pessoa pensar e dar logo uma resposta positiva só pra ficar livre do blablablório... Isso pq ele não conhece a minha mãe!
O teor da conversa depois dos cumprimentos foi: _ Aqui é fulano, da Editora Abril. (Tinha que ser, record em chatice de operadores) A senhora já foi assinante da Revista Veja.
_ Fui, mas não me interessa mais.
_ Mas que falta de educação, interromper no meio do assunto. A senhora nem sabe o que eu ia lhe oferecer. Aliás, eu não ia lhe oferecer nada, pq essa não é minha função.
_Ah! É?! (E mamãe meigamente delisga o telefone na cara do desinfeliz)
Por falta de coisa melhor a fazer, gargalhei e fiquei perplexa ao mesmo tempo...
Agora eu pergunto, quem é mal educado mesmo?!
Antes eles só não sabiam falar direito, ou exageravam no gerúndio, essa é a nova geração telemarketing Saraiva reloaded?!
Muito me engano ou a empresa assim está investindo hiper bem em captação de clientes, não?! Podemos dizer que é pioneira nessa estratégia.
Afe! cada uma que parece duas!

PROMOÇÃO ESPECIAL:

Fale o que quiser e,





de brinde, escute o que não quer!

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Parece piada, mas não é...



A coisa mais bizarra que já vi na vida.
Ficou perplexo?!
Veja com seus próprios olhos. Site especializado em venda de livros por metro...
Sabedoria quilométrica? Fome literária gigantesca?
Não, não é um estímulo à cultura. É só para decorar ambientes, pagar de pseudo-intelectual.
Afe! Dá até vontade de chorar...

O inquestionável direito de ser quem se é...


Uma pena o ser humano ter perdido boa parte das capacidades lúdicas, se comprometido com uma moralidade que só o escraviza à infelicidade, que o faz ser fiscal da vida alheia. Que permite que ele furte-se da dádiva suprema de viver a própria vida contanto que impeça o próximo de viver plenamente a sua.
É um tempo verbal pior do que o do "gozar com o pau dos outros", pq é o próprio "brochar o pau dos outros". Muito triste isso... Sou mais os tempos idos, onde não havia essa "moralidade cristã". Ai que saudade da Roma antiga!
Não, eu não sou contra o Cristo, acho até a mensagem muito bonita, sofríveis são as distorções...
O "ama ao próximo como a ti mesmo" não era um preceito, um mandamento, mas uma afirmação. Tu só podes amar conforme conheces o amor, e o maior e mais forte deles é o amor próprio. Portanto, só amas ao próximo como sabes amar a ti. E o ser humano é muito mau amante de si mesmo, se condena, se culpa, se julga muito mal, só tem olhos pra que julga serem seus erros, não se dá nenhum carinho, nenhuma consideração. Como é que vai amar direito quem quer que seja, se só sabe dar o que tem, reproduzir sua torta maneira de amar a si?
É, é por isso que olhamos o semelhante com tanto julgamento. Calamos em nós mesmos todas as vontades que nos ensinaram a achar que são feias, inadequadas. Calamos até de nós mesmos, nos proibimos de sentir, de saber que sentimos, nos proibimos de viver a plenitude de nossos sentimentos, e julgamos e apontamos todo aquele que consegue ir além dessa moralidade hipócrita e castradora. Apontamos o dedo, rotulamos como anormal. E as vezes, os nossos desejos reprimidos nem eram aqueles, eram até mais simples, mas, basta que alguém seja capaz de viver em paz com o seu, que é o suficiente para que queiramos apontá-lo. "Afinal, quem lhe deu o direito?! Eu não posso! Por que ele pode?! Ah! Isso não fica assim!"
É, e viva a infelicidade, viva a frustração, viva os guetos!
Pra que viver e deixar viver?!
"Ah! A liberdade dá medo! E nem é o medo de deixar o outro ser livre, é que se ele tiver essa liberdade, eu também terei a obrigação de tê-la. E como é que vou lidar com isso?!" Falta coragem pra dizer, mas é o que muitos pensam, ou sentem lá num canto escondido que ainda consegue sentir e não conseguem admitir, mas sentem...
Ah! Saudade de um tempo em que nem vivi, onde o que se faz na própria intimidade, ou até em sociedade, não é motivo pra preconceito, segregação.
Hoje, pra fazer de conta que há respeito à diversidade sexual, há um dia, que nesse ano foi ontem, o da popularmente chamada "Parada Gay", onde casais do mesmo sexo podem caminhar de mãos dadas, se beijar em público, como qualquer casal hetero. É o direito indisponível de todo cidadão, mas, que pra esses tem dia determinado e prazo curto.
Tudo é liberado. Pq será que nos outros dias do ano um beijo gay escandaliza e nesse não?
Ah! Orgulho gay é todo dia! Orgulho humano!
Torço muito pra que cada um aprenda a sentir amor incondicional por si mesmo, assim, não precisaremos de data específica pra exaltar os direitos de nenhuma minoria.
Bem vindo seja o amor incondicional para o perfeito "ama o próximo como a ti mesmo"!
Benvinda seja a humanização do humano.
E que não tarde!
Já estou entoando um mantra, que aprendi com uma amiga, nesse intento "quero agora, sem demora!"
Sonhar não custa nada...


Esse ano não fui à parada. Uma pena, pq adoro aquela festa!
Não tem brigas, violência, só uma energia muito boa de quem quer curtir a liberdade e a alegria de ser quem é.
Adoro aquele colorido, gente de todo jeito, música, fantasia.
Um dia ainda vou montada de drag queen! Acho-as máximo, poderosérrimas. A extravagância, a exuberância delas com todo aquele humor. Sem dúvida é uma coisa que eu quero muito aprender na vida, aquele humor.
Quem não tem humor já morreu. E se morreu, só tem um jeito, se enterra! :P

domingo, 25 de maio de 2008

A paz...


Estou numa tranquilidade feliz e silenciosa, deve ser aquilo que chamam paz...
Há muito o que quero contar, mas, nesse momento não me arrisco a pensar em nada que me possa tirar da frequência deste sentimento. Quero saboreá-lo mais, depois conto como é.
Beijos, meus amores e Namastê.

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Afinal, quem é o irracional?!


Ando muito a pé, e com isso tenho observado a crescente população de cães de rua, os que fugiram, se perderam, mas, sobretudo, aqueles que foram abandonados...
É muito triste. E cada vez há mais.
Perdi a conta de quantas vezes dei comida aos que apareciam na porta da minha casa, ou que me seguiam até lá. Fico de coração partido com a situação. Aqueles corpinhos magrelos, judiados pela fome, aqueles olhinhos pidões, que não querem só alimento e abrigo, mas que estão vorazes por carinho, atenção, companhia. Resisto porque já tenho três mocinhas no meu quintal...
Fico pensando como alguém é capaz de jogar seu amigo na rua, só porque ficou velho ou está doente. Sim, pq esses são os mais frequentemente abandonados. Ou, simplesmente porque se enjoou. É muita crueldade, num momento de fragilidade daquele que foi seu companheiro, simplesmente deixá-lo à mercê da sorte.
Felizmente há pessoas que não agem assim, têm seu amigo como membro da família e lutam por ele, e lhe dão vida digna. Conheço uma família assim, que virou mundo pra encontrar uma cadelinha fujona, e encontrou, quando já não havia mais esperanças, num golpe de sorte. Que lutou pra salvar dois cães queridos da cinomose. Conseguiu salvar um, e manter outros quatro saudáveis. E que se desolou pela perda do que não resistiu à doença. Eles ainda estão tristes, mas, que têm todos os motivos do mundo pra saberem que fizeram todo o possível e mais, porque gastaram mais do que poderiam, sem pestanejar, pelo bem estar deles. Denis, tenho muito orgulho de você e sua família!
Mas hoje eu não vim pra contar histórias assim, conheço outras pessoas e famílias com esse comprometimento e essa satisfação em doar-se, que sabem amar cães, gatos e outros animais.
Mas hoje vim falar em nome dos esquecidos, dos abandonados, daqueles que vivem na indignidade, dos que morreram e dos que morrerão no descaso. Vejo deles todos os dias e todos os dias me entristeço, mas hoje fiquei ainda mais chocada com o que vi no programa da Oprah.
Lisa Ling Investiga Fábricas de Filhotes (Episódio 871), sim, fábrica de filhotes. A gente ouve esse termo e se espanta. Como assim, fábrica de filhotes?!
É, fêmeas confinadas em gaiolas para coelhos, que nunca saíram dali, que nunca foram a um veterinário, e NUNCA receberam um banho durante toda sua vida! Fêmeas que vivem de oito a dez anos unica e exclusivamente para parir. Elas parem "artigos comerciais" que permanecem ali com elas por 8 semanas. O espaço é tão pequeno que para se movimentar que a mãe pisa nos filhotes. Mas eles saem dali após esse período. Elas não, ficam lá por toda a eternidade que deve parecer até para um ser sem noção temporal, a vida, se é que se pode chamar de vida o que elas têm...
Imagine o que é ficar numa gaiola para coelhos?! E não raro, raças de médio porte vivem em gaiolas do mesmo ínfimo tamanho, moradas de toda uma vida, ao menos a vida produtiva delas...
Sim, porque elas podem sair de lá, caso um abrigo as venha buscar em poucas horas, ou serão sacrificadas. Sacrifício ou bênção, uma vez que são descartadas doentes, com tumores nas mamas por tanto amamentarem, cegas?! É enojante. Elas têm sua garganta comprimida pela corrente que nem se vê em meio aos pelos que crescem sobre ela, corrente recebida quando ainda eram filhotes, que sufocam sua voz. Elas não latem, nem esse direito têm. As que saem de lá passam por um período longo de adaptação, algo entre quatro semanas só para perderem o medo de gente, para se acostumarem a receber carinho, a aprender coisas elementares como andar em solo firme, pq elas simplesmente não sabem, o pouco que se movimentavam era sobre o arame de suas gaiolas.
Como é que se sabe que um cão tão maltratado se adaptou? Pasme! Quando ele começa a abanar o rabo. Pois é, aquilo que a gente julga ser o gesto mais comum em um cão, esses nunca tiveram a oportunidade antes. O rabo é o "termômetro" do cachorro, se ele não o abana é porque está doente ou infeliz. Que dizer então?!
Machos há, mas são poucos, basta um de cada raça para cobrir várias fêmeas. Filhotes, ficam poucos, só os que substituirão os reprodutores e matrizes.
É a realidade mais triste que já vi.
E as pessoas que mantém esses "criadouros" ("puppy mills"), que mais se parecem com matadouros, que sentem?!
Nada! Esses cães são produtos, mercadorias, como abóboras ou espigas de milho. Absurdo!
Onde ficam esses infernos caninos? Nos EUA ficam em sua maioria na Pensilvânia, Condado de Lancaster, região rural onde essa prática é um ganho extra da economia agrária. Essa região têm uma concentração muito grande do povo amishe. Não tenho nada contra povo algum, mas essa parte da "cultura" deles que trata animais como seres menores, que devem ser dominados pelo homem, isso me incomoda sim. Eu como carne, isso não quer dizer que concorde com tratamento indigno, cruel a animais, sejam de transporte, que nos alimentam ou os de guarda e companhia, e, acima de tudo, de estimação. E o pior é que lá essa prática não é ilegal. Há quem busque por legislação que regulamente e acabe com essa situação, mas, enquanto não houver, o absurdo continua...
Há outra face triste da realidade do abandono de animais que também fora exibida no programa, a dos abrigos superlotados, dos animais sacrificados inclusive para a manutenção do espaço
para a chegada de outros animais saudáveis. Um abrigo que abriu as portas para mostrar essa realidade, apresentou dados de cerca de 40 sacrifícios de animais por dia. O critério é doença terminal, doença contagiosa, ferocidade e dificuldade de sociabilização, deficiência devido à idade ou não, idade (fator que dificulta na adoção) e, na ausência desses, critérios pessoais. Os funcionários se entristecem, mas, é o trabalho deles... Trabalho é que não falta, afinal, lá, todos os anos são abandonados 4 milhões de cães e gatos. Não tenho dados nacionais, mas, somente a SUIPA no Estado do Rio de Janeiro, recebe 50 cães abandonados POR DIA. É um número muito grande!
De tudo isso que vi, sei que muito há no Brasil também. Tomara as "fábricas de filhotes" não. Aqui ao menos há legislação competente quanto a mal trato para com animais. Se é plenamente executada, não posso dizer, tomara sim. Sei também que os abrigos centros de zoonoses e abrigos municipais, vulgo "carrocinha" têm um limite de espaço físico para a manutenção de animais lá. E quando criança, ouvi muitas histórias de que cão perdido "virava sabão". Sabão não, porém, não garanto que não sejam sacrificados também... Os repudiados CCZs, cuja existência é alvo de muitos protestos.
Felizmente, temos a UIPA, a SUIPA e tantas outras entidades, abrigos e ONGs que cuidam de animais abandonados e os ajudam a encontrar um lar. Torço muito pelo sucesso delas. Que elas tenham todo o suporte de que necessitam até que o ser humano tenha senso e não abandone seu melhor amigo! Sou pela posse responsável.
Depois de toda essa conversa, não vale encerrar o assunto sem dar ao menos uma idéia do que pode ser feito, então, bóra lá. Antes de tudo, ter consciência de que um cão ou gato vive pelo menos oito anos, se não quer uma companhia tão duradoura, escolha um peixe, (pássaros engaiolados jamais )ou escolha não ter animal de estimação. Caso este não seja um problema, passemos ao passo seguinte, pense no tempo que tem para dedicar ao animalzinho. Caso seja pouco, opte por ter dois, ao menos um faz companhia ao outro, a vida dele não fica monótona. Ou, existe sempre a opção de não adotar. Outra consideração importante antes de escolher o perfil de seu animal é o espaço que ele terá, ele precisa de espaço parar correr, brincar, andar.
Tendo ponderado sobre isso, antes da adoção é necessário ter informações da procedência do animal, principalmente se comprado em pet shop. Pra que não se estimule essa produção cruel de filhotes. Procure comprar somente de produtores responsáveis que ofereçam condições dignas de vida às suas matrizes. E que as comprovem. Visite o local.
Há ainda uma opção muito melhor, adotar animais que encontram-se em abrigos e instituições. De 1/3 a 50% dos animais são de raças puras e os que não são, os SRD (sem raça definida), popularmente chamados de "vira-latas" também têm seu charme, são ótimas companhias, muito resistentes a doenças e capazes de nos enchererem de alegria. Através desse gesto diminuimos a demanda dos "maus produtores", diminuimos a quantidades de cães de rua e ainda ganhamos a gratidão e o carinho de um ser que merece ser amado e respeitado. Aí é só se lembrar das vacinas, vermífugos e aproveitar dessa excelente companhia.
Ah! Existe um passo importante depois da adoção, castar o animal após completos 6 meses, caso não queira filhotes. É um procedimento simples, não doloroso e que diminui em muito os riscos de doenças tumorais. E evita supresas. Sim, pq machos pulam portão e fazem outras estrepolias quando encontram fêmeas no cio. E isso nem é necessário, basta que a fêmea escape por alguns minutos, e pode voltar com filhotinhos... E se se perdem por aí? Esse cuidado ajuda a evitar a propagação de cães pelas ruas.
O mesmo vale pras que já tiveram os desejados filhotes. E antes disso, já há o recurso da injeção contraceptiva.
Posse responsável, sempre!
Curta seus amigos animais, sejam eles quais forem, carinho não faz distinção de raça, sexo, idade. Carinho só faz bem ao coração.



Pra quem quiser saber mais:

Oprah.com

Chamada

Puppy mills

I'm alive

Todas as informações estão em inglês. (Se alguém quiser traduzir, esteja à vontade. Ajudo a divulgar. O assunto merece atenção.)

Leis Brasileiras de Proteção aos Animais

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Teoria do abraço


Olá, meus amores...
Disse que voltava e voltei, demorou só um pouquinho.
Há algum tempo atrás, aqui mesmo, nos comentários de um post falei sobre a necessidade do abraço para uma vida emocional equilibrada, hoje resolvi retomar o assunto. Tô bem abastecida, então o momento fica mais propício...

"De acordo com o Dr. Greg Risberg da Universidade de Medicina Northwestern de Chicago, o benefício fisiológico do abraço inclui uma redução da pressão arterial e um aumento de oxigenação do sangue. Segundo o Dr. Risberg, todos temos o que se poderia chamar de "fome da pele" e nossa saúde corre sérios riscos se não recebermos carinho continuamente na vida. Diz ainda o Dr. Risberg que para saciar nossa "fome da pele", são requeridos no mínimo quatro abraços bem dados por dia. Outros terapeutas posteriormente à publicação da teoria garante que o mais satisfatório é que sejam seis."
Essa tal de "fome da pele" deve variar muito de pessoa para pessoa, até pq, ninguém sente igual a ninguém, cada pessoa é um universo particular. Euzinha não me sinto saciado com menos de seis abraços – que eu chamo de "abraços nutritivos" – por dia. E se tiver oportunidade de mais, não perco a chance!
Afe! Coisa boa nesse mundo é sentir. Sentir as pessoas a quem amamos. Carinho é um luxo totalmente acessível, gratuito, e mais que gratificante.
O Dr. Stanley Simon da Universidade de Massachussets diz que um abraço faz mais do que expressar apenas afeto. É uma forma de ajudar a manter o organismo saudável. A pele é o órgão sensorial mais extenso de todo o corpo. Se pouco estimulado, poderemos desenvolver uma sensação de mal-estar, falta de energia e até uma tendência depressiva pela redução de serotoninas no organismo. (...)
O mundo precisa de mais abraços, de mais sorrisos, de mais afetividade...
Sinto falto do contato olho no olho, aquele abraço silencioso que diz mais do que qualquer palavra. Ao mesmo tempo que sou muito grata pelo advento da internet, que me trouxe pessoas que de outra maneira não sei se teria a oportunidade de conhecer, noto que sua facilidade nos distrai do cotato "real", mais próximo. Fico numa certa desvantagem, pq apesar de gostar de escrever e de ser bem prolixa, há um aspecto meu muito não verbal que está muito aflorado nos últimos tempos, e que fica negligenciado, em desvantagem, nesse sentido, nesse "mundo globalizado", afetado pela chamada "inércia do afastamento"...
Essa idéia já é implementada no mundo corporativo. Se funciona numa convivência não necessáriamente espontânea, entre quem se gosta é mais fácil e mais gostoso.
Bóra começar uma campanha entre amigos, bóra se abraçar, meu povo bom, que faz bem pra saúde e alegra a alma.
É sempre bom se sentir querido, e abraço verdadeiro é isso, o aconchego de dois corações amigos um bem junto ao outro.

Pra quem quiser saber mais:

http://www.youtube.com/watch?v=FNd_sBddLzM

http://oglobo.globo.com/sp/mat/2006/11/10/286602053.asp

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Um dia eu volto...



Hahahahahahahahahahahahahahahahahahahaha!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
E vai ser logo.
Mas hoje eu resolvi passear por outros cantos, tô cheia de idéias na cabeça, logo elas vêm parar aqui... Coisas que vi, li, ouvi e aprendi.
Tudo o que conto hoje é que estou muito feliz! Florescendo, saindo do casulo, voando e é por isso que minha passagem foi rápida.
Tava limpando a lente dos olhos, agora tô ajustando o foco e logo mais venho com as fotos mentais que tirei dos meus passeios por aí. ;)
Ah! E logo apareço num rasante aí perto. :)
Beijo, meus amores.
Sim, estou falando contigo aí que está me lendo.
Beijo, carinho e chamego da amiga que quer estar mais presente.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Inversão de valores - Parte I


Eu sei lá o que está acontecendo com o mundo, só sei que parece tudo muito mais estranho que o normal... Ops! Será que a normalidade admite alguma qualidade estranha?! Afe! deixa pra lá que isso já está ficando muito confuso.
Bom, o fato é que ando pensando nas coisas do dia a dia e tenho notado que de repente, "qualidades" como o conformismo, a alienação, a "lei do silêncio", estão se transformando de negativas em positivas. Aliás, mais do que isso, estão se tornando ferramentas úteis à sobrevivência, sobretudo à manutenção da saúde mental.
É, parece loucura, mas, não é... Infelizmente!
Hoje me deparei muito claramente com essa realidade quando fui deixar um carinho a uma amiga, cuja empresa da família foi roubada ontem, e, pior, cujo pai, irmão e primo foram violentamente agredidos pelos ladrões.
Parece mais uma cena banal, sim, pq acontece tantas vezes ao dia nos mais diferentes lugares que, se a gente for "dar atenção" a esse tipo de notícia, fica neurótico e nem sai mais de casa. Como se isso adiantasse...
A diferença entre uma cena banal e uma que nos seja relevante, basicamente só é vista diante da ciência de quem são os envolvidos. Se são meus, ou próximos dos meus, isso é relevante... É, assim começa a alienação. Triste, mas, atualmente, ou é a alienação ou a neurose. A gente faz de conta que é Alice no País das Maravilhas pra poder viver...
Depois dessa constatação já não desconhecida, veio outra igualmente amarga, a do conformismo. Sim, pq acontece tanta coisa, que quando o ocorrido não chega a levar a vida de alguém embora, a gente chega a agradecer. Sim, como se o que aconteceu não tivesse em si já gravidade tamanha capaz de causar repúdio, indignação e outros tantos sentimentos próximos.
A gente acaba dizendo "ainda bem que não foi mais grave", "podia ser pior"... Deprimente.
Deprime saber que o que nem deveria ter acontecido aconteceu, e que a gente ainda agradece por não ter acontecido o ruim ao extremo. Deprime saber que tanta gente ainda tem de passar por isso de boca calada e agradecida, pq não houve força suficiente por parte da sociedade e dos órgãos e essoas que a representam para acabar com essa situação absurda.
É triste saber que quem assiste a esses acontecimentos normalmente, por medo, faz cara de "ninguém sabe, ninguém viu", pq teme pelo próprio pescoço.
É triste ver os valores tão invertidos e ainda assim acordar, sair da cama todas as manhãs e acreditar que vai ser um bom dia, tudo ficará bem e todas aquelas coisas que a gente se repete como mantra pra enfrentar mais um dia.
A vida é boa sim, o ser humano é que nem sempre é tão humano. O que fazer pra ainda assim continuar acreditando nele?!
O que fazer pra, diferente de minha amiga (eu sei que é momentâneo e legítimo, pq ela é uma pessoa de bem, assim como todos os agredidos), não cair na revolta e no questionamento de " afinal de contas de que vale, o que se ganha, em ser bom?!" ...