sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Tchau...




Não sei se vou postar por esses próximos quatro dias, se der pra parrar a farra venho aqui colocar uma pequena mostra da segunda parte das comemorações e da bagunça que vamos aprontar...
Tenho certeza que vocês vão passar vontade... :P

Só posso dizer

que sou muito feliz por contar com tanto carinho em minha vida...
A presença de vocês é muito especial para mim. Comemorar aniversários não é só celebrar quantos anos e vivi, mas como os vivi e com quem. Felizmente a lista é grande. Meus queridos amigos, vocês, seu carinho, sua presença, sua amizade, não há presente melhor do que esse...
Fica aqui um carinho meu, imenso.
Obrigada por vocês existirem!


segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Post auto-explicativo...

domingo, 9 de novembro de 2008

What?! Acuma?!





Certos vícios são positivos, até salvam a vida, saúde, sei lá. Já tinha a mania de ler tudo desde que fui alfabetizada, desde placas comerciais até pichação de muro, incluindo os palavrões... Minha mãe A-DO-RA-VA. Nem sei dizer quantos beliscões na rua isso me rendeu...
Eu cresci e o vício junto, além dessas modalidades, fui agregando outras com o tempo. A hipoglicemia e as trocentas alergias agradecem...
Sim, sou daquelas que não toma remédio sem ler bula, e que conhece os princípios ativos, nomes fantasia, as indicações decor... Das que não compra sem olhar os ingredientes dos alimentos, data de validade de tudo, que lê rótulo de shampoo no banho, e com isso, notei uma coisa muito curiosa e desrespeitosa. Vocês repararam que ultimamente as embalagens de cosméticos e até de alguns alimentos, está vindo com a relação dos componentes, ingredientes, em inglês only? Hein, people? Para os como eu, portadores de alegrias, vulgo alergias, a algum ingrediente da fórmula e não entendem (e nem são obrigados a entender, of course) inglês técnico com especialização em perfumaria, sorry baby. Sugiro que guarde todos os comprovantes de despesas médicas e encaminhe aos dummies que fizeram essa sacanagem!
Afe! É cada uma que mais parece duas!

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Não entendo...



Pq as pessoas têm vergonha de demonstrar afeto publicamente, mas não têm de agredir, de odiar?

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Trocas...



Talvez eu não tenha mais a mesma poesia doce dos vinte, mas, de uma coisa tenho certeza, trago em meu olhar o brilho de cada paisagem que vi, além das que só senti o cheiro e das que imaginei...
Às portas dos trinta e cinco, digo sem medo nenhum que, felicidade é uma questão de ponto de vista. E eu tenho sim olhos de ver!
Cambiar é preciso.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

A sabedoria infantil...




Na semana natalina de 2007, o jornal italiano Corriere della Sera publicou em sua edição eletrônica de fim de semana uma enquete muito divertida. Trata-se de opinar sobre o relacionamento das crianças italianas com o Menino Jesus. É uma amostra do que elas costumam escrever nas redações da escola, nas aulas de catecismo e em bilhetinhos de final de ano:

Escolha sua frase preferida. Eu particularmente gostei de todas.

“Querido Jesus, a girafa você queria assim mesmo ou foi um acidente?”

"Querido Menino Jesus, todos os meus colegas da escola escrevem para o Papai Noel, mas eu não confio naquele lá. Prefiro você." (Sara)

"Querido Menino Jesus, obrigado pelo irmãozinho. Mas na verdade eu tinha rezado pra ganhar um cachorro." (Gianluca)

"Querido Jesus, por que você não está inventando nenhum animal novo nos últimos tempos? A gente vê sempre os mesmos." (Laura)

"Querido Jesus, por favor, ponha um pouco mais de férias entre o Natal e a Páscoa. No meio, agora está sem nada." (Marco)

"Querido Jesus, o padre Mário é seu amigo ou você conhece ele só do trabalho?" (Antonio)

"Querido Menino Jesus, por gentileza, mande-me um cachorrinho. Eu nunca pedi nada antes, pode conferir." (Bruno)

"Querido Jesus, talvez Caim e Abel não se matassem tanto se tivessem um quarto pra cada um. Com o meu irmão funciona." (Lorenzo)

"Querido Jesus, no Carnaval eu vou me fantasiar de diabo, você tem alguma coisa contra?" (Michela)

"Querido Jesus, eu gosto muito do padre-nosso. Você escreveu tudo de uma só vez, ou você teve que ficar apagando? Qualquer coisa que eu escrevo eu tenho que refazer um monte de vezes." (Franco)

"Querido Jesus, você é invisível mesmo ou é só um truque?" (Giovanni)

"Querido Jesus, na minha opinião, é impossível existir um Deus melhor do que você. Bom, eu só queria que você soubesse, mas estou te dizendo isso não é porque você é Deus." (Valerio)

"Querido Jesus, em vez de você fazer as pessoas morrerem e aí criar novas pessoas, por que você não fica com as que já tem?" (Marcello)

"Querido Jesus, se não tivesse acontecido a extinção dos dinossauros não ia ter lugar para nós, você fez muito bem." (Maurizio)

"Querido Menino Jesus, não compre os presentes na loja embaixo do prédio, a mamãe diz que eles são uns ladrões. Muito melhor no super." (Lucia)

"Querido Jesus, nós estudamos na escola que Thomas Edison inventou a luz. Mas no catecismo dizem que foi você. Pra mim ele roubou a sua idéia."(Daria)


Não são uns fofos?
Um das coisas mais chatas de crescer é perder essa maneira divertida de ver o mundo...

domingo, 2 de novembro de 2008

Vitória!

Hoje comemoro um ano sem cigarros.
Pode parecer bobagem, mas, pra mim é sim uma grande vitória. Meu pulmão agradece, minha saúde também. Me sinto respeitando mais o dinheiro, que é algo muito bom, de que eu gosto muito sim. E que não quero usar pra o que sei que me faz mal.
Sei que na cidade em que vivo, falar em qualidade de vida é uma conversa meio pela metade. Aliás, acho que isso é uma coisa do planeta, mas, me sinto bem fazendo algo por mim sim. Quero modificar outros hábitos, me cuidar mais, me amar mais, afinal, eu mereço.
E nem foi difícil. Eu não sinto falta. Estou de fato feliz e consciente do meu poder, certa de que quem manda na minha vida sou eu.
Sim, pq qualquer dependência é meio que uma esfregada na cara de que a gente não se banca, não tem controle sobre si. E isso não é verdade, todo mundo tem, basta querer.
Acho que a única coisa da qual de fato me arrependo é de ter começado, mas, estou feliz por conseguir optar por parar. E o melhor, sem nenhum prejuízo, sem esperar ser obrigação. Eu recomendo.
Mas, aos fumantes de plantão, podem ficar tranquilos, que eu não sou do tipo chato que perturba, reclama, faz campanha anti-tabagista. Não tem coisa mais chata do que catequese forçada, seja lá sobre que convicção...
Poder de escolha, eu tenho. E respeito a dos outros também.

*Aprecie com moderação!
Ai que meda!


E você, do que quer ou já conseguiu se libertar?!

sábado, 1 de novembro de 2008

Acabou mas é pra sempre!

Calma, não precisam se animar, nem ficar preocupadas, minha vida amorosa vai muito bem, obrigada!
Estou falando do Outubro Rosa. Esse ano, Outubro acabou, mas a prevenção, essa é pra sempre.
Nunca se esqueçam do auto-exame (imediatamente após o término do período menstrual), e nem das vistitas regulares ao médico com direito a mamografia e ultrasonografia das mamas.
Nossa saúde agradece.
Consciência, sempre!





Revolta!




Sábado passado teve campanha de prevenção ao câncer de boca por toda a Grande São Paulo. Será que incluíram às medidas preventivas a escovação e uso de fio dental?!
PQP!
Detesto ficar perto de gente fedida. E transporte público é uma maravilha pra isso.
Como é que uma pessoa de manhã já consegue exalar um bafo dos infernos sentada do teu lado de boca fechada?!
PQP! Que ódio!
Não creio que tem gente que sai de casa sem tomar banho, vai ao médico sem olhar pro chuveiro aberto, para a escova de dentes e coisas do tipo.
Tenham piedade do meu nariz!
Pobreza não é desculpa para relaxo. E tem muita gente paupérrima que é muito da limpinha e cheirosa, que eu bem conheço.
Sim, gente fedida eu ignoro.


Sim, hoje eu tô atacada!

Prece...





Senhor, se eu não puder emagrecer, por favor, engorde as minhas amigas todas!

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Tinha de contar essa...


Hahahahahahahahahahahahahahahaha!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
É o tipo de coisa que tem que acontecer comiguinha, né?!
Pois bem que hoje; eu e a Lili, (quem não conhece precisa conhecer, que ela é uma querida super alto astral) nos encontramos do lado de fora de uma estação do metrô na hora do almoço. Cheguei, dei um beijinho no rosto dela e uma moradora de rua que estava mais do que doida, sentada no chão solta a pérola: "Olha lá, a sapatão e a sapatinha."
É lógico que percebemos que era com a gente. Uma vez na vida me acharam grande, é que a Lili é menor que eu... Rimos muito nos sentindo o cuturno e a sapatilha. Hahahahahahahahahahahaha!!!!!!!!!!!!!!
As duas rindo e subindo pela praça, lá vai a dona gritar de novo. Nós, que não esquentamos com bobagem viramos rindo e acenamos pra nossa observadora. Ela se espantou tanto com a nossa reação que ria, fazia sinal de jóia e mandava beijo.
Precisa dizer que nos acabamos de rir mais ainda?!
Cada vez mais percebo que nessa vida, o segredo é o bom humor.

Afe! Tô me acabando de rir com a situação só de lembrar.

E você, se chateia com esse tipo de coisa? O que te irrita?
Qual foi a situação mais estranha, engraçada ou irritante, desse gênero que já te aconteceu?

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Todas as cores...




O Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBT faz um excelente trabalho como ferramenta de divulgação, pressão e mobilização social, pela aprovação do PLC 122/06. O projeto já foi aprovado na Câmara dos Deputados e aguarda votação no Senado Federal.
Muito bom seria se não houvesse necessidade de lei para que a orientação sexual alheia, seja lá da forma que cada um vivencie sua sexualidade, fosse motivo de preconceito, discriminação, agressão ou qualquer outra atitude lamentável. Que simplesmente cada um tenha o direito de ser e expressar quem é sem temer represálias de qualquer natureza. Mas, como o ser humano, (alguns pelo menos) ainda está mais pra proto-ser humano, para não usar como "adjetivo" nenhum animal, afinal, não merecem tal ofensa, se faz necessária lei que criminalize a homofobia. Neste sentido, o Grupo Arco-íris em parceria com outros grupos LGBT, outras entidades e a sociedade civil, mobilizam a população a participar de abaixo-assinado on-line a fim de agilizar esse trâmite.
Posso não ser formadora, tanto menos deformadora de opinião, ainda bem! Ufa! Mas, sou sim solidária a essa causa. Quem mais acredita que ela mereça atenção, é só clicar no link e manifestar seu apoio. Bóra fazer disso aqui um mundo mais justo. Que a lei seja o primeiro passo para que a liberdade aconteça... Um dia a cabeça do povo evolui sozinha, por enquanto, que seja assim.

Escorregadio?!





Uma gracinha como levam o consumidor na conversa aqui no Brasil, mesmo apesar da existência de um código em sua defesa, a Lei n.º 8.078, de 11 de setembro de 1990.
Sim, parece bobagem. A maior parte da população deixa pra lá, mas, isso é um abuso, propaganda enganosa. Isso acontece em muitos produtos, e vai continuar acontecendo enquanto se deixar pra lá.
Nesse caso, o produto não é do meu gosto, mas, é lamentável que uma indústria de grande porte como essa*, que imagina-se ser respeitável, se preste a um papel ridículo como esse. Sujar-se por tão pouco... (Ah! É que na soma, torna-se muito!)

Para quem ainda não percebeu, trata-se de um "erro" matemático, uma vez que 30% de 300 gramas seria 90 gramas, e não 70 gramas, que equivale a 22,33%.
Parece pouco, besteira, mas é engodo, é desrespeito!
Merece boicote. Cidadania também é isso.
Ler os rótulos atentamente é defesa dos seus direitos, respeito pelo seu dinheiro e, ganho real para a própria saúde (principalmente no caso dos alimentícios).
Não acreditar de cara no que se lê é fundamental. Vide as embalagens que dizem: "sem gordura trans", onde se encontra entre os ingredientes a famigerada gordura vegetal hidrogenada. E ela é o que?! Não é trans?! Tchans é que não é!


*Não vou retirar o post e nem corrigí-lo pra não ficar sem sentido. E pra servir de alerta a julgamentos precipitados e quanto à necessidade de conhecer outros pontos de vista antes de concolidar uma opinião. Mas, retiro o que disse à respeito da Bozzanno.
Quem não entendeu a razão é só ver nos comentários.
Admito, dessa vez, quem se enganou fui eu!

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Party time...





Hoje é um dia muito especial pra mim, a nona vez que tenho a felicidade de comemorar mais um ano de vida daquele que faz todos os dias dessa jornada juntos os melhores que já tive.
Denis, preciso dizer que TE AMO?!
É, já disse, você sabe, mas não canso de repetir, pq é bom demais!
Felicidades, meu amor, e que todos os teus desejos se realizem, que todos os teus objetivos sejam alcançados e mais tudo de bom nessa vida, pq você merece. (Tomara que comiguinha, sempre.)



Uma canção, só um pequeno gesto, que não é o bastante, claro, mas um modo de dizer... Não são só palavras.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Contradições II - Por um mundo cor de rosa.



Pra quem não sabe, detesto cor de rosa desde criancinha, mas, há uma boa causa capaz de me fazer mudar de idéia.
Estamos em pleno Outubro Rosa. Negligenciei o fato por conta do meu silêncio, mas, o mês não acabou e há razões mais que suficientes pra divulgar essa causa sim. Já explico.
Rosa é uma cor tipicamente feminina, nada melhor para lembrar sobre a prevenção e o apoio aos estudos para a cura do câncer de mama, essa doença silenciosa que ronda o universo feminino...
O Outubro Rosa é uma das idéias de Nancy Brinker, sobrevivente da doença. Mas, a história começa muito antes que ela provasse na própria pele. A Fundação Susan G Komen pela cura, surgiu de uma promessa que Nancy fez à sua irmã caçula, Susan, pouco antes que ela falecesse vítima de câncer de mama, aos 33 anos, na década de 70. O plano era que ambas, assim que Susan melhorasse, começassem uma movimentação para que houvesse mais pesquisas pela cura, mais informação e apoio às portadoras. Susan não resistiu, mas, Nancy Brinker cumpriu sua promessa mesmo assim. Foi então que, após algum tempo, surgiu o projeto Pink, corridas pela cura e cada vez mais surgem novas campanhas, idéias e parcerias.

O Outubro Rosa surgiu na Califórnia em 1997 e espalhou-se pelo mundo. A idéia é conscientizar sobre a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama. O câncer de mama é o que mais mata mulheres em todo o mundo, mas não precisa ser assim: quanto mais cedo o tumor for descoberto, menos invasivo será o tratamento e maiores as chances de cura. No estágio inicial da doença, a expectativa chega a 95%. Vai daí que as visitas anuais à/ao ginecologista, a mamografia frequente a partir de determinada idade (normalmente, 40 anos) e o autoexame são fundamentais.

Aliás, é importante lembrar que o autoexame não deve ser feito como única forma de prevenção. Quando o tumor é detectável no autoexame, é porque já evoluiu - por outro lado, nódulos benignos podem ser confundidos com câncer. O exame clínico e a mamografia são, portanto, indispensáveis como parte da rotina feminina.

A partir de maio de 2009, entrará em vigor a Lei nº 11.664/08, que assegura a todas as mulheres o direito à mamografia periódica realizada gratuitamente pelo SUS após os 40 anos (bem como o exame preventivo de câncer de colo do útero para todas as mulheres sexualmente ativas).

A internet é aliada importante na luta contra o câncer de mama. Nada substitui a visita ao médico, mas a web ajuda com sites informativos, no encontro de mulheres que viveram e derrotaram a doença e na repercussão de ações e campanhas. Alguns dos sites sobre a causa:

Câncer de Mama: Eu Sei o Que é Isso!: mantido pelo Instituto NEO MAMA, há anos fornece mamografias gratuitas a mulheres que não podem pagar pelo exame e conta com a ajuda de todos nesse processo - um clique por dia e você contribui para que as doações de exames pelas entidades apoiadoras continuem.

Enzimas Virtuais: de Daniela, que teve câncer de mama em 2007, já superou a doença e criou o blog para compartilhar sua experiência e ajudar outras mulheres uqe passam por essa mesma situação.

Esperança e Vida: informa sobre organizações de apoio e centros de diagnóstico em toda América Latina.

FEMAMA: a Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama mantém o projeto Te Toca Brasil, que visa a sanar as deficiências na área de saúde da mama e garantir condições para a cura das mulheres atingidas pela doença.

INCA - Instituto Nacional de Câncer: traz informações técnicas sobre a detecção e o tratamento do câncer de mama.

Mulher Consciente: uma iniciativa da FEMAMA para esclarecer sobre o câncer de mama. Veicula a campanha Não Aceite Informação Pela Metade para divulgar a importância da mamografia.

Susan G. Komen for the Cure: arrecada fundos para a pesquisa de tratamentos mais efetivos e, principalmente, de uma cura para o câncer de mama.
Site original em inglês
Site de apoio nacional - em português

Mamainfo: Existe vida durante e depois do câncer de mama - site com informações diversas, notícias, novas tecnologias, eventos e tudo o que abrange o assunto.

Chaveiro da vida: Uma proposta paranaense que deve mais é ser incentivada e copiada.

Sim, eu sou por um mundo cor de rosa, um mundo sem câncer de mama!


Algumas considerações minhas sobre a Lei nº 11.664/08:

É muito bom que haja lei regulamentando esse direito, melhor ainda que não houvesse e que ele já fosse garantido anteriormente, pois, saúde é um direito de todos, garantido pelo Artigo 5º da Constituição Federal de 1988.
Enfim, já que as coisas não funcionam assim na prática, que haja lei que regulamente. Porém, e até maio de 2009, as mulheres podem esperar?! Não terão muitas das beneficiadas a triste notícia da doença em estágio já avançado de evolução, caso dependam dessa espera?! Pq não assim que publicada a lei?
Antes só tinham esse direito resguardado as mulheres de 50 anos ou mais, agora estende-se às de 40, mas, pq não às de 30 anos, uma vez que os casos de câncer de mama em mulheres dessa faixa etária, dos 30 aos 40 aumentou dramaticamente? Acaso não merecem esse cuidado também?
Haverão equipamentos suficientes, profissionais treinados em número suficiente e nas localidades mais distantes e/ou desprovidas de recursos, para que os exames ocorram sem demora, uma vez que as agendas do sistema público de saúde são vergonhosas? Sim, pq há necessidade de rápido diagnóstico para que as chances de cura da paciente sejam efetivas. Não basta um papel assinado, é necessário que se cumpra e é isso que toda sociedade quer.
Que tal todos nós ficarmos atentos a esses detalhes e exigirmos o que nos é de direito?! A isso se dá o nome de cidadania.

Contradições...




Eu sou feliz demais, assim de graça, por natureza, mesmo quando as coisas não estão tão coloridas... Não, não sou Poliana, nem Teletubbie. Só me respeito. Exercito meu poder de opção. O mundo é o mundo, como é, talvez não como se queira, mas eu posso ser o que quero, escolher o que quero em minha vida.
Fiquei em silêncio esses dias, o que não é tão anormal assim,( aliás, é quase uma praxe), por conta dos acontecimentos de semana passada pra cá.
Não, não são acontecimentos internos, eles estiveram e estão em todos os noticiários. De vez em quando emerjo do meu reino profundo pra respirar, coloco a cabeça pra fora e ouço os sons do mundo exterior. Não, eu não sou uma alienada, se bem que, quem quiser achar que ache, eu sou o que sou e estou muito feliz com isso...
Eis que os sons exteriores andam numa desarmonia que parece ter três orquestras distintas tocando melodias descompassadas e igualmente distintas. É a dissonância total! Eu tenho ouvidos sensíveis, sabe? São decibéis cinzas demais, funestos demais para tímpanos tão delicados e ávidos por furtacores, por iridescências...
Meu compromisso com a felicidade não me permite introjetar esses sons. É de um agudo contundente demais saber das atrocidades humanas. Eu ainda prefiro colocar minha atenção nas coisas leves, na beleza que existe, no divertido, no lírico, nas palhetas aquareladas do idealismo, da ética, da espontaneidade e da essência divina do humano.
Eu ouço os sons dos becos, das encruzilhadas, mas não me envolvo com eles, não vasculho os escombros dos detalhes, não fico no "e se" daquilo que não tem volta. Não, pq isso é uma opção. Não vou intoxicar minha alma com isso, não vou contaminar minha visão e me sujeitar a ver o feio onde o feio não existe, ser uma caçadora da maldade. Não, eu não.
Sinto pelas famílias roubadas pela violência, roubadas no que lhes é mais precioso, seus entes queridos. É mesmo triste. É muito triste mas não me pertence.
Não me pertence um mundo de barbáries, pq eu tenho em mim um coração cheio de amor e é nisso que eu acredito. É ao que eu acredito que vou dar forças, pois tudo onde se põe atenção cresce. Por que não deixar florescerem os bons sentimentos? Os bons pensamentos, as boas obras, as boas ações?
É nisso que tenho me empenhado...
Dia desses eu até ri, tamanho meu treino, tem dado certo o ignorar. Meu contentamento era tanto que pela primeira vez ignorei a desagradável música alta que tocava na obra aqui em frente. Minha mãe é que me chamou atenção com uma frase: "Que horror de música!" Foi então é que notei que nem tinha percebido. Vi que funcionou meu treino. Que alegria! Pq, "levante a mão quem sabe fazer amor", afe! Que levante o que quiser, mas, com discrição, lá no seu canto, não pra eu ouvir... Não sou obrigada a ceder aos apelos erótico-auditivos alheios, os meus são mais refinados...(Mas isso é outro assunto.)
Sim, eu prefiro olhar pro outro lado, pra o que pode ser feito para que essa realidade se transforme numa mais harmônica, digerível e antes disso, saboreável com prazer.
Não, o passado não me interessa, talvez a parte boa, convertida em lembranças, essa sim. Mas meu tempo é o hoje. O que já foi já foi. O que podemos fazer para que venha o que merecemos ver? O que já estão fazendo? Em que posso ajudar? É nisso que penso, é com isso que quero me impregnar. É por isso que fui professora, é isso o que busco na nova carreira. Acredito sim em fazer a diferença, ainda que para poucos, qualquer diferença me basta.
O que não basta é ficar no desânimo. Eu sei que é uma prática diária, uma conquista diária dizer não a ele diante de todas as situações que estão aí. E que eu vejo sim, só me recuso a me aprofundar nelas.
Pra falar a verdade, não há quem não desanime, nem que por alguns minutos ou horas, por conta da avalanche de desgraceira, especialmente a da última semana... E, nesse sentido, uma das coisas que mais sinto falta é da propagação das boas notícias.
Eu sei que elas existem, mas, a mídia insiste em fazer sensacionalismo em cima das desgraças, vende mais, rende mais e não é nem preciso procurar muito. Em tempos de individualismo desmedido, falta de respeito humano e desigaldade social gritante, fica fácil. E fica até mais palatável a povos criados dentro da cultura judaico-cristã, onde a idéia de ser feliz soa quase como um pecado mortal.
A questão é que, a vida segue para quem não morreu, ou, para quem não se deixa morrer em vida. Então, o desânimo pode se caracterizar até como um ato de rebeldia, quando bem dosado. Um ato de auto-preservação também. Já quando vira rotina, quando perdura demais, soa a estagnação e a pessoa cai no esquecimento também, pq não há coisa que o ser humano suporte menos do que o silêncio. Esse medo de estar só consigo mesmo... Pq há como camuflar-se de si nos barulhos mundanos, mas não há como fugir de si quando só o silêncio paira no ar. Sou dada a silêncios e sei bem disso. O silêncio é o componente mais poderoso da impopularidade. (Salvo Chaplin.)
Como não sou algo em tempo integral, um adjetivo só em absoluto, e antes de mais nada, contraditória como todo ser humano, sou do tipo ruidosa, e seja o ruído coerente ou não, bom ou não, há um séquito quando há alarido e, quando muito uma companhia quando sou silêncio... Sim, as pessoas querem ouvir, não a si, mas ao mundo. Aliás, nem ao mundo. As pessoas não ouvem ninguém, na real acepção da palavra, elas escutam. Escutam ruídos e os traduzem segundo a sua melodia interna, aquela construída a partir de suas vivências, vitórias e dissabores... No fim, ninguém ouve ninguém, (são poucos os lúcidos) só à sua própria música incidental através do instrumento alheio.
Se é pra ser assim, já escolhi o meu, e ele tem todas as cores, com destaque para as com menos tons de cinza e preto.
Eu que reclamava, descobri que não era sina, era bênção. Abençoado ascendente em Peixes!




P.S.: Eu sei que baleia NÃO é peixe!
Falando nelas, quem quiser vê-las é só clicar.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Despertar...





Hoje revi Magnólia, aquele filme denso e belo... Revisitei através deles as misérias humanas... No fim das contas, todas elas se resumem em uma só, o medo da rejeição, que provoca um não saber o que fazer com os próprios sentimentos. A fragilidade de não saber lidar com as frustrações. E no fim de tudo, o amor. É, "temos tanto amor, só não sabemos onde colocá-lo"...
Coisas incomuns acontecem, aconteceram comigo hoje.
Eis que milagrosamente, de uma forma compensatória, vi e ouvi Vinicius de Moraes e pessoas que participaram de sua vida. E foi onde vi que da dor, da avidez, das paixões, do sentimento, há como se transcender para o belo. Há como se fazer luz, e ser igualmente luz. Bendito Poetíssimo!
Ouvi Vinicius, voltei a cantar, senti saudade, fui resgatar uma amizade querida. Despertei novamente para vida, desabrochei.
Hoje estou mais feliz do que pensei ser capaz!


Eu sinto, eu canto, a vida me fez cigarra.
"Cantando eu mando a tristeza embora"...

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Não custa nada para mim, mas pode ajudar muita gente!



Hoje acontece a segunda edição do Blog Action Day e resolvi participar.
Por mais que falem que falar só não adianta, que isso não é suficiente para mudar a realidade, minha iniciativa foi essa e não mudo. Problema de quem pensa assim, não meu.
Acredito sim que uma pessoa pode fazer a diferença, nem que seja na vida de só mais uma... Se muitas pessoas o fizerem, muitas vidas mudam, se poucas, pelo menos pra quem recebeu a ajuda já resolveu. Pra mim, o importante é fazer, não interessa o quanto. Falar também vale, pq faz pensar, pq é um movimento que pode encaminhar soluções. O primeiro passo é trazer à consciência.
Não vou ficar falando sobre pobreza, sobrecarregar o blog com dados, números, estatísticas, o básico a gente já sabe, basta andar pelas ruas que se vê. Minha inspiração hoje é indicar quem está fazendo alguma coisa sobre o assunto, entidades que promovem ações e discussões, entidades que com as quais podemos colaborar, fiscalizar, sugerir, filiar, interagir, aprender.
Pobreza muitas vezes não é só a material, mas também a emocional, a afetiva. Se não pode doar nada, doe seu tempo, visite um asilo, um abrigo de menores, um hospital, um canil. Procure o ambiente e o tipo de população com quem mais tem afinidades. Há muitas maneiras de colaborar.
A minha, hoje, foi divulgar sites de entidades que fazem algo em relação à pobreza. Vocês podem visitá-los, terem informações de como trabalham, o que podem fazer para ajudar e inclusive receber informações úteis para o dia a dia, pequenas atitudes que podem fazer a diferença. Às vezes é mais simples do que se imagina. E sabem, não é só pelos que sofrem a pobreza, mas por nós, que temos alimentação, moradia e acesso à internet (ou não estariam lendo isso aqui), pois se a pobreza diminui (melhor ainda que acabe), a violência, a desorganização social, habitacional entre outras, também. Quando a vida de um melhora, melhora a de todos ao redor. E isso é feito com educação, e com a disposição daqueles que tem mais, inclusive quem tem mais acesso à educação e cultura. Aliás, uma coisa muito boa e necessária de se doar é educação, pq com ela se contrói muito e este, como dizia meu pai, é o bem mais precioso que podemos ter e o único que ninguém pode nos tirar...

Ficam então alguns sites para que visitem:


Ministério das Relações Exteriores


Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento


Chamado global para a ação contra a pobreza

Care

INESC - Instituto Nacional de Estudos Sócio-econômicos

GCAP

Actionaid Brasil

Exército da Salvação

Cruz Vermelha

Portal do voluntário

Ação da cidadania contra a fome, a miséria e pela vida

Casas André Luiz

Pró Cães

E tantos outros.

Notícias:

ONGs querem mobilizar população contra pobreza


O comércio de armas alimenta a pobreza



Pobreza é alvo de campanha do YouTube



Blog da Louise, que me inspirou a participar!


Outras informações:

Mais sites úteis e outros recursos


88 maneiras de fazer alguma coisa a pobreza agora



Há muito o que se fazer, como, depende de cada um...



Prefiro buscar soluções, movimentar a questão como posso do que ficar esperando que seres do espaço venham aqui nos salvar, resolverem as cagadas que a humanidade como um todo fez. Não precisamos de um messias que venha resolver a situação sem que façamos nada, temos capacidade pra fazermos e bem feito, por nossa conta.


Deixe sua sugestão, algum outro site relacionado, esteja à vontade para manifestar-se e colaborar como puder. ;)




A todos os professores



A todos aqueles que tentam, apesar das adversidades...
A todos aqueles que conseguem vitórias diárias com seu empenho, carinho e dedicação.
A todos os meus professores, que colaboraram na formação de quem sou.
A todos os que virão, para que tenham almas bem dispostas nessa lindíssima jornada.
Obrigada por vocês existirem, obrigada por vocês persistirem!

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Conveniência...




Agora os cornos já sabem que utilidade têm os presentinhos que ganharam.

O SENADO ORGULHOSAMENTE APRESENTA: Cartão vermelho ao cartão de crédito.




Senado aprova preço diferenciado para compras com cartão de crédito; especialista em direito do consumidor critica projeto

Claudia Andrade
Do UOL Notícias
Em Brasília



O Senado aprovou nesta terça-feira dois projetos de lei relacionados a um meio cada vez mais comum de pagamento usado pelo consumidor: o cartão de crédito. Um deles determina que o comerciante pode cobrar valores diferentes para compras pagas à vista ou com cartão e o outro proíbe o envio a clientes de cartão de crédito não solicitado.

Os dois projetos alteram o artigo 39 do Código de Defesa do Consumidor (lei 8.078, de 1990) e foram aprovados pela Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle do Senado (CMA). As matérias agora serão encaminhadas à Câmara dos Deputados.

O projeto 213/2007, de autoria do senador Adelmir Santana (DEM-DF) estabelece como "não abusiva" a fixação de preço diferenciado na venda de bens ou na prestação de serviços pagos com cartão de crédito em relação ao preço à vista. O fornecedor deve informar de forma "inequívoca e ostensiva" quando ocorrer a cobrança de preço maior por conta do pagamento com cartão.

"O custo da venda com cartão de crédito é repassado ao consumidor. Hoje, os consumidores que pagam à vista subsidiam os pagamentos com cartão de crédito. Este projeto permite - mas não obriga - a diferenciação de preço", disse o senador Renato Casagrande (PSB-ES), relator do projeto na comissão, ao defender sua aprovação.

O autor do projeto argumentou que atualmente, os descontos para pagamento à vista, quando concedidos, "são menores que os custos embutidos". Adelmir Santana citou o custo que o comerciante tem, por exemplo, com o aluguel das máquinas para pagamento com cartão de crédito. "Vai de R$ 65 a R$ 215, no caso daqueles equipamentos sem fio", citou.

Questionado sobre a possibilidade de aumento dos valores cobrados para pagamento com cartão, o senador descartou esta hipótese. "Hoje as empresas estão querendo fidelizar o cliente e reduzir custos para oferecer seu produto com um preço mais barato", defendeu. (Hello! No capitalismo selvagem aqui do Planeta Terra?! Nunca vi isso! Ah! Pode ser que funcione bem na França.)*

"O que nós queremos é atender e beneficiar o consumidor. Agora, o preço à vista poderá ser informado ao consumidor e ele vai poder escolher sua forma de pagamento", destacou o senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) ao votar a favor do projeto

Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Pro Teste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor), criticou a aprovação do projeto. "Este projeto é prejudicial para o consumidor. A diferença cobrada do consumidor, para nós, é considerada abusiva e irregular. O que se pretende com este projeto é embutir ou minimizar o custo para o comerciante", afirmou.

Cartão não-solicitado

Outro projeto aprovado pela CMA, o 338/2005, de autoria do senador Pedro Simon, proíbe o envio ou entrega de qualquer produto, serviço ou disponibilidade de crédito ao consumidor, sem que tenha ocorrido solicitação prévia. As empresas que descumprirem a determinação estariam sujeitas às sanções previstas no Códido de Defesa do Consumidor. (As sannções já existem, pq a proibição tbm, eis o atestado de que a legislação não é cumprida, a reedição pra tentar remendar, o que vai dar tão certo quanto dava antes...)*

Na apresentação da matéria, o autor afirma que muitas vezes, o consumidor não está apto, preparado ou orientado em recusar tal oferta "daí sua inépcia em buscar seus direitos". "Isso gera relações de consumo não desejadas (...) tal oferta de crédito é uma relação de consumo imposta, draconiana e ilegal", diz a justificação da proposta. (E tem algum orgão governamental que se digne a fornecer essas informações, essa orietação, ou, ao menos que implemente isso no sistema de ensino?! Ah! Esqueci que o ensino está tão falido que os alunos saem da escola sem nem saber escrever... Como é que vão interpretar um texto?! Tanto menos um texto jurídico, cujo vocabulário já não facilita...)*

* Os parênteses negritados e em itálico não são de responsabilidade da jornalista que escreveu o artigo, são expressões da minha indignação mesmo!

Faça-me o favor! Alguém acha que vão baratear os preços pra compra a vista, tirar as taxas embutidas?! Não, só vão aumentar para quem pagar com cartão de crédito!
Cada vez que leio uma notícia dessas fico com a impressão de que pensam que somos uma nação de idiotas... O pior é que tem vezes onde quase concordo.

E fazer o que realmente é necessário, quem quer?!

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Flores do pântano...




Recém me recupero de ter assistido "La môme", ou, como chamam no Brasil, "Piaf - Um hino ao amor". Confesso que o nome escolhido para nosso país está um tanto quanto equivocado. Há que se colocar um clichê fofo, um glacê cor de rosa (ainda que se perceba que está rançoso, depois de levado à boca) pra vender. É como se o país fosse feito de idiotas Telletubies que não aguentam o baque de uma história real, densa, com o demasiadamente humano em fratura exposta... Douram a pílula, mas, pílula é pílula, cacete!
Bem, mas nem era disso que ia dizer. Ops! Era, tanto que disse, mas, esse não é o foco principal. Mas um título desses dá a entender que a vida da franzina de voz monumental era um mar de rosas, quando isso é só o que nunca aconteceu.Aliás, PQP! Vá sofrer assim lá adiante!
Marion Cotillard deixa qualquer um perplexo com sua atuação. FIQUEI PASMA! Virei fã!
A trilha sonora é um desbunde, também, não era pra menos. A "pequena pardal" com sua voz inigualável, as músicas francesas mais lindas e carregadas de sentimento que conheço... (Sou feliz por ter crescido ouvindo suas canções...)Não deixarei aqui toda a ficha técnica pq isso aqui não é um site de crítica de arte. (Se bem que, pagando bem, que mal tem?!)
Afora a melancolia que ao acordar já passou, fica em mim mais uma vez uma estranha impressão. Uma impressão que confesso dói ter, e mais ainda dói comprovar nas histórias de muitas das grandes estrelas da música que tanto admirei.
Que impressão?! A de que as mais belas flores nascem das dores. O que leva cantoras fantásticas como Billie Holiday, Maysa, Cássia Eller, Edith Piaf e tantas outras, ao submundo, ao exagero, às drogas, aos vícios, à auto-destruição?! A beleza de uma obra só se consegue assim?! Ou será que cantar era o que lhes eximia momentaneamente da dor?! A vida tem tantas cores, porque justo a dessas divas foi tão cinza, tão irremediavelmente densa, dolorosa, trágica?! Elas não estão aqui pra contar...
No eixo masculino também há muitos, só me ocorre agora Elvis, Morrison e Cazuza, mas sei que há muitos.
O ponto comum de quase todos foi uma infância difícil em algum sentido. (A de cazuza, ao que sei, não.) Mas também foi a de Chaplin, que deixo uma linda obra e uma história mais profícua.
Nathalie Cole conseguiu reverter o quadro, torço para que Amy Winehouse também.
Consigo sentir a beleza no que deixaram as flores do pântano, mas não consigo entender a opção pela lama ao invés de outras paisagens...
Isso não é um julgamento, apenas a manifestação da minha incompreensão de alguns aspectos do demasiadamente humano. Não compreendo e, felizmente, jamais saberei o que é estar lá. Mas sinto isso uma tristeza pelo que deixaram de experimentar, de produzir. Não gosto de cor de rosa, mas tudo o que é monocromático tem em mim uma referência tediosa e triste.
Quando é que o ser humano aprendeu que amor tem de rimar com dor? Ou que amar-se é proibido? Porque a fuga está ligada à auto-destruição? Porque a beleza, nesses casos vem da tristeza?

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

A pergunta que não quer calar:




Já tem a resposta?
Confesso que estou na dúvida... E ela não necessariamente quer dizer que hajam muitas opções. Talvez, seja justamente o contrário. :(

Indefinição, instabilidade...



Se nem os economistas e nem a imprensa dos EUA sabem dizer o que será do amanhã, não sou eu quem vai especular...
Será que o gigante vai despencar?! E você nisso tudo, já se definiu? Faz ao menos uma ligeira idéia? No que isso influencia na sua, na nossa vida?

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

O inferno são os outros...


Sob os flashes Beth Ditto


Já disse Sartre, "O inferno são os outros."
Pois é! É mais fácil aceitar que seja assim, do que assumir a própria irresponsabilidade, falta de amor, de aceitação e de respeito consigo mesmo...
Cada dia é mais fácil, uma vez que, está aí a mídia toda pra comprovar essa teoria. O bombardeio de informações de como se deve ser, qual o corpo ideal, o comportamento ideal, o conjunto de ideais que neurotizam, tiram o sono, a paz e a vontade de viver dos desavisados... Que pioram a visão de si.
Acho interessante que há uma ditadura da beleza que é imposta às mulheres, às que a aceitam, claro! Disso vem toda uma indústria, da cirurgia plástica, da moda, das revistas e de tudo mais que as fazem consumir pra preencher o vazio que deixa o modelo inalcançável...
Mas, e dos homens que ficam calvos, com barriguinha de chope e seja mais lá o que, alguém reclama?! Alguém diz alguma coisa? Eles ficam sem dormir por conta disso? Fazem os mais absurdos tratamentos estéticos, colocam sua saúde em risco pra se enquadrarem?! Eles se abalam com isso?
Do que eu vejo, não. Nem as mulheres passaram a rejeitá-los por conta disso. Tudo continua na santa paz. Será por isso que com eles a conversa é mais branda, mais sutil, isso quando existe?!
Interessante? Pq dessa vulnerabilidade feminina?!
E a tortura não pára por aí!
"O inferno são os outros", que nos dizem o que comer. Ninguém mais pode ter prazer na alimentação! Isso virou pecado maior que o pecado capital da gula. Ter prazer em comer é uma afronta! Ninguém mais pode comer em paz.
Nos dizem o que vestir, que cabelo ter, a cor, o corte, o bronzeado. As boas maneiras, o comportamento. Ter personalidade, estilo, autenticidade equivale a ser herege.
Sexo agora é outro tema que claro, tinha de ser padronizado. Agora há também a ditadura do orgasmo, da liberação sexual, quase que uma obrigatoriedade de experimentar de tudo pra ser considerado normal. Antes era tabu, agora é proibido ser convencional. Não é uma escolha pessoal?! Se falar então em homossexualidade, transexualidade, aí é que o assunto pega fogo. Esses então não têm direito a paz... Afe! E o que é que os outros têm com os orifícios alheios?! O nome vida íntima já não é um indicativo bastante esclarecedor?!
Pra mim, tem horas onde parece que tudo isso faz parte de um plano conspiratório pra que a vida perca cada vez mais o prazer... E o pior é que não está muito longe da verdade, uma vez que o número de casos de depressão, stress e síndrome do pânico cresce vertiginosamente. Pudera, é pressão demais!
Afe! Me recuso a ver o exército monótono de robôs passar. Não quero fazer parte disso! Me lembra até aquela obra de Machado de Assis, O alienista.
Até hoje não vi ninguém efetivamente capaz de ilustrar o que de fato é nível de normalidade. Simplesmente pq não dá pra uniformizar a população humana. Ufa! Ainda bem!
O que o ser humano tem de mais bonito é a diversidade, esse é o nosso paraíso.
Se "o inferno são os outros", o diabo são os ouvidos que ouvem as asneiras dos padronizadores.
A única moda que aceito é a do auto-amor, todas as outras, cada um que faça a própria.

sábado, 27 de setembro de 2008

Democracia obrigatória...




É tão lindo quando tentam convencer a gente a todo custo que somos cidadãos, que temos direitos. Que o voto é nossa maior prova disso...
Essa falsa ilusão de que a nossa opinião conta, que temos direito de escolha. Que escolha?! Os mesmos de sempre e mais um bando de despreparados que só estão lá pra fazer volume, a massa de manobra pro povão acreditar que tem vez?!
Tudo tão coerente com a obrigatoriedade do voto e propaganda eleitoral gratuita (pra quem?!) obrigatória...
Me custa caro ouvir certas pérolas como " Corinthiano vota em corinthiano!". Afe! E que tem o time de futebol com isso?!
Daqui a pouco vai virar o tal de evangélico vota em evangélico, gay vota em gay e por aí vai. E tome mais apartheid! E viva o separatismo burro que é material bom pra distrair o povo das tramóias. Quando é que se vai ver que somos todos brasileiros?! Que não é segregar o que resolve, é somar forças pra se chegar onde queremos e precisamos?!
Quando é que o povo vai abrir o olho pra o fato de que aqleues que estão lá ganhando os tubos e impedindo que isso aqui vá para frente são "empregados" nossos, escolhidos para cargo representativo. Não são autoridades, superiores e todos os demais subalternos?!
Não, o Sr Fulano que distribuiu uniformes escolares não é "tão bão pas pessoa!". Não, ele não fez favor nenhum pra ninguém, ele não deu nada. Ele cumpriu uma lei que assim determina, e o fez com recursos públicos, ou seja, o dinheiro dos impostos que nós pagamos! Ele não fez favor, cumpriu com seu dever. Ele não é bom, no máximo faz seu serviço, quando faz.
Não, gerir bem os recursos públicos não é ato meritoso, é obrigação. Fiscalizar os atos deles não é desconfiança, é consciência, é reconhecer a própria cidadania e responsabilidade para com sua comunidade, é direito de cada um e dever de todos.
Não receber benefícios (que são passageiros e prejudicadores num sentido mais amplo) a troco de voto é um dever, uma demonstração de respeito a si e a todos, se vender barato não resolve, a questão não é beneficiar-se sozinho, mas exigir que a lei seja cumprida para todos...
Não, ser prefeito, vereador, governador, deputado, senador, presidente, isso não é profissão! É função representativa. Por que das aposentadorias, que, diga-se de passagem, são precoces demais! E cujos rendimentos estão muito além dos da maioria da população. merecemos pagar por isso?!
Faça-me o favor! Está mais do que na hora de dar um jeito nessa situação vergonhosa. Não serão eles a tirarem os próprios privilégios, então, que tal agirmos?!
O voto pode ser obrigatório, mas a irresponsabilidade não!
Chega de falsas ilusões! Chega de comodismo! Chega de engolir sapo! Levante a bunda da cadeira e use a cabeça!
Acordaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa povooooooooooooooooooooooooooo !!!!!!!!!!!!!!!

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Biocrisias. Hipografias. Ops! Biografias...





Estive pensando, interessante como as pessoas gostam de escrever auto-biografias... Mas será que elas têm coragem de admitir nelas o seu lado mais sombrio, as cagadas que fizeram, consciente e ou inconscientemente, suas maldades, suas maiores misérias, ou fica tudo bem encaixotado e escondido no formato de conteúdo empoeirado em seus porões psíquicos?! E pior, renegado, ocultado, ainda que lembrado.
Confesso que o universo feminino tem me encantado mais ultimamente, por conta de algumas tantas corajosas que botam a cara pra bater sem pudores, sem meias palavras e sem medo de serem o que são.
Já retratei isso aqui quando falava de Elza Soares, mulher forte que enfrentou infernos e não esconde de ninguém. Mas andei vendo outros rostos, Amy Winehouse tão comentada, tão criticada, tão notícia. Se está no fundo de poço, está no que é dela e sai a hora que quiser. Consigo ver força nessa mulher, força admirável. Talvez não canalizada pro modo que estamos habituados a ver como certo, mas rende. Não, não falo em cifrões, rende arte. E, de alguma maneira, deve render pra ela em crescimento.
Seu último álbum, "Back to black", que o colocou nas paradas mundiais, é totalmente auto-biográfico. Retrata a fase onde seu relacionamento amoroso com o atual marido havia acabado. A fase overdown foi corajosamente transcrita música a música e ficou belíssima...
É de se admirar uma iniciativa dessas, quando a vaidade chega a índices astronômicos, alguém que coloca sua vida assim exposta, certa do seu "filme queimado" e que consegue fazer sucesso com isso. E que consegue algo muito maior que o sucesso, ser autêntica consigo mesma. Ser quem é de verdade. (Clap, clap, clap!)
Ontem me surpreendi com outra mulher que não havia me chamado atenção por mais de cinco minutos com sua atuação em novelas. Atuação aliás muito boa, eu é que não tenho paciência para novelas...
Assisti à uma entrevista de Cássia Kiss para Marilia Gabriela. Fiquei de queixo caído com a naturalidade com que a atriz falou sobre sua companheira depressão, companheira de toda uma vida (50 anos, e)somente há 3 anos em tratamento. Pasmei com a serenidade que falava sobre sua incursão no mundo das drogas, na falta que fazia a si mesma, na baixa-estima, na não presença em si. Nos efeitos da maternidade, na auto-descoberta... (Clap, clap, clap!)
Ganhou meu respeito, minha admiração.
Em tempos onde o hit é a cirurgia plástica, a beleza a todo custo, não importa se fake; é uma alegria ver mulheres que mostram que não há lipoaspiração para alma e ainda assim ela é o que temos de mais belo!
Começo a gostar mais de ser mulher. Quando crescer quero ter essa coragem!

Mulher, teu nome é verdade!

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

O tudo e o nada...




É tanta idéia na cabeça que não estou conseguindo concluir nenhuma...
Parece até que ouço uma voz dizendo: Seja bem re-vinda ao turbilhão!

terça-feira, 2 de setembro de 2008

"Que país é esse?!"





Fiquei uma semana com uma frase ecoando em minha cabeça... Tive overdose de China, Jogos Olímpicos e correlatos, mesmo sem ter acompanhado. Ia deixar passar batido, mas, uma certa indignação persistiu me fisgando. Aquela tal frase que Maitê Proença disse no programa Saia Justa* da semana passada.
Disse ela sobre "a mediocridade da delegação olímpica brasileira".
O "quase lá".
PQP! É de ficar indignada com uma frase dessas. É claro que todos nós gostaríamos e muito que o Brasil figurasse como um dos país mais premiados. Mas, para o incentivo que os atletas recebem, foram muito bem!
Não, não é como o dito popular "para quem é, bacalhau basta". Não. A questão é que, a maior parte dos atletas treina às suas expensas e com a ajuda de quem estiver disposto a colaborar. Às vezes os recursos são mínimos ou nulos, mas eles treinam pq é sua vocação, seu sacerdócio, sua paixão e por conta disso dão "sangue, suor, lágrimas", vão aos limites do humano e além. E depois de tudo isso são chamados medíocres?!
Patrocínio? Existe efetivamente mesmo no futebol. (E isso pq ele rende muito lucro, não por amor à camisa.) Em outros esportes, pouquíssimo.
Foi questionada a verba que a COBE disponibilizou para a ida aos jogos. Que a quantia foi alta. (Não me recordo agora quantos milhões...) Sim, mas essa verba foi para que, passagens apenas? Para quem, de fato? Atletas e seus treinadores ou acrescenta-se aí quantos turistas VIPs? E a COBE administra a verba como? Presta contas? Que critérios são utilizados nas decisões de como e a que serão destinadas tais verbas? Alguém sabe informar?!
Aliás, de que adianta que a verba vá só para transporte e esse tipo de despesas e não para dar melhores condições de preparo aos nossos atletas para as competições?! Então é só levar lá e já está bom?!
Nosso país é conhecido como país do futebol. Um desperdício! Pq só do futebol? Temos tantas outras habilidades... Há tantos talentos a serem valorizados!E tantos outros a serem descobertos.
Em muitos países as escolas são vitrines dessas descobertas, são aliás seus berços. Infelizmente presenciamos de bocas bem caladas e olhos bem fechados, fazendo a mais deslavada vista grossa à falência do ensino geral e da educação física.
Educação de qualidade prima pelo desenvolvimento intelectual, físico e emocional, no mínimo. Esporte é saúde e auto-estima! Ensina disciplima, auto-centramento, cooperação, superação.
As aulas de educação física nas escolas públicas são meramente uma formalidade a ser cumprida por obrigatoriedade da grade curricular. Dá-se uma bola e os meninos jogam futebol, as meninas em geral vôlei e está feito. Não há estudo das regras, do fundamentos dos esportes, nenhum preparo físico. Não há a apresentação de outras modalidades. E qual a razão?!
Simples, não há material, em alguns casos não há espaço adequado, não há mais disposição por parte dos profissionais de ensino massacrados e desmotivados, não há verbas ou incentivo do governo. Fui professora de educação infantil e vi muito disso acontecer. Inclusive, até a quarta série o profissional especializado para dar aulas de educação física sequer é contratado, fica tudo a cargo da professora da turma. Como querer um país mais competitivo se as bases não propiciam?
Poderíamos seguramente ser chamados de país do esporte, caso tivéssemos um melhor sistema. O brasileiro é um povo muito esforçado, muito criativo e muito versátil. Se com pouco já conseguiu nos agraciar com esses heróis, com mais investimentos teríamos safras invejáveis de excelentes atletas.
Fica desleal a comparação, nos EUA, por exemplo, toda escola tem uma quadra e é uma honra que inclusive dá direito a muitos benefícios aos estudantes que fazem parte de times de basquete e outros esportes coletivos, bem como dos individuais. Participar de uma equipe esportiva pode até render bolsa no ensino superior. Igualzinho aqui, não é mesmo?!
Na China, (como em outros regimes totalitários)os talentos são descobertos e explorados ainda na mais tenra idade. Talvez nem se tenha tempo para que os atletas descubram outros talentos. As equipes de ginástica olímpica, por exemplo, tanto feminina quanto masculina, todas perfeitíssimas, têm seus atletas retirados do seio da família aos 6 anos de idade e sua vida passa a ser exclusivamente treinar. Se é bom para eles, não sei. Tem sim um caráter obrigatório. Não me parece nada voluntário ou prazeroso, mas, cumpre seu objetivo.
Pensando por esse lado, os chineses que ganharam mereceram, os que não ganharam, nem por isso deixaram de merecer. Sob muitos aspectos, nascer chinês já é em si um fardo muito grande, se for mulher, dobrado, se for atleta, triplicado e por aí vai a contabilidade. Nessa tabuada, feliz daquele que consegue ter satisfação em ser quem é.
Agora, "nós", quase lá é o cacete!
Só ter chegado aos jogos já foi a glória. Esse tipo de absurdo só me faz lembrar do judoca que chorou e pediu desculpas por não ter ganho medalha. Ele não precisava pedir desculpas, nós é que precisamos, por deixarmos solenemente de exigir os direitos que temos e que eles sejam de fato estendidos a todos. Isso é direito nosso e obrigação do Estado!
Enquanto tratarmos nossos "representantes" como entes supremos que nos prestam favor, e não os encaramos como funcionários que desempenham função eletiva em nosso nome e a nosso serviço, pelo progresso social, essa palhaçada não tem previsão pra acabar...
É ano de eleição e mais uma vez, infelizmente, já sei o que esperar...


*Sim, eu assisto ao Saia Justa e até costumo gostar. Não é com tudo o que dizem que concordo, mas, isso não é problema, aliás, ajuda a pensar, rever conceitos, ter novas perspectivas, reformular ou reafirmar certos modos de pensar e de agir, amplia horizontes.
Há quem ache um programa fútil, raso ou seja lá mais o que quiserem. O fato que é o único com esse formato. Quem quiser que faça melhor. Seria bom ver mais diferentes mulheres debatendo sobre os mais variados assuntos.
Gosto das colocações que fazem, do trabalho que têm em fazer pesquisas, acho interessantes os temas que trazem, gosto dos novos olhares, mesmo os muito diferentes do meu.
Sinto falta da Soninha Francine lá. Gosto das colocações de Marcia Tiburi, da paixão com que ela defende o feminino e seu feminismo. E me acabo com a irreverência de Betty Lago.