quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Contradições...




Eu sou feliz demais, assim de graça, por natureza, mesmo quando as coisas não estão tão coloridas... Não, não sou Poliana, nem Teletubbie. Só me respeito. Exercito meu poder de opção. O mundo é o mundo, como é, talvez não como se queira, mas eu posso ser o que quero, escolher o que quero em minha vida.
Fiquei em silêncio esses dias, o que não é tão anormal assim,( aliás, é quase uma praxe), por conta dos acontecimentos de semana passada pra cá.
Não, não são acontecimentos internos, eles estiveram e estão em todos os noticiários. De vez em quando emerjo do meu reino profundo pra respirar, coloco a cabeça pra fora e ouço os sons do mundo exterior. Não, eu não sou uma alienada, se bem que, quem quiser achar que ache, eu sou o que sou e estou muito feliz com isso...
Eis que os sons exteriores andam numa desarmonia que parece ter três orquestras distintas tocando melodias descompassadas e igualmente distintas. É a dissonância total! Eu tenho ouvidos sensíveis, sabe? São decibéis cinzas demais, funestos demais para tímpanos tão delicados e ávidos por furtacores, por iridescências...
Meu compromisso com a felicidade não me permite introjetar esses sons. É de um agudo contundente demais saber das atrocidades humanas. Eu ainda prefiro colocar minha atenção nas coisas leves, na beleza que existe, no divertido, no lírico, nas palhetas aquareladas do idealismo, da ética, da espontaneidade e da essência divina do humano.
Eu ouço os sons dos becos, das encruzilhadas, mas não me envolvo com eles, não vasculho os escombros dos detalhes, não fico no "e se" daquilo que não tem volta. Não, pq isso é uma opção. Não vou intoxicar minha alma com isso, não vou contaminar minha visão e me sujeitar a ver o feio onde o feio não existe, ser uma caçadora da maldade. Não, eu não.
Sinto pelas famílias roubadas pela violência, roubadas no que lhes é mais precioso, seus entes queridos. É mesmo triste. É muito triste mas não me pertence.
Não me pertence um mundo de barbáries, pq eu tenho em mim um coração cheio de amor e é nisso que eu acredito. É ao que eu acredito que vou dar forças, pois tudo onde se põe atenção cresce. Por que não deixar florescerem os bons sentimentos? Os bons pensamentos, as boas obras, as boas ações?
É nisso que tenho me empenhado...
Dia desses eu até ri, tamanho meu treino, tem dado certo o ignorar. Meu contentamento era tanto que pela primeira vez ignorei a desagradável música alta que tocava na obra aqui em frente. Minha mãe é que me chamou atenção com uma frase: "Que horror de música!" Foi então é que notei que nem tinha percebido. Vi que funcionou meu treino. Que alegria! Pq, "levante a mão quem sabe fazer amor", afe! Que levante o que quiser, mas, com discrição, lá no seu canto, não pra eu ouvir... Não sou obrigada a ceder aos apelos erótico-auditivos alheios, os meus são mais refinados...(Mas isso é outro assunto.)
Sim, eu prefiro olhar pro outro lado, pra o que pode ser feito para que essa realidade se transforme numa mais harmônica, digerível e antes disso, saboreável com prazer.
Não, o passado não me interessa, talvez a parte boa, convertida em lembranças, essa sim. Mas meu tempo é o hoje. O que já foi já foi. O que podemos fazer para que venha o que merecemos ver? O que já estão fazendo? Em que posso ajudar? É nisso que penso, é com isso que quero me impregnar. É por isso que fui professora, é isso o que busco na nova carreira. Acredito sim em fazer a diferença, ainda que para poucos, qualquer diferença me basta.
O que não basta é ficar no desânimo. Eu sei que é uma prática diária, uma conquista diária dizer não a ele diante de todas as situações que estão aí. E que eu vejo sim, só me recuso a me aprofundar nelas.
Pra falar a verdade, não há quem não desanime, nem que por alguns minutos ou horas, por conta da avalanche de desgraceira, especialmente a da última semana... E, nesse sentido, uma das coisas que mais sinto falta é da propagação das boas notícias.
Eu sei que elas existem, mas, a mídia insiste em fazer sensacionalismo em cima das desgraças, vende mais, rende mais e não é nem preciso procurar muito. Em tempos de individualismo desmedido, falta de respeito humano e desigaldade social gritante, fica fácil. E fica até mais palatável a povos criados dentro da cultura judaico-cristã, onde a idéia de ser feliz soa quase como um pecado mortal.
A questão é que, a vida segue para quem não morreu, ou, para quem não se deixa morrer em vida. Então, o desânimo pode se caracterizar até como um ato de rebeldia, quando bem dosado. Um ato de auto-preservação também. Já quando vira rotina, quando perdura demais, soa a estagnação e a pessoa cai no esquecimento também, pq não há coisa que o ser humano suporte menos do que o silêncio. Esse medo de estar só consigo mesmo... Pq há como camuflar-se de si nos barulhos mundanos, mas não há como fugir de si quando só o silêncio paira no ar. Sou dada a silêncios e sei bem disso. O silêncio é o componente mais poderoso da impopularidade. (Salvo Chaplin.)
Como não sou algo em tempo integral, um adjetivo só em absoluto, e antes de mais nada, contraditória como todo ser humano, sou do tipo ruidosa, e seja o ruído coerente ou não, bom ou não, há um séquito quando há alarido e, quando muito uma companhia quando sou silêncio... Sim, as pessoas querem ouvir, não a si, mas ao mundo. Aliás, nem ao mundo. As pessoas não ouvem ninguém, na real acepção da palavra, elas escutam. Escutam ruídos e os traduzem segundo a sua melodia interna, aquela construída a partir de suas vivências, vitórias e dissabores... No fim, ninguém ouve ninguém, (são poucos os lúcidos) só à sua própria música incidental através do instrumento alheio.
Se é pra ser assim, já escolhi o meu, e ele tem todas as cores, com destaque para as com menos tons de cinza e preto.
Eu que reclamava, descobri que não era sina, era bênção. Abençoado ascendente em Peixes!




P.S.: Eu sei que baleia NÃO é peixe!
Falando nelas, quem quiser vê-las é só clicar.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Despertar...





Hoje revi Magnólia, aquele filme denso e belo... Revisitei através deles as misérias humanas... No fim das contas, todas elas se resumem em uma só, o medo da rejeição, que provoca um não saber o que fazer com os próprios sentimentos. A fragilidade de não saber lidar com as frustrações. E no fim de tudo, o amor. É, "temos tanto amor, só não sabemos onde colocá-lo"...
Coisas incomuns acontecem, aconteceram comigo hoje.
Eis que milagrosamente, de uma forma compensatória, vi e ouvi Vinicius de Moraes e pessoas que participaram de sua vida. E foi onde vi que da dor, da avidez, das paixões, do sentimento, há como se transcender para o belo. Há como se fazer luz, e ser igualmente luz. Bendito Poetíssimo!
Ouvi Vinicius, voltei a cantar, senti saudade, fui resgatar uma amizade querida. Despertei novamente para vida, desabrochei.
Hoje estou mais feliz do que pensei ser capaz!


Eu sinto, eu canto, a vida me fez cigarra.
"Cantando eu mando a tristeza embora"...

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Não custa nada para mim, mas pode ajudar muita gente!



Hoje acontece a segunda edição do Blog Action Day e resolvi participar.
Por mais que falem que falar só não adianta, que isso não é suficiente para mudar a realidade, minha iniciativa foi essa e não mudo. Problema de quem pensa assim, não meu.
Acredito sim que uma pessoa pode fazer a diferença, nem que seja na vida de só mais uma... Se muitas pessoas o fizerem, muitas vidas mudam, se poucas, pelo menos pra quem recebeu a ajuda já resolveu. Pra mim, o importante é fazer, não interessa o quanto. Falar também vale, pq faz pensar, pq é um movimento que pode encaminhar soluções. O primeiro passo é trazer à consciência.
Não vou ficar falando sobre pobreza, sobrecarregar o blog com dados, números, estatísticas, o básico a gente já sabe, basta andar pelas ruas que se vê. Minha inspiração hoje é indicar quem está fazendo alguma coisa sobre o assunto, entidades que promovem ações e discussões, entidades que com as quais podemos colaborar, fiscalizar, sugerir, filiar, interagir, aprender.
Pobreza muitas vezes não é só a material, mas também a emocional, a afetiva. Se não pode doar nada, doe seu tempo, visite um asilo, um abrigo de menores, um hospital, um canil. Procure o ambiente e o tipo de população com quem mais tem afinidades. Há muitas maneiras de colaborar.
A minha, hoje, foi divulgar sites de entidades que fazem algo em relação à pobreza. Vocês podem visitá-los, terem informações de como trabalham, o que podem fazer para ajudar e inclusive receber informações úteis para o dia a dia, pequenas atitudes que podem fazer a diferença. Às vezes é mais simples do que se imagina. E sabem, não é só pelos que sofrem a pobreza, mas por nós, que temos alimentação, moradia e acesso à internet (ou não estariam lendo isso aqui), pois se a pobreza diminui (melhor ainda que acabe), a violência, a desorganização social, habitacional entre outras, também. Quando a vida de um melhora, melhora a de todos ao redor. E isso é feito com educação, e com a disposição daqueles que tem mais, inclusive quem tem mais acesso à educação e cultura. Aliás, uma coisa muito boa e necessária de se doar é educação, pq com ela se contrói muito e este, como dizia meu pai, é o bem mais precioso que podemos ter e o único que ninguém pode nos tirar...

Ficam então alguns sites para que visitem:


Ministério das Relações Exteriores


Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento


Chamado global para a ação contra a pobreza

Care

INESC - Instituto Nacional de Estudos Sócio-econômicos

GCAP

Actionaid Brasil

Exército da Salvação

Cruz Vermelha

Portal do voluntário

Ação da cidadania contra a fome, a miséria e pela vida

Casas André Luiz

Pró Cães

E tantos outros.

Notícias:

ONGs querem mobilizar população contra pobreza


O comércio de armas alimenta a pobreza



Pobreza é alvo de campanha do YouTube



Blog da Louise, que me inspirou a participar!


Outras informações:

Mais sites úteis e outros recursos


88 maneiras de fazer alguma coisa a pobreza agora



Há muito o que se fazer, como, depende de cada um...



Prefiro buscar soluções, movimentar a questão como posso do que ficar esperando que seres do espaço venham aqui nos salvar, resolverem as cagadas que a humanidade como um todo fez. Não precisamos de um messias que venha resolver a situação sem que façamos nada, temos capacidade pra fazermos e bem feito, por nossa conta.


Deixe sua sugestão, algum outro site relacionado, esteja à vontade para manifestar-se e colaborar como puder. ;)




A todos os professores



A todos aqueles que tentam, apesar das adversidades...
A todos aqueles que conseguem vitórias diárias com seu empenho, carinho e dedicação.
A todos os meus professores, que colaboraram na formação de quem sou.
A todos os que virão, para que tenham almas bem dispostas nessa lindíssima jornada.
Obrigada por vocês existirem, obrigada por vocês persistirem!

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Conveniência...




Agora os cornos já sabem que utilidade têm os presentinhos que ganharam.

O SENADO ORGULHOSAMENTE APRESENTA: Cartão vermelho ao cartão de crédito.




Senado aprova preço diferenciado para compras com cartão de crédito; especialista em direito do consumidor critica projeto

Claudia Andrade
Do UOL Notícias
Em Brasília



O Senado aprovou nesta terça-feira dois projetos de lei relacionados a um meio cada vez mais comum de pagamento usado pelo consumidor: o cartão de crédito. Um deles determina que o comerciante pode cobrar valores diferentes para compras pagas à vista ou com cartão e o outro proíbe o envio a clientes de cartão de crédito não solicitado.

Os dois projetos alteram o artigo 39 do Código de Defesa do Consumidor (lei 8.078, de 1990) e foram aprovados pela Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle do Senado (CMA). As matérias agora serão encaminhadas à Câmara dos Deputados.

O projeto 213/2007, de autoria do senador Adelmir Santana (DEM-DF) estabelece como "não abusiva" a fixação de preço diferenciado na venda de bens ou na prestação de serviços pagos com cartão de crédito em relação ao preço à vista. O fornecedor deve informar de forma "inequívoca e ostensiva" quando ocorrer a cobrança de preço maior por conta do pagamento com cartão.

"O custo da venda com cartão de crédito é repassado ao consumidor. Hoje, os consumidores que pagam à vista subsidiam os pagamentos com cartão de crédito. Este projeto permite - mas não obriga - a diferenciação de preço", disse o senador Renato Casagrande (PSB-ES), relator do projeto na comissão, ao defender sua aprovação.

O autor do projeto argumentou que atualmente, os descontos para pagamento à vista, quando concedidos, "são menores que os custos embutidos". Adelmir Santana citou o custo que o comerciante tem, por exemplo, com o aluguel das máquinas para pagamento com cartão de crédito. "Vai de R$ 65 a R$ 215, no caso daqueles equipamentos sem fio", citou.

Questionado sobre a possibilidade de aumento dos valores cobrados para pagamento com cartão, o senador descartou esta hipótese. "Hoje as empresas estão querendo fidelizar o cliente e reduzir custos para oferecer seu produto com um preço mais barato", defendeu. (Hello! No capitalismo selvagem aqui do Planeta Terra?! Nunca vi isso! Ah! Pode ser que funcione bem na França.)*

"O que nós queremos é atender e beneficiar o consumidor. Agora, o preço à vista poderá ser informado ao consumidor e ele vai poder escolher sua forma de pagamento", destacou o senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) ao votar a favor do projeto

Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Pro Teste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor), criticou a aprovação do projeto. "Este projeto é prejudicial para o consumidor. A diferença cobrada do consumidor, para nós, é considerada abusiva e irregular. O que se pretende com este projeto é embutir ou minimizar o custo para o comerciante", afirmou.

Cartão não-solicitado

Outro projeto aprovado pela CMA, o 338/2005, de autoria do senador Pedro Simon, proíbe o envio ou entrega de qualquer produto, serviço ou disponibilidade de crédito ao consumidor, sem que tenha ocorrido solicitação prévia. As empresas que descumprirem a determinação estariam sujeitas às sanções previstas no Códido de Defesa do Consumidor. (As sannções já existem, pq a proibição tbm, eis o atestado de que a legislação não é cumprida, a reedição pra tentar remendar, o que vai dar tão certo quanto dava antes...)*

Na apresentação da matéria, o autor afirma que muitas vezes, o consumidor não está apto, preparado ou orientado em recusar tal oferta "daí sua inépcia em buscar seus direitos". "Isso gera relações de consumo não desejadas (...) tal oferta de crédito é uma relação de consumo imposta, draconiana e ilegal", diz a justificação da proposta. (E tem algum orgão governamental que se digne a fornecer essas informações, essa orietação, ou, ao menos que implemente isso no sistema de ensino?! Ah! Esqueci que o ensino está tão falido que os alunos saem da escola sem nem saber escrever... Como é que vão interpretar um texto?! Tanto menos um texto jurídico, cujo vocabulário já não facilita...)*

* Os parênteses negritados e em itálico não são de responsabilidade da jornalista que escreveu o artigo, são expressões da minha indignação mesmo!

Faça-me o favor! Alguém acha que vão baratear os preços pra compra a vista, tirar as taxas embutidas?! Não, só vão aumentar para quem pagar com cartão de crédito!
Cada vez que leio uma notícia dessas fico com a impressão de que pensam que somos uma nação de idiotas... O pior é que tem vezes onde quase concordo.

E fazer o que realmente é necessário, quem quer?!

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Flores do pântano...




Recém me recupero de ter assistido "La môme", ou, como chamam no Brasil, "Piaf - Um hino ao amor". Confesso que o nome escolhido para nosso país está um tanto quanto equivocado. Há que se colocar um clichê fofo, um glacê cor de rosa (ainda que se perceba que está rançoso, depois de levado à boca) pra vender. É como se o país fosse feito de idiotas Telletubies que não aguentam o baque de uma história real, densa, com o demasiadamente humano em fratura exposta... Douram a pílula, mas, pílula é pílula, cacete!
Bem, mas nem era disso que ia dizer. Ops! Era, tanto que disse, mas, esse não é o foco principal. Mas um título desses dá a entender que a vida da franzina de voz monumental era um mar de rosas, quando isso é só o que nunca aconteceu.Aliás, PQP! Vá sofrer assim lá adiante!
Marion Cotillard deixa qualquer um perplexo com sua atuação. FIQUEI PASMA! Virei fã!
A trilha sonora é um desbunde, também, não era pra menos. A "pequena pardal" com sua voz inigualável, as músicas francesas mais lindas e carregadas de sentimento que conheço... (Sou feliz por ter crescido ouvindo suas canções...)Não deixarei aqui toda a ficha técnica pq isso aqui não é um site de crítica de arte. (Se bem que, pagando bem, que mal tem?!)
Afora a melancolia que ao acordar já passou, fica em mim mais uma vez uma estranha impressão. Uma impressão que confesso dói ter, e mais ainda dói comprovar nas histórias de muitas das grandes estrelas da música que tanto admirei.
Que impressão?! A de que as mais belas flores nascem das dores. O que leva cantoras fantásticas como Billie Holiday, Maysa, Cássia Eller, Edith Piaf e tantas outras, ao submundo, ao exagero, às drogas, aos vícios, à auto-destruição?! A beleza de uma obra só se consegue assim?! Ou será que cantar era o que lhes eximia momentaneamente da dor?! A vida tem tantas cores, porque justo a dessas divas foi tão cinza, tão irremediavelmente densa, dolorosa, trágica?! Elas não estão aqui pra contar...
No eixo masculino também há muitos, só me ocorre agora Elvis, Morrison e Cazuza, mas sei que há muitos.
O ponto comum de quase todos foi uma infância difícil em algum sentido. (A de cazuza, ao que sei, não.) Mas também foi a de Chaplin, que deixo uma linda obra e uma história mais profícua.
Nathalie Cole conseguiu reverter o quadro, torço para que Amy Winehouse também.
Consigo sentir a beleza no que deixaram as flores do pântano, mas não consigo entender a opção pela lama ao invés de outras paisagens...
Isso não é um julgamento, apenas a manifestação da minha incompreensão de alguns aspectos do demasiadamente humano. Não compreendo e, felizmente, jamais saberei o que é estar lá. Mas sinto isso uma tristeza pelo que deixaram de experimentar, de produzir. Não gosto de cor de rosa, mas tudo o que é monocromático tem em mim uma referência tediosa e triste.
Quando é que o ser humano aprendeu que amor tem de rimar com dor? Ou que amar-se é proibido? Porque a fuga está ligada à auto-destruição? Porque a beleza, nesses casos vem da tristeza?

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

A pergunta que não quer calar:




Já tem a resposta?
Confesso que estou na dúvida... E ela não necessariamente quer dizer que hajam muitas opções. Talvez, seja justamente o contrário. :(

Indefinição, instabilidade...



Se nem os economistas e nem a imprensa dos EUA sabem dizer o que será do amanhã, não sou eu quem vai especular...
Será que o gigante vai despencar?! E você nisso tudo, já se definiu? Faz ao menos uma ligeira idéia? No que isso influencia na sua, na nossa vida?

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

O inferno são os outros...


Sob os flashes Beth Ditto


Já disse Sartre, "O inferno são os outros."
Pois é! É mais fácil aceitar que seja assim, do que assumir a própria irresponsabilidade, falta de amor, de aceitação e de respeito consigo mesmo...
Cada dia é mais fácil, uma vez que, está aí a mídia toda pra comprovar essa teoria. O bombardeio de informações de como se deve ser, qual o corpo ideal, o comportamento ideal, o conjunto de ideais que neurotizam, tiram o sono, a paz e a vontade de viver dos desavisados... Que pioram a visão de si.
Acho interessante que há uma ditadura da beleza que é imposta às mulheres, às que a aceitam, claro! Disso vem toda uma indústria, da cirurgia plástica, da moda, das revistas e de tudo mais que as fazem consumir pra preencher o vazio que deixa o modelo inalcançável...
Mas, e dos homens que ficam calvos, com barriguinha de chope e seja mais lá o que, alguém reclama?! Alguém diz alguma coisa? Eles ficam sem dormir por conta disso? Fazem os mais absurdos tratamentos estéticos, colocam sua saúde em risco pra se enquadrarem?! Eles se abalam com isso?
Do que eu vejo, não. Nem as mulheres passaram a rejeitá-los por conta disso. Tudo continua na santa paz. Será por isso que com eles a conversa é mais branda, mais sutil, isso quando existe?!
Interessante? Pq dessa vulnerabilidade feminina?!
E a tortura não pára por aí!
"O inferno são os outros", que nos dizem o que comer. Ninguém mais pode ter prazer na alimentação! Isso virou pecado maior que o pecado capital da gula. Ter prazer em comer é uma afronta! Ninguém mais pode comer em paz.
Nos dizem o que vestir, que cabelo ter, a cor, o corte, o bronzeado. As boas maneiras, o comportamento. Ter personalidade, estilo, autenticidade equivale a ser herege.
Sexo agora é outro tema que claro, tinha de ser padronizado. Agora há também a ditadura do orgasmo, da liberação sexual, quase que uma obrigatoriedade de experimentar de tudo pra ser considerado normal. Antes era tabu, agora é proibido ser convencional. Não é uma escolha pessoal?! Se falar então em homossexualidade, transexualidade, aí é que o assunto pega fogo. Esses então não têm direito a paz... Afe! E o que é que os outros têm com os orifícios alheios?! O nome vida íntima já não é um indicativo bastante esclarecedor?!
Pra mim, tem horas onde parece que tudo isso faz parte de um plano conspiratório pra que a vida perca cada vez mais o prazer... E o pior é que não está muito longe da verdade, uma vez que o número de casos de depressão, stress e síndrome do pânico cresce vertiginosamente. Pudera, é pressão demais!
Afe! Me recuso a ver o exército monótono de robôs passar. Não quero fazer parte disso! Me lembra até aquela obra de Machado de Assis, O alienista.
Até hoje não vi ninguém efetivamente capaz de ilustrar o que de fato é nível de normalidade. Simplesmente pq não dá pra uniformizar a população humana. Ufa! Ainda bem!
O que o ser humano tem de mais bonito é a diversidade, esse é o nosso paraíso.
Se "o inferno são os outros", o diabo são os ouvidos que ouvem as asneiras dos padronizadores.
A única moda que aceito é a do auto-amor, todas as outras, cada um que faça a própria.

sábado, 27 de setembro de 2008

Democracia obrigatória...




É tão lindo quando tentam convencer a gente a todo custo que somos cidadãos, que temos direitos. Que o voto é nossa maior prova disso...
Essa falsa ilusão de que a nossa opinião conta, que temos direito de escolha. Que escolha?! Os mesmos de sempre e mais um bando de despreparados que só estão lá pra fazer volume, a massa de manobra pro povão acreditar que tem vez?!
Tudo tão coerente com a obrigatoriedade do voto e propaganda eleitoral gratuita (pra quem?!) obrigatória...
Me custa caro ouvir certas pérolas como " Corinthiano vota em corinthiano!". Afe! E que tem o time de futebol com isso?!
Daqui a pouco vai virar o tal de evangélico vota em evangélico, gay vota em gay e por aí vai. E tome mais apartheid! E viva o separatismo burro que é material bom pra distrair o povo das tramóias. Quando é que se vai ver que somos todos brasileiros?! Que não é segregar o que resolve, é somar forças pra se chegar onde queremos e precisamos?!
Quando é que o povo vai abrir o olho pra o fato de que aqleues que estão lá ganhando os tubos e impedindo que isso aqui vá para frente são "empregados" nossos, escolhidos para cargo representativo. Não são autoridades, superiores e todos os demais subalternos?!
Não, o Sr Fulano que distribuiu uniformes escolares não é "tão bão pas pessoa!". Não, ele não fez favor nenhum pra ninguém, ele não deu nada. Ele cumpriu uma lei que assim determina, e o fez com recursos públicos, ou seja, o dinheiro dos impostos que nós pagamos! Ele não fez favor, cumpriu com seu dever. Ele não é bom, no máximo faz seu serviço, quando faz.
Não, gerir bem os recursos públicos não é ato meritoso, é obrigação. Fiscalizar os atos deles não é desconfiança, é consciência, é reconhecer a própria cidadania e responsabilidade para com sua comunidade, é direito de cada um e dever de todos.
Não receber benefícios (que são passageiros e prejudicadores num sentido mais amplo) a troco de voto é um dever, uma demonstração de respeito a si e a todos, se vender barato não resolve, a questão não é beneficiar-se sozinho, mas exigir que a lei seja cumprida para todos...
Não, ser prefeito, vereador, governador, deputado, senador, presidente, isso não é profissão! É função representativa. Por que das aposentadorias, que, diga-se de passagem, são precoces demais! E cujos rendimentos estão muito além dos da maioria da população. merecemos pagar por isso?!
Faça-me o favor! Está mais do que na hora de dar um jeito nessa situação vergonhosa. Não serão eles a tirarem os próprios privilégios, então, que tal agirmos?!
O voto pode ser obrigatório, mas a irresponsabilidade não!
Chega de falsas ilusões! Chega de comodismo! Chega de engolir sapo! Levante a bunda da cadeira e use a cabeça!
Acordaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa povooooooooooooooooooooooooooo !!!!!!!!!!!!!!!

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Biocrisias. Hipografias. Ops! Biografias...





Estive pensando, interessante como as pessoas gostam de escrever auto-biografias... Mas será que elas têm coragem de admitir nelas o seu lado mais sombrio, as cagadas que fizeram, consciente e ou inconscientemente, suas maldades, suas maiores misérias, ou fica tudo bem encaixotado e escondido no formato de conteúdo empoeirado em seus porões psíquicos?! E pior, renegado, ocultado, ainda que lembrado.
Confesso que o universo feminino tem me encantado mais ultimamente, por conta de algumas tantas corajosas que botam a cara pra bater sem pudores, sem meias palavras e sem medo de serem o que são.
Já retratei isso aqui quando falava de Elza Soares, mulher forte que enfrentou infernos e não esconde de ninguém. Mas andei vendo outros rostos, Amy Winehouse tão comentada, tão criticada, tão notícia. Se está no fundo de poço, está no que é dela e sai a hora que quiser. Consigo ver força nessa mulher, força admirável. Talvez não canalizada pro modo que estamos habituados a ver como certo, mas rende. Não, não falo em cifrões, rende arte. E, de alguma maneira, deve render pra ela em crescimento.
Seu último álbum, "Back to black", que o colocou nas paradas mundiais, é totalmente auto-biográfico. Retrata a fase onde seu relacionamento amoroso com o atual marido havia acabado. A fase overdown foi corajosamente transcrita música a música e ficou belíssima...
É de se admirar uma iniciativa dessas, quando a vaidade chega a índices astronômicos, alguém que coloca sua vida assim exposta, certa do seu "filme queimado" e que consegue fazer sucesso com isso. E que consegue algo muito maior que o sucesso, ser autêntica consigo mesma. Ser quem é de verdade. (Clap, clap, clap!)
Ontem me surpreendi com outra mulher que não havia me chamado atenção por mais de cinco minutos com sua atuação em novelas. Atuação aliás muito boa, eu é que não tenho paciência para novelas...
Assisti à uma entrevista de Cássia Kiss para Marilia Gabriela. Fiquei de queixo caído com a naturalidade com que a atriz falou sobre sua companheira depressão, companheira de toda uma vida (50 anos, e)somente há 3 anos em tratamento. Pasmei com a serenidade que falava sobre sua incursão no mundo das drogas, na falta que fazia a si mesma, na baixa-estima, na não presença em si. Nos efeitos da maternidade, na auto-descoberta... (Clap, clap, clap!)
Ganhou meu respeito, minha admiração.
Em tempos onde o hit é a cirurgia plástica, a beleza a todo custo, não importa se fake; é uma alegria ver mulheres que mostram que não há lipoaspiração para alma e ainda assim ela é o que temos de mais belo!
Começo a gostar mais de ser mulher. Quando crescer quero ter essa coragem!

Mulher, teu nome é verdade!

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

O tudo e o nada...




É tanta idéia na cabeça que não estou conseguindo concluir nenhuma...
Parece até que ouço uma voz dizendo: Seja bem re-vinda ao turbilhão!

terça-feira, 2 de setembro de 2008

"Que país é esse?!"





Fiquei uma semana com uma frase ecoando em minha cabeça... Tive overdose de China, Jogos Olímpicos e correlatos, mesmo sem ter acompanhado. Ia deixar passar batido, mas, uma certa indignação persistiu me fisgando. Aquela tal frase que Maitê Proença disse no programa Saia Justa* da semana passada.
Disse ela sobre "a mediocridade da delegação olímpica brasileira".
O "quase lá".
PQP! É de ficar indignada com uma frase dessas. É claro que todos nós gostaríamos e muito que o Brasil figurasse como um dos país mais premiados. Mas, para o incentivo que os atletas recebem, foram muito bem!
Não, não é como o dito popular "para quem é, bacalhau basta". Não. A questão é que, a maior parte dos atletas treina às suas expensas e com a ajuda de quem estiver disposto a colaborar. Às vezes os recursos são mínimos ou nulos, mas eles treinam pq é sua vocação, seu sacerdócio, sua paixão e por conta disso dão "sangue, suor, lágrimas", vão aos limites do humano e além. E depois de tudo isso são chamados medíocres?!
Patrocínio? Existe efetivamente mesmo no futebol. (E isso pq ele rende muito lucro, não por amor à camisa.) Em outros esportes, pouquíssimo.
Foi questionada a verba que a COBE disponibilizou para a ida aos jogos. Que a quantia foi alta. (Não me recordo agora quantos milhões...) Sim, mas essa verba foi para que, passagens apenas? Para quem, de fato? Atletas e seus treinadores ou acrescenta-se aí quantos turistas VIPs? E a COBE administra a verba como? Presta contas? Que critérios são utilizados nas decisões de como e a que serão destinadas tais verbas? Alguém sabe informar?!
Aliás, de que adianta que a verba vá só para transporte e esse tipo de despesas e não para dar melhores condições de preparo aos nossos atletas para as competições?! Então é só levar lá e já está bom?!
Nosso país é conhecido como país do futebol. Um desperdício! Pq só do futebol? Temos tantas outras habilidades... Há tantos talentos a serem valorizados!E tantos outros a serem descobertos.
Em muitos países as escolas são vitrines dessas descobertas, são aliás seus berços. Infelizmente presenciamos de bocas bem caladas e olhos bem fechados, fazendo a mais deslavada vista grossa à falência do ensino geral e da educação física.
Educação de qualidade prima pelo desenvolvimento intelectual, físico e emocional, no mínimo. Esporte é saúde e auto-estima! Ensina disciplima, auto-centramento, cooperação, superação.
As aulas de educação física nas escolas públicas são meramente uma formalidade a ser cumprida por obrigatoriedade da grade curricular. Dá-se uma bola e os meninos jogam futebol, as meninas em geral vôlei e está feito. Não há estudo das regras, do fundamentos dos esportes, nenhum preparo físico. Não há a apresentação de outras modalidades. E qual a razão?!
Simples, não há material, em alguns casos não há espaço adequado, não há mais disposição por parte dos profissionais de ensino massacrados e desmotivados, não há verbas ou incentivo do governo. Fui professora de educação infantil e vi muito disso acontecer. Inclusive, até a quarta série o profissional especializado para dar aulas de educação física sequer é contratado, fica tudo a cargo da professora da turma. Como querer um país mais competitivo se as bases não propiciam?
Poderíamos seguramente ser chamados de país do esporte, caso tivéssemos um melhor sistema. O brasileiro é um povo muito esforçado, muito criativo e muito versátil. Se com pouco já conseguiu nos agraciar com esses heróis, com mais investimentos teríamos safras invejáveis de excelentes atletas.
Fica desleal a comparação, nos EUA, por exemplo, toda escola tem uma quadra e é uma honra que inclusive dá direito a muitos benefícios aos estudantes que fazem parte de times de basquete e outros esportes coletivos, bem como dos individuais. Participar de uma equipe esportiva pode até render bolsa no ensino superior. Igualzinho aqui, não é mesmo?!
Na China, (como em outros regimes totalitários)os talentos são descobertos e explorados ainda na mais tenra idade. Talvez nem se tenha tempo para que os atletas descubram outros talentos. As equipes de ginástica olímpica, por exemplo, tanto feminina quanto masculina, todas perfeitíssimas, têm seus atletas retirados do seio da família aos 6 anos de idade e sua vida passa a ser exclusivamente treinar. Se é bom para eles, não sei. Tem sim um caráter obrigatório. Não me parece nada voluntário ou prazeroso, mas, cumpre seu objetivo.
Pensando por esse lado, os chineses que ganharam mereceram, os que não ganharam, nem por isso deixaram de merecer. Sob muitos aspectos, nascer chinês já é em si um fardo muito grande, se for mulher, dobrado, se for atleta, triplicado e por aí vai a contabilidade. Nessa tabuada, feliz daquele que consegue ter satisfação em ser quem é.
Agora, "nós", quase lá é o cacete!
Só ter chegado aos jogos já foi a glória. Esse tipo de absurdo só me faz lembrar do judoca que chorou e pediu desculpas por não ter ganho medalha. Ele não precisava pedir desculpas, nós é que precisamos, por deixarmos solenemente de exigir os direitos que temos e que eles sejam de fato estendidos a todos. Isso é direito nosso e obrigação do Estado!
Enquanto tratarmos nossos "representantes" como entes supremos que nos prestam favor, e não os encaramos como funcionários que desempenham função eletiva em nosso nome e a nosso serviço, pelo progresso social, essa palhaçada não tem previsão pra acabar...
É ano de eleição e mais uma vez, infelizmente, já sei o que esperar...


*Sim, eu assisto ao Saia Justa e até costumo gostar. Não é com tudo o que dizem que concordo, mas, isso não é problema, aliás, ajuda a pensar, rever conceitos, ter novas perspectivas, reformular ou reafirmar certos modos de pensar e de agir, amplia horizontes.
Há quem ache um programa fútil, raso ou seja lá mais o que quiserem. O fato que é o único com esse formato. Quem quiser que faça melhor. Seria bom ver mais diferentes mulheres debatendo sobre os mais variados assuntos.
Gosto das colocações que fazem, do trabalho que têm em fazer pesquisas, acho interessantes os temas que trazem, gosto dos novos olhares, mesmo os muito diferentes do meu.
Sinto falta da Soninha Francine lá. Gosto das colocações de Marcia Tiburi, da paixão com que ela defende o feminino e seu feminismo. E me acabo com a irreverência de Betty Lago.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Panfletagem é sacanagem!






Fala-se tanto em uso racional dos recursos, sobretudo dos naturais e não se passam cinco minutos sem colocar um panfleto no meu portão, ou sem que eu encontre algum jogado pela garagem ...
A única utilidade que todos têm para mim é completamente nula, os recolho e lá vão todos eles para o lixo. O máximo que posso fazer a esse respeito é colocá-los nos sacos que vão para a coleta seletiva...
Logo se vê a incoerência, é tanta proposta de governo que elege o meio-ambiente como menina dos olhos e essa imundice está por toda cidade. Não bastasse o desperdício de papel e a aparência das ruas já cinzas e descuidadas, pq pagamos taxa de limpeza, mas não vejo um gari há meses. Aliás, o último que vi tocou a campainha para pedir "caixinha de páscoa"...
Sim, não bastasse o desperdício de papel e de dinheiro, pq isso tem um custo, essas porcarias ainda ficam vagando pela rua até que encontram um boeiro. Pronto! Se entope e chove, além de as ruas ficarem uma "gracinha", ainda é mais gasto pra disponibilizar funcionário da prefeitura pra cuidar disso.
Faça-me o favor! Que papagaiada é essa de consciência ecológica e sustentabilidade desse povo?!
Já não basta ter que trombar com essas caras mal ajambradas nos outdoors da vida, ter de engulir a propaganda obrigatória no rádio e na TV, ainda tenho de ficar escutando essas musiquinhas de gosto duvidoso (eu diria desgosto completo). Logo cedo é essa poluição sonora, coroada com chuva de "santinhos". Quando deram esse nome aos famigerados panfletos, esqueceram de mencionar a parte fundamental, do pau oco. Só que ao invés de ouro ou pedras preciosas dentro, nem preciso falar o que tem, começa com mer e termina com da.
Não existe uma idéia mais econômica e mais limpa do que panfletagem não?!
Eu não voto em porcalhão!
Abomino campanha política! O máximo que faço é visitar os sites dos partidos e ver qual a proposta, a plataforma do desinfeliz, quando tem uma... É deprimente!
Dou uma geral no que o sujeito já fez, caso já tenha sido "representante" anteriormente, ou no que faz da vida e pronto.
E sinceramente, dois meses (oficialmente), é tempo demais pra essa pataquada! É tempo demais pra ver um atacando o outro e falando asneiras do tipo da do ex-prefeito de Santo André, o senilíssimo, ops! ilustríssimo Sr Newton Brandão soltar numa entrevista a pérola:“Prefeito bom é prefeito que faz obras. Isso pode ser feito em qualquer lugar. Vamos fazer mais pontes e obras bonitas como eu fazia quando prefeito”.
Obras bonitas prefiro que façam artistas plásticos! Prefeito tem que viabilizar obras e medidas de real e relevante interesse público, administrar direito as verbas e fazer com que elas sirvam ao que se destinam.
"Entre suas principais propostas estavam a retomada de seus antigos projetos, quando ainda era prefeito, há 12 anos."
Foi prefeito há doze anos e não concluiu seus projetos?! Que projetos? Obras bonitas?! Quer o quê, mais 12 anos para a conclusão?!E ainda acha que merece chance de retornar depois dessa?! Pior é que tem eleitor que aplaude, e pior ainda, tem quem concorde e vote num desses...
Ah! Meu São Sinfrônio das Eleições Sofridas!

terça-feira, 26 de agosto de 2008

24 HORAS...

"Eu não tenho idade. Eu tenho 24 horas!"
Foi a mulher diferente, bem humorada e sábia daí de baixo que disse isso... Sim, Elza Soares.
E concordo com ela, todos os anos que vivi foram muito bons e passaram. É gostoso lembrar de muitos momentos deles, mas, não é gostoso estar neles, pq mcomo diz o poeta sambista Paulinho da Viola "meu tempo é agora"... Tudo que eu tenho são 24 horas, até chegarem as próximas 24. A que altura estou das minhas 24 horas? Não sei! Quem é que sabe? E quem sabe se terá outras 24?!
A vida é isso, e por isso é boa, e por isso é surpresa e espanto e renovação.
Eu acabei de renascer e espero poder renascer tantas outras vezes.
E que vão pro inferno aqueles que desejam me apontar o dedo e dizer que devo ser assim ou assado, que pq tenho 34 anos não posso me comportar dessa maneira, que tenho de ser uma mulher respeitável e me comportar daquela forma.
Eu não tenho idade, nada além das minhas vinte e quatro horas que sabe Deus quantas vezes vou poder encontrar...
Não, não me peçam coerência, não me peçam nada! Eu não sei o que posso dar. cada um dá o que tem e do queu eu tenho eu nem sei qual é o todo, então dou o que quero a hora que tenho.
Eu não quero ser pra agradar, eu quero me agradar pra ser, pra ter e exercer o direito de ser quem sou. Eu o reivindico agora e não abro mão dele.
Não, aniversário é uma data especial, pra se comemorar as milhares de vinte e quatro horas, mas, pobre daquele que vier me enquadar por conta dessa coleção.
Não, eu sou passional, exagerada, estabanada, arrebatada e arrebatadora, eu sou o que sou, eu sou Mony e quem quiser, que queira-me assim ou quem não quer sou eu!
Não, eu não estou revoltada. Não isso não é um recado. Eu só me peguei num questionamento de uma amiga, fui arrebatada por ele... Me identifiquei e me reconheci no que sinto em relação a isso.
Adeus pelourinho, adeus cangalha!
Eu sou Mony, abre alas que estou passando e ninguém me segura. (Pra um abraço eu deixo, que não sou boba e nem nada...)
Essa é sim uma ode a mim mesma e por que não?!
Eu me amo e sou ótima, principalmente pra mim. Portanto, eu mereço! :P

*E quem acha que isso é falta de modéstia, se tiver como modéstia aquela hipocrisia de se desvalorizar só pro povo aplaudir, sim, eu não sou modesta. E aí, o que eu posso dizer é: meu cocô para você! :D

PQP! - Parte III




Afe!
Fiquei passada!
Amo a voz da Elza Soares, respeito a trajetória dessa mulher, admiro-a por tudo que ela já passou na vida (e não quero uma nem de longe parecida com a dela), a intelingência e bom humor que tem são fantásticos, as pernas (principalmente na idade em que se encontra) são deslumbrantes, mas PQP! Tem de processar quem fez o implante de silicone na sua boca!
Se a encontrasse, repetiria a pergunta que Ari Barroso fez quando da sua primeiríssima apresentação: "Minha filha, de que planeta você veio?!"
Ela sempre foi tão gracinha, agora a aparência está mais estranha que a do Michael Jackson. Aw!







Agora, em matéria de humor está mil, pra variar!
Essa foi ótima: "Eu não sinto saudade! Meu tempo é now! Meu nome é Now e meu sobrenome antes era Dólar, agora mudou, meu nome é Now Euro!"



*As fotos são estranhas, mas nada se compara à visão em movimento.
Não, não são ângulos ruins.
Não você não está com problema nos olhos, mas o cirurgião acho que estava!

Linguagens universais...






Não menosprezo o Esperanto ou qualquer outro meio de aproximar as pessoas, minimizar certas distâncias, sejam elas culturais, geográficas ou qualquer outra limitação que exista. Mas, uma coisa é verdade, existem certas linguagem universais insuperáveis. E benditas sejam todas elas!
Hoje, uma delas, a que mais gosto de praticar, o sorriso, me fez ganhar o dia.
Flertei no trólebus com um garotinho de uns 10 anos*, portador de deficiência auditiva. Não adoro crianças, (só as que me cativam) mas sou capaz de amar profundamente pequenos desconhecidos...
Esse garotinho me encantou ao primeiro olhar. E não, não tinha nada de criança capa de revista especializada. Aparentemente era uma criança "comum". Eu nem havia notado sua condição e já havia sido fisgada por aqueles olhinhos vívidos.
Depois de uma pequena parte do caminho em pé, surgiu um assento e minha feliz surpresa. O garoto sentado bem de frente para mim me sobrevoava com seus olhos curiosos no meio de uma conversa em LIBRAS com a mãe. Me olhava e sorria...
Manhoso se fez de sonolento e foi se apoiando no ombro da mãe. Pensei que acabaria ali nosso flerte.
Mas, o espertinho tirou da cintura a blusa que estava amarrada, colocou o capuz ao contrário e apoiou a cabeça no vidro. Continuava a me olhar a sorrir, fazia sinal de "jóia" com o polegar, piscava, fazia sinal de silêncio por debaixo da blusa; creio que para não deixar a mãe enciumada. (Da linguagem universal do sorriso, partimos para outra igualmente deliciosa, a do carinho...) Piscava novamente, acenava, fazia carinho no próprio rosto, mandava beijo e sorria novamente. E eu lhe sorria de volta sorrisos aos montes, que isso nunca me foi difícil. Lhe respondia os gestos e me divertia como se tivesse a idade dele... Foi uma delícia. Mandavamos beijos. Nossa paquera corria solta enquanto a mãe falava ao celular, até que o sono o venceu.
Eu fiquei velando o sono do garotinho encantador por todo o trajeto, triste por não poder me despedir dele antes de descer. Saí do lugar e me dirigi à porta um ponto antes do meu, ainda de coração partido, mas, ao mesmo tempo feliz pela oportunidade.
Eis então que como que pressentindo acorda o anjo e me busca com os olhos, pude acenar a ele em despedida e ser brindada com mais um de seus deliciosos sorrisos, que claro teve outro meu em agradecimento. Olhei bem em seus olhinhos curiosos e disse, VOCÊ É LINDO! Ele, não sei se entendeu(nem precisava, ele já deve saber!), mas a mãe se desmanchou num sorriso e creio que contou a ele depois...
Não sei seu nome, ele não sabe o meu, mas tenho certeza de que esse momento vai ficar na minha memória por muito tempo, tomara na dele também, pq o carinho é a única linguagem que o coração entende. Se um dia me entristecer, vou me lembrar daquele sorriso e dos olhos de anjinho atrevido e encantador... E de tantos outros olhos e sorrisos carinhosos que tenho a felicidade de ter sempre por perto, e me lembrar de que sou uma feliz abençoada!
Incrível como alguém que não conhecemos, com quem não trocamos muitas palavras, pode fazer uma enorme e boa diferença em nossa vida. Esses momentinhos me fazem sentir com o dia ganho!



*Não eu não sou pedófila. Flertar com criancinhas tem outra conotação, a da magia que há na doçura delas...

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Saudade...



Pai, eu não sei se onde você está se comemora aniversário, mas, mesmo assim eu quero te dizer que estou com saudade e que EU TE AMO!

sábado, 23 de agosto de 2008

Perfeição pra turista ver...


*Créditos da imagem: Inovavox




Afe! Já me enjoei em ouvir falar de Olimpíadas.
Eu sei que a idéia, que nem é levada a sério mais, talvez pelos atletas, se é que por eles, é muito linda e tal e coisa... Mas, as desse ano, sem o mínimo constrangimento, digo que me enojaram.
O Olimpo, claro, é um mito, e os ideais olímpicos gregos que eram os objetivos e a justificativa pro evento, já eram faz tempo. Hoje é mais uma vitrine que qualquer outra coisa...
Do radical Olimpo, tire-se até o m, depois é só tirar o acento agudo também e fica tudo mais coerente.
Sim, piadas, de mau gosto, diga-se nada de passagem.
A China e sua demonstração de perfeição fake. Pra que tudo isso?! :o
Ah, é! A vitrine. E viva a propaganda enganosa!
Claro que todo país sede se esmera pra fazer uma boa apresentação, ambicionando inclusive superar a anterior. Mas para que esse exagero, essa maquiagem toda?!

Arsenal estético pré jogos. Vergonhoso! Desumano!

E tome mais maquiagem na abertura.

A linda menina Lin Miaoke não era a verdadeira cantora, "sua voz", era na verdade de Yang Peiyi, que não pode aparecer por não ter sido considerada bonita o suficiente para estar no palco na cerimônia.

Os fogos de artifício que simulavam pegadas eram imagens em terceira dimensão produzidas através de computação gráfica.

Adivinha de onde veio a tela azul do Windows?!

A coisa não pára por aí.

O acrobata francês de nome artístico Crazy Duck sofre acidente durante apresentação. É retirado e socorrido às pressas. A comissão organizadora não divulga publicamente nem seu nome, nem os boletins médicos e tanto menos o hospital onde foi internado. Tudo o que se sabe é que houve lesão vertebral. Evidente para quem viu a cena. E as possíveis sequelas?!


O mistério da vara e o pedido de desculpas mais asqueroso do mundo. Claro que sem admitir a desorganização e a própria responsabilidade. Fabiana Murer tinha que fazer o que nenhum outro atleta precisa, vigiar o próprio equipamento, conferir se está lá?! Ridículo, no mínimo, pra não dizer dicionário completo de palavrões.


E viva a liberdade de expressão!


Melhor nem comentar as prisões por protestos, pertubação à ordem e o escambau... Bush não é o sujeito mais indicado a falar em direitos humanos, mas, há que se concordar com o discurso feito sobre a China, ainda que muito brando e vazio quanto a questões muito mais relevantes...


E, claro que o governo da China não gostou.


Protestos pro conta do Tibet?! Bem, é link demais pra colocar... Da repressão contra eles, mais ainda!


A China está perdendo a mão em busca de causar deslumbre. No processo de ocidentalização que sofre, pegou o pior que poderia e maximizou.
Aliás, nesse sentido, dá até medo imaginar, afinal de contas a ascenção da China é inegável. E o que mais me amedronta é que, com o pior do regime totalitário, somado ao pior do capitalismo, mais o enorme contingente de mão de obra baratíssima, quando não escrava, a economia deles está cada vez mais forte. Não demora muito os EUA caem e a gente é dominado pelos chinos. Ui!
Aliás, parece até que já estamos sendo preparados pra isso. Sob a escusa de que Os Jogos Olímpicos seriam sediados lá, a TV, sobretudo por assinatura, está há messes nos empurrando uma programação "especial" chinezíssima que vai além do calendário dos Jogos.
Afe! E eu pedindo pra essa pataquada toda acabar logo que eu não aguento mais.
Afe! 2. Será que é bom eu já ir me inscrevendo num curso de Mandarim?! Demora pra caramba pra ser considerado alfabetizado nele. Convém nos precaver caso sejamos dominados... :P
Como diz um amigo, deusolivre, creindeupai!
Chego a pensar que é melhor ter os EUA como sanguessuga, pq autonomia que é bom, não vejo. E a perspectiva de mudança é pra pior. Deixa como está que ainda é vantagem! :(

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

PQP! - Parte II



E um tremendo PQP em pouquíssimas horas!
Afe! Finalmente acabou a maresia, fortes emoções e boas!
Acabei de tomar um tapa na cara daqueles. Não, não descobri a prática sadô-masô. Tão pouco virei adepta.
Acabei de assistir um filme quem me deixou com sensação de soco no estômago. E o mais estranho é que foi bom!
Terapeutico. Me identifiquei com os questionamentos de TODAS as personagens, cada qual me trouxe uma mensagem. Daquelas que a vida vive tentando me mostrar de forma homeopática e eu fico rodando no pé até que a coisa chega ao extremo. Felizmente não foi na minha pele.
Acho que vou levar pelo menos três meses pra elaborar tudo, vai ser digestão de sucuri que acaba de ceiar um novilho graúdo. Se eu sumir de novo tá explicado.
Tudo bem, vou tentar compartilhar à medida que a compreensão vier, se tiver palavras, pq certas coisas eu captei num nível tão intuitivo, forte e ao mesmo tempo tão delicado que nem sei se tem tradução...
Afe! Caiu no meu colo de repente e esfregou na minha cara uma avalanche de desdobramentos. Afe! Devo estar repetitiva até, mas ainda estou estarrecida desde que acabou, já tem uns quinze minutos. E olha que eu não me abalo assim com pouca coisa, tem de ser consistente. fazia tempo não levava uma dessas...
Tudo bem, já vou desfazer o mistério. Antes, uma dica, TODA MULHER PRECISA VER! Homens também vão pescar muita coisa, principalmente se deixarem a ânima bem desperta, pq ele retrata muito do feminino, mas, o feminino antes de mais nada é humano.
Coragem, respire fundo e vá!






O clube da felicidade e da sorte



Que tal ver e trocarmos impressões?

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

PQP!



Se inventaram uma coisa mais ordinária e irritante do que fofoca, nem me comuniquem, que eu já ando com vontade de mandar uns e outros levarem onde levam as galinhas!
Não, eu não vou falar nada, não vou fomentar nada, só me dou ao direito de desabafar pq haja saco! E eu nem tenho!

Afe! Alguém sabe como se tira esse raio de sublinhado?!
É hoje!

Salve sua majestade!



Ele chega e traz de volta o meu sorriso.
Depois do cinza e da chuvarada, com ele por perto fica mais fácil seguir em frente.
Minha alma é flor de campo, também faz fotossíntese!
Bem vindo, astro rei! Brilhe e me faça brilhar.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Sapos encantadores...



Faz um tempinho que estou pra escrever a minha visão sobre o mundo masculino, homeopaticamente, é claro, que o assunto é vasto... :P
É, andava pensando numas questões há tempos, mas, com meus momentos de silêncio monástico (ou seriam monysticos?), sem que eu sequer comentasse a respeito, Denis tomou a dianteira... Pronto! Vai ficar todo cheinho agora.
Vou começar até pelo assunto do post dele, mas, abordado sob a ótica feminina. Bem, sob a minha ótica feminina, que pode parecer até bastante sui generis, e deve ser mesmo...
Tá aí o link:
Tá faltando homem no mercado


Será que tal frase é uma pergunta ou uma afirmação?!
Aí depende do referencial teórico... (Evasiva totalmente excelente e nulamente esclarecedora!) :P
Percebo que há muitos homens "no mercado", mas também, que há muitas exigências por parte das mulheres. Não, não é pra sair por aí pegando qualquer porcaria. Porque, convenhamos, tem uns sujeitos que precisam de um pouco de informação e educação, no mínimo, mas, isso é assunto pra outro post.
O que quero dizer é que, pra mulherada que ainda está sonhando com príncipe encantado, está faltando e faltará homem no mercado ad eternum! Sim! Já está faltando faz tempo (todo tempo do mundo) e elas andam chorosas reclamando da vida por conta da constatação.
Sinto em informá-la, baby! Mas, aconselho que compre ações da Kleenex ou outra fabricante de lenços de papel, vá guardando algum dinheiro pras aplicações de botox e desde já, use generosas camadas de creme anti-rugas e envelhecimento. Sim, chorar nada faz além de causar rugas, marcas de expressão, olheiras e uma cara que só fica charmosa nos bassets.
Alguns de vocês podem estar espantados, mas, há um sem número de mulheres (balzaquianas ou avante) com síndrome de Cinderela...
Elas miram, atiram e depois de algum tempo praguejam, pq se decepcionaram, ele não era seu príncipe.
Ah! Pare de querer transformar sapo em príncipe!
Príncipe encantado não existe! Afe! E seria chato demais!
Sou muito feliz por não ter conhecido nenhum. Ou seria pesadelo ou seria psicose! Eca!
Dá medo imaginar um ser perfeito, o único que a gente está acostumado a julgar que o seja é Deus, pra quem acredita. E a imagem não é nenhuma maravilha, haja vista todas as idéias de pecado e punição que a educação judaico-cristã nos coloca na cabeça. Todo aquele medo que causa a onipresença, a onipotência e a perfeição em si. Toda aquela necessidade absoluta de acerto para obter a aceitação. Isso é massacrante!
Príncipe encantado, para mim, é uma idéia brochante e assutadora. Sou consciente das minhas fragilidades, dos meus pontos nem tanto. Lá iria ter coragem de abrir minha boca perto do sujeito?! Logo eu que sou estabanada, barulhenta e espontânea?!
Afe! Viver em pânico, com medo de dar nota fora... Não, obrigada. Passo a vez!
Me lembro nos tempos de faculdade, um colega de sala de quem eu costumava comentar com as amigas de que ele devia ter algum "defeito". Não era normal tudo tão certinho. Era hilário, a gente ficava imaginando que ele deveria ter chulé, hálito matinal terrível, alguma coisa... Não era possível juntar tanta qualidade num ser humano só.
No fim do curso a gente descobriu, ele tinha um defeito terrível sim, mas, pior pra ele. Não sabia escolher mulher.
Em geral, são as mulheres que escolhem, mas, aquele que estava em condição de escolher, quis logo uma daquelas que monopoliza, proíbe de falar com as amigas, coloca no cercadinho e o tonto aceita. Afe! Sem comentários.
Bom, mas voltando ao ideal do príncipe encantado. Fico imaginando, a frustração masculina deve andar a mil. Eles até que estão se esforçando na adaptação dos padrões antigos, do esteriótipo do que era a mulher para a real mulher atual. Estão mais interessados no universo feminino, ouvem mais, são mais afetuosos. Mas, é difícil disputar com o ideal, afinal, o imaginário é sempre melhor que o real. É intangível, mas, em termos de estética e estrutura é mais atraente, justamente pq a imaginação aceita tudo...
O príncipe encantado é a própria personificação (ainda que imaginária) da atração fatal, ou, frustação total, como queiram, uma vez que não existe. É a meta inalcançável de homens em ser e de mulheres em ter. Essa busca só é boa pras finanças dos psicoterapeutas...
Se príncipe fosse uma boa opção, a Princesa Diana não teria aquela cara de cão que caiu da mudança, enquanto foi casada com o Príncipe Charles. Quem quereria uma vida de princesa como a dela?!
Eu prefiro os "sapos". Bóra pro brejo!
Os homens, humanos, com suas qualidades e suas humanidades são muito mais interessantes. Crescem conosco e nos fazem crescer, essa é a única finalidade do relacionamento. Não, não esqueci do carinho físico e do sexo não. É que se não tiver isso, aí essa relação se chama amizade.
Diante da humanidade do outro a gente se sente mais seguro e capaz de mostrar sem defesas a própria humanidade. Não precisa ficar de frescuras se fazendo de boneca de porcelana com medo de prejudicar a imagem, de o outro deixar de gostar ou desvalorizá-la.
Fica fácil encarar o outro quando se sabe que tem dias onde ele também tem mau humor, preguiça de se arrumar, problemas no trabalho, uma conversa difícil com um familiar, todas aquelas coisas que todos nós que vivemos nesse mundo temos. E que, inclusive, há dias onde eles, assim como nós, não reagem bem a qualquer dessas coisas que às vezes são bobas e não os abalariam na maior parte do tempo.
É libertador saber que ele não tem o corpo da foto daquela revista, pq eu também não sou nenhuma modelo, que ele se sente confortável dormindo com uma cueca surradinha. É uma delícia descobrir que ele tem algumas manias, assim não vai rir ou criticar as minhas. Ou, se for, eu já tenho com que fazer graça e fazer essa conversa acabar num monte de risadas.
É uma delícia cada descoberta que a gente pode fazer a respeito do parceiro, quando a gente se permite. Quando a gente esquece o modelo e se deixa levar pela pessoa que está bem na nossa frente.
Surpreenda-se.
Na lagoa aí do lado pode ter um desses sapos encantadores, só esperando pra ser descoberto. E lembre-se sempre, sapos não viram príncipes, mas, príncipes inevitalvemente viram sapos!
Que tal baixar as expectativas, esquecer as exigências e aproveitar o momento?!
Ah! E fica aqui uma reflexão, será que a mesma candidata a princesa com a lista de pré-requisitos na mão tem igual quantidade de virtudes pra oferecer?!
Defeitos, eu prefiro chamar de humanidades, todos têm. Basta ter sensibilidade pra ponderar se os dele se encaixam no preço que você quer pagar. É seu número? Se for, boa viagem! Se não, a fila sempre anda. Boa sorte!

domingo, 10 de agosto de 2008

A falta que ele me faz...


Agosto é um mês chuvoso pra mim... Se não cá fora, que não me lembro se é proeza do aquecimento global, das mudanças climáticas ou se sempre foi assim. Mas Agosto é um mês chuvoso pros meus olhos, já pela segunda edição consecutiva...
O restante do ano a gente aprende a segurar, pq vem sempre uma boa desculpa, um bom motivo pra tocar adiante a sorrir, uma boa lembrança, um bom acontecimento... Eu nunca fui dada a tristezas.
Mas Agosto, depois do dia seis fica cinza. É o Dia dos pais francamente anunciado no rádio, na TV, nos spams que a gente recebe... Claro que, por motivos comerciais, é certo. Mas eles lembram o que eu teimo em querer esquecer...
Eu até tenho pra comemorar a recuperação do meu sogro, a alegria do meu irmão em ser pai, mas honestamente, tudo isso é muito bom, só não faz sentido em relação ao vazio dessa data pra mim. É muito lindo ver as famílias se abraçando e almoçando juntas, ainda que hipócritamente. São muito lindas as feições felizes feito comercial de margarina...
É tudo muito lindo, só não mais me pertence.
É duro pra uma Electra assumida ficar a ver navios nesse dia... Ter um abraço enorme e cheio de carinho e não ter a quem entregar. Me sinto navio sem mar nesse exato momento. Não sei onde colocar as mãos sem presente. Não sei e esse não saber me atormenta.
E o vazio vai pelo menos até o dia 25, onde haveria o parabéns que ecoa perdido ao relento... O dia do soldado que eu nunca esqueci, só por conta de ser o dia onde a garotinha pulava naquele colo enorme com o abraço armado, a questão é que a garotinha cresceu e o colo não existe mais.
Eu reclamava pq não sabia dividir, agora reclamo mais, pq com a morte não há barganha.
Não fui mais ao cemitério depois do adeus, nem vou. Desculpa, pai, mas eu prefiro pensar que você ainda está em Minas, com muito trabalho e ainda não teve tempo pra voltar...

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Cinza...


PQP de dia chato, cinza, frio e aguacento.
Meu humor ficou igual. Eu sei que passa, mas, confesso hoje não fiz nem esforço pra mudar o clima inteiror...
Essa coisa de se preparar pra num dia marcado fazer prova e mostrar que está melhor que os outros pra ocupar um cargo. Essa coisa de ter que mostrar sempre o lado bonitinho, de ser a boa filha, a boa moça, a boa amiga, a boa namorada, de tudo ter que ser boa... Essa aprovação a fórceps que a gente "tem" que ter o tempo todo.
Caralho! Eu sou boa quando tô ruim. Eu não preciso ser nada, eu já sou eu! Foda-se quem pensa que isso não basta!
Eu tô boca suja hoje sim e vou me dar ao direito de fazer as coisas segundo sinto e não pelo modelo que tentaram me empurar.
Eu tenho uma alma! E ela tem cores, não necessáriamente são as mesmas todos os dias. Aliás, acho sempre o mesmo sempre uma chatice.
Minha alma tem cores e hoje ela resolveu ser cinza. Hoje ela resolveu afirmar que tem uma sombra. E que ela é cinza grafite, quase preta. E que ela não é bonitinha e nem quem ser, pq ela não é nada em absoluto, mas a somatória de todas as capacidades, habilidades, possibilidades e todas as dades que se usa pra classificar qualquer ser vivente...
Pro inferno com a classificação!
Ela não se orgulha e nem se envergonha de sentir raiva, de querer que morram todos aqueles que ela simplesmente detesta. Ela não se envergonha de ter pensamentos mesquinhos, pq ela só é humana.
Hoje eu simplesmente detesto as Olimpíadas, não aguento mais ouvir falar em China, que tenho vontade de vomitar! Hoje eu cago pra esportes e queria banir o dia dos pais do meu calendário, pq eu não tenho mais o meu pra abraçar e só de pensar nisso, já sei quais são as nuances do domingo que virá.
Sim, eu estou com raiva! Sim, eu tenho vontade de gritar! Sim, às vezes eu sou infantil e é direito meu me sentir como quiser ou como for capaz de sentir. Eu estou frágil e não gosto disso, embora admita. Eu não queria sentir saudade, pq dói, mas eu sinto!

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Amar, verbo transeativo...


Ah! Amar, esse verbo que causa na gente um transe de vontade de viver mais, sorrir mais, crescer mais, se dar mais...
Esse verbo que conjugo há exatos oito anos. Esse sentimento que não é dizível tamanha força e delicadeza...
São oito anos que passaram como se fossem oito dias... E por mim, quero mais oitenta e oito, pelo menos!

sábado, 2 de agosto de 2008

Ambiente...


Vou começar pelo microcosmo pra depois tentar falar sobre algum macrocosmo se eu ainda tiver saco pra isso.
Você que está aí lendo, não me leve à sério demais hoje, aliás, o segredo, não só comigo, mas, com todo ser humano é não levar a sério demais o que ele diz... A menos que seja seu hobby colecionar neuras, mágoas e desilusões. caso seja, enjoy it! Não vão faltar. A gente quer tanto dos outros a tal da coerência, mas nunca quis admitir quem não tem. E como exigir que os outros tenham então?!
Viu só? Acabei de provar que não tenho, nesse exato instante, quando a proposta de assunto era outra... Hahahahahahahahahahahahahaha!
É, mas eu não menti a esse respeito nunca, nunca afirmei por aí que fosse coerente...
Ah! Se não tem prova escrita ou minha voz gravada, entoces é pq eu não o fiz mesmo!
:P
Tá, mas voltemos ao ambiente, ao microcosmo.
Essa bagaça, ops! Esse blog é um ambiente que esteve largado nesse mês que acabou. Pretendo retomá-lo com mais assiduidade, se é que isso fará diferença a alguém além de mim... :)
Ah! É que eu estou de férias. É que eu viajei... É que eu tenho crises de preguiça e de não -expressão, como a Karin disse num comentário no post logo aí embaixo. Aliás, falando em não expressão, em breve eu volto pra dar meus pitacos nos comentários de vocês, é que já vou saindo, nem era pra eu estar aqui, eu tenho que estudar... :P
Ah! Meu sumiço é também pq meu corpo é também um ambiente, essa semana, mais específicamente, ainda está sendo (odeio gerúndio, mas esse é pertinente) ambiente para o Influenza. Sim, eu peguei uma gripe fdp! Tá quase passando, mas como incomoda. Eu nunca fiquei assim na vida!
Afe! meu quintal é um ambiente com três cadelinhas chatas que não param de latir, ou seja, não é ambiente propício para minha paciência. A casa dos meus vizinhos é o ambiente onde crescem dois meninos chatos, cujas gargantas parecem já terem vindo com um megafone acoplado de fábrica. O caçula que só sabe fazer chorar histéricamente nessa vida e o mais velho que bate bola o dia inteiro e solta pipa. Some-se a isso um adolescente superlativamente chato com seus amigos mals fumadores de narguilé e espalhadores de lixo na minha calçada , que, não bastasse, adoram ouvir os funks mais escrotos (se é que há um que não seja) no último volume. O que, faz com que, minha casa seja um ambiente tão harmônico, silêncioso, já que as cadelinhas adoram latir por conta de toda essa balbúrdia. É tão bom pra estudar! :(
Afe! Falando em ambiente e estudo, eu já tô de saco cheio de tanto ler sobre meio-ambiente, legislação ambiental e gestão ambiental. Chega a dar urticária! É por isso que eu sumi também. Amanhã eu tenho concurso da Secretaria Estaudal do Meio Ambiente. Desejem-me sorte!
Agora eu vou lá, torrar minha paciência mais um pouquinho com esse assunto. Ainda bem que a prova já é amanhã! :P
Nada de macrocosmo nesse assunto, pq só o micro já tá me estressando. Por enquanto é só, pessoal! :P

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Express you self!


"Todo o homem tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferências, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e idéias por quaisquer meios, independentemente de fronteiras."

Muito lindo tudo isso, mas, na minha orelha, se expressar alguma barbaridade, pode ter certeza de que há sempre o excercício da recíprocidade. Nada mais justo que o direito ao contraditório e à ampla defesa. Eu diria que são direitos mais do que indisponíveis, imprescindíveis.
O exercício da reciprocidade pode não ser um direito constitucionalmente assegurado, não na prática, mas eu faço uso dele sempre. E você? Acha o direito à livre espressão válido? Quais os parâmetros e limites? Existem, não existem, deveriam existir? E na sua vida, como isso funciona?

sábado, 12 de julho de 2008

Depressão profunda...


Muito triste essa vida aqui em Vitória - ES.

Meu silêncio vem disso...

Talvez depois de alguns dias numa clínica me recupere e volte a escrever aqui... :P